Tudo preparado para o 22º Portugal de Lés-a-Lés
A Comissão de Mototurismo da Federação de Motociclismo de Portugal já realizou o obrigatório reconhecimento do 22º Portugal de Lés-a-Lés. De 1 a 4 de outubro os motociclistas portugueses e estrangeiros partem à descoberta de Portugal por estradas secundárias entre Lagos e Chaves.
andardemoto.pt @ 18-6-2020 16:48:37
Apesar
de se realizar fora das datas habituais, devido à pandemia e ao confinamento
que tivemos de cumprir, o 22º Portugal de Lés-a-Lés está pronto para ir para a
estrada. Será de 1 a 4 de outubro que milhares de motociclistas, nacionais e
estrangeiros, irão desfrutar das magníficas estradas secundárias do nosso país.
Este ano o Portugal de Lés-a-Lés terá como ponto de partida Lagos, e rumará a
norte, com o palanque final a estar instalado em Chaves. Pelo meio haverá
paragem em Évora e na Guarda.
Preparando tudo ao pormenor para uma edição que, pela primeira vez, será
realizada no início do outono e não em plena primavera por força da crise
sanitária que afetou todo o Mundo, a equipa da Comissão de Mototurismo da
Federação de Motociclismo de Portugal voltou à estrada para levar a cabo o
reconhecimento do percurso do 22.º Portugal de Lés-a- Lés.
De Lagos a Chaves, os participantes da grande maratona podem ter a certeza de encontrar
muitas curvas e poucas retas. Acrescido prazer de condução em trajeto com
estradas de bom piso e paisagens intensas reforça a certeza de que a travessia
do País voltará a surpreender todos quantos ousarem participar.
Será mais uma edição plena de estreias e novidades, com a visita a muitos
locais onde a caravana nunca tinha ido e outros que nunca foram cumpridos no
sentido sul-norte. E também com uma saudável novidade para os verdadeiros
mototuristas, com os passeios pedestres no Passeio de Abertura, em Lagos,
verdadeiro ex-líbris algarvio, bem como no centro histórico de Évora, no final
da 1.ª etapa.
E se no caso de Lagos será, por exemplo, a melhor forma de descobrir os novos
passadiços que permite ter uma visão diferente da Ponta da Piedade, já em Évora
é forma de tornear as limitações impostas pelos sentidos de trânsito sem perder
pitada dos inúmeros monumentos, mas também, lojas e esplanadas ao longo das típicas
ruas brancas e amarelas.
Final festivo em redor do Templo de Diana, Praça do Giraldo e Sé Catedral de
Évora após uma etapa curta que inclui, entre muitos outros pontos de interesse,
uma subida diferente e castiça pela serra de Monchique, as estreias da Barragem
de Santa Clara, das Minas de Aljustrel, do interior de vilas típicas
alentejanas e Santuário de Nossa Senhora de Aires.
Bem mais exigente, a 2.ª etapa oferecerá momentos de particular deslumbre
através dos concelhos de Avis e Gavião, com muitos montados antigos a suceder
aos olivais mais a sul, ou na curiosa gruta de 200 metros onde a Ribeira de Sôr
se “sume” de forma misteriosa.
Momento particularmente simbólico deste dia será a paragem em Tinalhas, Castelo
Branco, onde está edificado memorial granítico em homenagem que abarca S.
Rafael, o Padre Zé Fernando, motoclubes e federação.
Depois, tempo para máxima diversão entre soberbas paisagens, começando na Serra
da Estrela, galgando montanhas e grandes vales, com horizontes a perder de vista,
até ao centro histórico da Guarda, com final diante dos Paços do Concelho,
ainda com luz solar.
É que tudo foi bem estudado para compensar o menor número de horas de sol de
outubro em comparação com o solstício de verão, data habitual do Lés-a-Lés.
As etapas terão de ser dinâmicas e os participantes não poderão desperdiçar
tempo precioso, sendo mais importante do que nunca rolar em equipas de dois e
evitar os aglomerados na estrada.
Mas, como em qualquer bom livro ou filme que se preze, o melhor está guardado
para o final, com uma 3.ª etapa que é verdadeira “cereja no topo do bolo”. E
porquê? Sem falar nas fabulosas estradas, de cobertura impecável e curvas com
fartura, imaginem-se as paisagens arrebatadoras dos vales do Côa, do Águeda, do
Douro Internacional, da Ribeira de Mosteiros ou do Sabor.
Mas imagine-se também a carismática cidade de Pinhel com toda a sua
monumentalidade, ou a travessia do concelho de Macedo de Cavaleiros através de
azinhais e carvalhais, indo à Barragem do Azibo e calcorreando os meandros da
aldeia de Podence, colorida com a alegria dos Caretos que brincaram ao Carnaval
em 2020 pela primeira vez com o estatuto de Património da Humanidade.
E para final em festa, a travessia dos rios Rabaçal, Tuela, Mente e Moisés, bem
perto da fronteira com Espanha, antes de descer à veiga de Chaves, cidade que
receberá o final do evento no seu bem cuidado centro histórico e parque termal,
diante do Tâmega.
Final em festa antes do regresso a casa, aproveitando o feriado da Implantação
da República, em desejado regresso ao tranquilo e aprazível interior do País
depois da viagem pelo Litoral em 2019, com percurso, ainda e sempre, afastado
das autoestradas, SCUT’s, Itinerários Principais ou Secundários.
E que será apresentado com maior pormenor ao longo dos próximos tempos na
página oficial do Portugal de Lés-a-Lés no Facebook, aguçando o apetite para a
grande aventura, estando o regulamento disponível em www.les-a-les.com ou em www.fmp.pt,
sites onde continua a ser possível efetuar a inscrição.
andardemoto.pt @ 18-6-2020 16:48:37
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