Royal Enfield Himalayan, uma aventura “low cost”

Estamos cada vez mais expectantes sobre o que o construtor indiano tem para oferecer com esta bem modesta aventureira, testada em condições extremas, e que está a encantar os jornalistas do “primeiro mundo” que já tiveram oportunidade de andar nela

andardemoto.pt @ 15-12-2017 02:24:39

Não há qualquer dúvida sobre o facto de as motos de aventura (ou Maxi- trails) serem as motos mais versáteis para qualquer tipo de utilização, facto que não é, de todo, alheio ao sucesso que este segmento do mercado de motociclismo tem vindo a revelar.

Sejam as mais caras e pesadas “ADV”, de grande cilindrada, ou até, e mais recentemente, as mais modestas, leves, económicas e de cilindrada entre os 300 e os 500cc, o mercado é generoso em termos de oferta, e ávido em termos de procura.

Mas o que é certo é que quem realmente gosta de se meter em maus caminhos e explorar locais mais inacessíveis, o que necessita e aprecia é, fundamentalmente, de uma moto leve, fiável, manobrável e resistente, cuja simplicidade, em caso de queda, reverta a favor de pouca ou nenhuma preocupação ou despesa, e seja fácil de “apanhar” e voltar a andar!


E é precisamente isso que a Royal Enfield promete, e que tem sido confirmado por quem já testou a Himalayan, que os 411cc de cilindrada do motor, são mais do que suficientes para, em maus caminhos, acompanhar qualquer outra moto, sem dificuldades, e capaz de cobrir longas distâncias, tendo em conta um consumo anunciado de 3,3 litros e uma autonomia teórica a rondar os 450km.

Mesmo quando comparada com a mais cara concorrência concorrência directa, por exemplo, contra os 313cc da BMW G310 GS, que debitam uma potência de 34cv (25 kW), ou os 296 cc da Kawasaki Versys X 300 Adventure que debitam 40cv (29.3 kW), obviamente à custa de regimes de rotação mais elevados e binário inferior, a lógica deixa antever uma grande fiabilidade e longevidade do motor, graças ao sobredimensionamento que além de menor stress mecânico, ainda garante intervalos de manutenção (basicamente mudanças de óleo) alargados a 10.000km.

O preço, que pouco ultrapassa os 4.500 euros e que a torna campeã do”low budget” quando comparada com a concorrência mais directa (recorrendo aos mesmos exemplos, a BMW G 310GS com uma etiqueta de 5.799,52 €, e a Kawasaki Versys X 300 Adventure com uma etiqueta de 7.250 €) parece ser uma verdadeira pechincha, mesmo tendo em conta que a referida concorrência consegue uma performance de ficha técnica muito mais elevada. 


E essa parece ser, ainda que incongruentemente para muitos motociclistas, a grande vantagem da Himalayan, cujos 24,2cv (18,0 kW) de potência, conseguidos a um regime de rotação muito mais baixo, e com a ajuda dos 32Nm de binário, se revelam uma ajuda mais do que suficiente e preciosa para manter ritmos constantes por longos períodos em dias sucessivos, mesmo quando os caminhos não ajudam.

O segredo da fórmula que promete uma condução muito mais descontraída, sem necessidade de recorrer frequentemente à caixa de velocidades, está no longo curso do pistão do monocilindro LS 410, uma nova unidade motriz refrigerada a ar, desenhada de raiz, que conta com uma árvore de cames à cabeça, e cuja elevada entrega de potência a baixos regimes a torna fácil de manobrar, sobretudo na passagem de obstáculos a baixa velocidade, até porque, com uma altura livre ao solo de cerca de 220mm, vai ser mesmo fácil conquistar caminhos bastante difíceis.

A Royal Enfield Himalayan está a a chegar a qualquer momento a Portugal, e estará disponível em duas cores, branco ou negro, por um preço de apenas 4.645€.

Para mais informações, contacte a rede de concessionários oficiais da Royal Enfield. Clique aqui para ver qual a loja mais perto de si.

Pode saber mais sobre a Royal Enfield Himalayan se clicar aqui, e/ou ver as especificações técnicas completas se clicar aqui.

andardemoto.pt @ 15-12-2017 02:24:39