Lea Rieck - Tenho de ir dar uma volta ao Mundo

Assim, sem mais nem menos, Lea vendeu casa e carro, despediu-se do emprego, comprou uma moto, arranjou patrocinadores, traçou um itinerário e partiu para uma volta ao Mundo!

andardemoto.pt @ 22-10-2017 19:20:26

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Os genes de viajante da família são os principais responsáveis pela grande aventura desta alemã que, aos 29 anos, deixou a sua terra natal, Munique, para se fazer à estrada. O pai já tinha tendência para as longas distâncias, e já nos anos 70, entre outras aventuras, tinha dado a volta à Austrália numa Honda 450. Por isso a Lea decidiu que iria traçar no mapa de viagens da família, mais umas quantas estradas ao longo do mundo.Até porque tem a convicção de que uma viagem é a melhor prenda que alguém pode dar a si próprio.

Quando partiu, Lea Rieck tinha apenas duas preocupações, efectivamente genuínas, que consistiam em alcançar o Quirguistão e os Himalais, nos meses de Agosto e Setembro (2016) e o sul do Chile e da Argentina, em Janeiro de 2017, para também aí aproveitar o Verão.


Pelo meio, tinha em mente cruzar os países do reino do “istão” (Cazaquistão, Turquemenistão, Uzebequistão, etc.) a caminho da China. Índia, Nepal e Tailândia viriam depois, antes de, tanto ela como a sua fiel companheira Cleo (a Triumph Tiger 800 XCA que escolheu para a acompanhar nesta viagem), voarem para o Chile, onde começaria a segunda etapa da aventura que a levaria através da Bolívia, Peru, Colômbia, México e finalmente a travessia dos Estados Unidos da América, desde a Costa Oeste até à Costa Leste.

Do novo, para o velho Mundo, as duas aventureiras recorreram ao avião, recomeçando a etapa final da viagem em Casablanca, cruzando Marrocos para regressar à Europa onde Espanha, Portugal e França serviriam de passadeira vermelha para o regresso à sua natal Baviera.


Encontrámo-la em Lisboa, ao cabo de quase 18 meses de viagem, na nova Triumph World Store de Lisboa, que a deixou impressionada não só pelo aspecto e número de modelos em exposição, mas também pela quantidade de jornalistas presentes e ansiosos por falarem com ela.

Numa agradável conversa, onde o seu inglês quase perfeito e o sorriso quase constante fizeram esquecer a sua ascendência teutónica, Lea contou-nos que o seu orçamento para esta aventura era de aproximadamente 40.000 euros, isto porque, a cada tanto, necessita de se mimar com umas estadias em alguns hotéis minimamente aceitáveis para se ressarcir das agruras do caminho, e encontrar paz e rede de dados para enviar os seus muitos artigos de reportagem que, com alguma surpresa, lhe iam sendo encomendados à medida que a sua aventura se ia tornando conhecida.


Lea apresenta-se como jornalista, apesar da sua formação em história de arte, administração de empresas e direito, e da sua experiência profissional assentar em arquitectura, na vertente de design e moda. O BMW Group e a Ikea servem para ilustrar as diversas empresas para quem desenvolveu novos conceitos digitais.

Nos seus planos, além de escrever um livro sobre esta sua aventura à volta do mundo, está a intenção de criar uma empresa. Os contornos ainda não os tem bem definidos, mas será algo que tenha a ver com viagens.

Até porque Lea admitiu que apanhou o “bicho do viajante” e esta sua viagem, que está prestes a terminar, serviu para lhe dar a conhecer novos mundos que pretende explorar mais detalhadamente. Nomeadamente África, que nesta volta se resumiu apenas a Marrocos, mas que foi o suficiente para a conquistar.


Questionada sobre o facto de ser mulher, e se se tinha sentido intimidada nos países do médio Oriente, Lea concluiu que não. Sempre se sentiu bastante segura, e que o facto de ser mulher lhe permitiu conhecer aspectos da cultura islâmica normalmente vedados aos homens, como a vida das mulheres desses países, já que frequentemente foi convidada a conhecer e entrar em casa de diversas famílias.

Como melhores recordações, e o ponto alto da viagem, não ficámos admirados por saber que o Paquistão a tinha conquistado, assim como as paisagens do Tajiquistão.

A pior recordação ficou-lhe da Rússia, onde sofreu uma violenta queda que lhe originou uma concussão cerebral e diversos estragos na sua querida Cleo. Maior o susto que as consequências, ainda assim foi o episódio que mais a marcou.

Por falar na Cleo, a Triumph Tiger 800 XCA que a acompanhou nesta aventura, além dos estragos causados por algumas quedas, e apesar dos 80.000 quilómetros que já tem somados, não tem qualquer razão de queixa.

O único contratempo mecânico que teve foi por sua culpa, já que, com o decurso dos troços mais enlameados ou arenosos, nos quais não se sente tão à vontade, acabou por queimar um disco de embraigem. Mas o arranjo foi rápido e nunca chegou a ser uma verdadeira avaria.

Lea, depois de ter visitado Sintra, ruma agora a Norte, em direcção a casa. Esperamos ter mais notícias dela em breve!

Pode saber mais sobre esta aventura. Ligue-se ao site oficial de Lea Rieck - Got 2 Go (clique aqui)

andardemoto.pt @ 22-10-2017 19:20:26


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