Acidentes fatais poderiam ser evitados
O Centro Allianz para a Tecnologia (CAT) assinala deficiências na segurança rodoviária, mas existem medidas simples que podem levar a um rápido sucesso.
andardemoto.pt @ 17-10-2012 12:43:16
De acordo com estatísticas recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), 1,2 milhões de pessoas morrem em acidentes rodoviários todos os anos, e 50 milhões ficam feridas.
Esta tendência irá intensificar-se no futuro. Os especialistas de viação no Centro Allianz para a Tecnologia (CAT) assinalam deficiências na segurança rodoviária no estudo “Allianz Risk Pulse” sobre Mobilidade e Segurança Rodoviária, publicado há cerca de uma semana: mesmo medidas simples como usar o cinto de segurança, o capacete, poderiam ajudar a prevenir muitos ferimentos. Neste contexto, os especialistas de risco defendem o reforço dos enquadramentos legais e sociais da segurança rodoviária, em todo o Mundo.
Os acidentes de viação são uma das muitas causas de morte a nível mundial, e o seu impacto na saúde global está subestimado. “Para lutar eficazmente contra o aumento das mortes na estrada, precisamos de uma nova cultura de segurança. Um sistema rodoviário só pode ser seguro se os seus utilizadores tiverem um comportamento também ele de segurança”, refere Christoph Lauterwasser, responsável do CAT.
Os especialistas de viação vêm uma ligação direta entre a segurança rodoviária e as condições económicas e padrões técnicos de um determinado país: “Quanto mais baixo for o rendimento per capita de uma sociedade, mais elevado se torna o risco de acidentes de viação – esta tendência é preocupante e tem que ser travada, porque a segurança rodoviária não se pode tornar numa questão de mais ou menos prosperidade”, adianta ainda Christoph Lauterwasser.
Em muitos países, tanto a segurança passiva quanto a segurança ativa precisam de ser reforçadas. A segurança passiva envolve por exemplo o uso de cintos de segurança, cadeiras para as crianças e capacetes. A segurança rodoviária ativa pode ser reforçada através de ações de consciencialização nas escolas e uma legislação mais rígida no que respeita à atribuição de cartas de condução. É também essencial a legislação de combate ao álcool na Estrada, uma vez que o álcool é responsável por 10 a 32% dos acidentes fatais, segundo a OCDE. Os sistemas de assistência à condução também contribuem bastante para prevenir os acidentes, nomeadamente em países mais ricos.
“A informação focalizada tem de provocar uma alteração ao nível das mentalidades e da cultura. O que também requer um determinado enquadramento legal, aliado à construção de estradas mais seguras. É a única forma de conseguirmos reduzir o número de acidentes de viação em todo o Mundo”, defende Lauterwasser.
andardemoto.pt @ 17-10-2012 12:43:16
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