AJP marca portuguesa apresenta três novos modelos no EICMA 2019

Dois modelos de Enduro de competição, a AJP SPR 310 R e a APJ SPR 510 R e um modelo de lazer, a APJ SPR 250 vão ser apresentados em Milão.

andardemoto.pt @ 2-11-2019 14:46:47

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Ainda estão no segredo dos Deuses, mas as especificações (e as imagens) das novas motos de competição da AJP, a SPR 310 R e a SPR 510 R vão ser apresentadas ao mundo na EICMA 2019, em MIlão, juntamente com um modelo mais vocacionado para o lazer, a SPR 250.

A AJP Motos é uma empresa portuguesa, participada pela sociedade gestora de fundos de capital de risco público, a Portugal Ventures, e pretende duplicar a sua faturação após um investimento de dois milhões de euros.

Com sede em Lousada, no distrito do Porto, a empresa especializada em motociclos de todo-o-terreno apresenta uma nova gama de motociclos que o seu diretor-geral e fundador, António Pinto, define como "um novo capítulo" na história da marca.


A PR7, lançada em 2016, revelou-se "um sucesso internacional", com o seu modelo de 650 centímetros cúbicos de cilindrada a somar "centenas de exemplares vendidos" para toda a Europa e ainda para países como o Japão, António Pinto espera que as novas motos da marca obtenham ainda melhores resultados.

Em 2018 a AJP registou um volume de negócios na ordem dos dois milhões de euros, mas, antecipando um aumento significativo das vendas motivado pelos novos modelos, o diretor da empresa afirma: "Vamos aumentar a nossa quota de mercado e no final de 2020 estaremos muito perto de dobrar essa faturação. Esta linha vai-nos catapultar para um patamar muito mais à frente e, como agora contamos com motores de fabrico italiano ao nível do que há de melhor no mundo, vamos passar a competir com marcas como a KTM e a Usqvarna", declarou António Pinto à Lusa.

"Neste momento só há seis empresas em todo o mundo a produzir motos de Enduro de alta competição e, se nós conseguirmos uma quota de 3 a 4% do mercado mundial, facilmente atingiremos uma faturação com números simpáticos na ordem dos muitos milhões de euros", analisa António Pinto. "Nos últimos 10 anos adquirimos o 'know-how' que nos permite fazer todo o desenvolvimento do produto internamente, o que nos diminui os custos com a conceção de produto, e, se nada de mau acontecer, com estas novas motos podemos em poucos anos chegar a uma faturação de 10 milhões de euros", conclui.

andardemoto.pt @ 2-11-2019 14:46:47


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