Ducati Panigale V4 - a mais aguardada
Aquela que foi eleita a mais bela moto do Salão de Milão, EICMA 2017, e que representa o supra-sumo da tecnologia e do design italiano, aqui vista em pormenor.
andardemoto.pt @ 18-11-2017 19:02:09
A evolução era lógica e inevitável: Os regulamentos impõem que os modelos de MotoGP sejam protótipos sem qualquer relação ou peças comuns com uma moto de estrada existente.
Nada diz, porém, que não se possa fazer o contrário, uma moto de estrada baseada no modelo de MotoGP, e foi isso que a Ducati fez.
Primeiro, em 2004 com a limitada e caríssima Desmosedici, e agora, com a que, sendo embora uma Desmosedici, já que tem 4 x 4 válvulas à cabeça, comandadas desmodromicamente, a marca apelou de Panigale V4.
O nome tem a ver com o facto de que esta está destinada a substituir a Panigale V2 na gama do construtor, e a tornar-se a moto que compete nas SBK a partir de 2019.
Como seria de esperar num modelo que vai ser uma espécie de porta-estandarte da marca de Borgo Panigale, foi uma sensação há dias em Milão (clique para ver mais), com uns anunciados 214 cavalos extraídos dos seus 1103 cc, números já de si recordistas, pois pressupõem uma relação peso-potência de 1,1 cavalos por quilo de peso.
A estética é espectacular, muito Ducati, com a Panigale como ponto de partida, mas no entanto inovadora.
O propulsor Desmosedici Stradale é um V4 a 90º, nada de especial até aqui, já que até partilha o seu diâmetro com o da versão de MotoGP. No entanto o curso foi alongado para atingir os 1103cc, e limitar o regime máximo para maior facilidade de condução.
O ultra-secreto departamento de competição envolveu-se, supostamente, no desenvolvimento do modelo, que procura integrar ciclística, motor e piloto num todo para máxima exploração das capacidades desportivas do conjunto.
A fiabilidade não foi esquecida, com intervalos de ajuste das folgas de válvula só necessários cada a 24.000 Km.
A cambota gira no sentido oposto ao das rodas, e a ignição é feita em dois estágios, tudo ajudando a alargar a faixa de utilização e a agilidade do modelo.
Já que o motor de 4 cilindros pesa mais que o anterior, o quadro em treliça foi reformulado, passando a contar com o motor como membro estruturante.
O “Front Frame”, como é chamado, procura dar o maior nível de sensação possível ao condutor, conseguindo o equilíbrio ideal de rigidez torsional e leveza, sendo em simultâneo muito estreito. Essa esbelteza, aliada à triangulação dos punhos/peseiras/banco, integra o condutor perfeitamente, ajudando-o a extrair o máximo da moto.
O uso de materiais ligeiros mantém o peso nos 195 Kg, colocando a Panigale V4 no topo do seu segmento.
Integração dos componentes electrónicos da Bosch complementa a excelência do chassis, com uma série de controles dinâmicos activos e algumas novidades inéditas, como ABS em curva que leva em conta o ângulo de inclinação.
Há ainda a versão Panigale V4S, reforçada com suspensão Ohlins (nas imagens acima), e a versão Speciale, que conta com peças em carbono, manetes articuladas, escape Akrapovic, Ducati data Analyser e mais alguns equipamentos exclusivos, e que pode ver nas imagens abaixo.
Para ficar a saber mais sobre a Ducati Panigale V4S, consulte o nosso catálogo "on-line" (clique aqui)
Panigale V4 Speciale
Veja aqui o video de apresentação da Ducati Panigale V4
andardemoto.pt @ 18-11-2017 19:02:09
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