Ducati 860 GT Turbo by Hazan Motorworks

Resgatar uma moto dos anos 70 e transformá-la numa máquina de tamanha pureza de linhas não é para todos. Mas Max Hazan não é um construtor qualquer.

andardemoto.pt @ 2-11-2017 18:23:54

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Max Hazan está sediado em Los Angeles, e a sua fama, a par com o reconhecimento dos seus trabalhos não são mero acaso. Max é um perfeccionista que dedica muitas horas e rores de paciência em busca da perfeição e da simplicidade estética.

Em contrapartida, em termos de engenharia, Max não se poupa a esforços para ir mais longe nos resultados, e por isso, como se não fosse já suficientemente difícil abraçar um projecto a partir de uma Ducati 860GT de 1978, esta “Turbocati” está equipada com turbo-compressor.

A transformação começou por ser simples, mas poucas semanas após o projecto ter começado, Max recebeu uma chamada do cliente proprietário da Ducati, a perguntar se a 860 poderia levar um “turbo”.


Consciente das dificuldades, Max acabou por anuir, apesar de a decisão implicar reforçar também a embraiagem, para poder lidar com o acréscimo de potência.

Três reconstruções do motor e dois turbos rebentados depois, com muita experiência pelo meio, a engenharia acabou por ficar concluída, sendo a Turbocati passível de ser conduzida em qualquer ambiente.

O motor foi reconstruído, e apresenta agora uma taxa de compressão de 9:1 para queimar a mistura fornecida pelo carburador Weber DCOE 40, alimentada pelas turbinas do Garrett GT15. Claro que a bomba de gasolina Holley, o sistema de lubrificação eléctrico e a ignição electrónica Sachse são novos, tal como as válvulas de admissão, e também ainda, a linha de escape em inox, que termina numa ponteira espectacular embutida debaixo da “bacquet”.

.O quadro é outra obra de arte, completamente construído de raíz com tubo de liga de aço e cromo-molibdenio, à semelhança do braço oscilante, e foi concebido para acolher o motor já depois de este ter o turbo, e todos os outros componentes instalados, garantindo assim um acabamento muito mais limpo do conjunto. A grande complicação foi elaborar o verdadeiro “puzzle” de tubagens, tendo a prioridade sido a função da funcionalidade, apesar de não parecer.


Ainda assim, a Turbocati ficou dois centímetros mais curta entre eixos, do que a moto original, sobretudo devido à colocação do amortecedor traseiro por debaixo do motor, e o resultado final, em termos de prestações, ficou muito acima do expectável, sendo que Max define-o mesmo como extraordinário.

As mesas da direcção são maquinadas, os comandos são Magura, na roda dianteira, as quatro pinças de travão Wilwood mordem discos de GSX-R. As jantes são Excel sendo que a traseira é de 5,5 polegadas e aloja um pneu 190/55.

Mas são sobretudo os pormenores que tornam esta preparação tão especial: o conta-rotações, os manómetros encastrados no depósito de combustível ou simplesmente a tubagem que alimenta as pinças de travão são disso um exemplo.

Para Max, a melhor característica desta “Ducati” é o som, sobretudo devido ao “cantar” da válvula de escape, que liberta uma verdadeira sinfonia!

Apesar das belas imagens que pode ver abaixo, quem a viu ao vivo, garante que as fotos não fazem a devida justiça à Turbocati. 


andardemoto.pt @ 2-11-2017 18:23:54


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