Kawasaki Ninja ZX-10R e ZX-10RR – Nascidas para vencer

A Kawasaki apresenta uma nova geração da sua superdesportiva que conquistou seis títulos consecutivos no Mundial Superbike. Fique a conhecer aqui as novas Kawasaki Ninja ZX-10R e a especial de homologação ZX-10RR.

andardemoto.pt @ 23-11-2020 18:57:19

Com Jonathan Rea e a Kawasaki Racing Team a conquistarem nada menos do que seis títulos consecutivos no Mundial Superbike, a marca nascida em Akashi, Japão, sabe que tem um conjunto vencedor. Faz por isso todo o sentido que tenha sido Rea e também o seu companheiro de equipa Alex Lowes os primeiros a testarem a nova geração da Ninja ZX-10RR em pista.

Mas a Ninja ZX-10R e a versão especial de homologação ZX-10RR, da qual apenas serão fabricadas 500 unidades para todo o mundo, necessitam de “updates” constantes para se manterem acima das rivais. E para 2021 a Kawasaki decidiu aplicar uma renovação radical!

A mais radical das novidades é a sua carenagem frontal. A Kawasaki não optou por uma evolução do design já conhecido desde 2016, mas sim por uma completa revolução!

Apresentando uma aparência controversa e bastante mais agressiva do que a geração anterior, a nova carenagem frontal acolhe uma entrada de ar central de grandes dimensões. Nas suas laterais encontramos as novas óticas LED, fornecidas pela Mitsubishi, uma estreia no mundo das duas rodas.


A pensar no ar, mais precisamente na passagem do ar através das carenagens, a Kawasaki desenhou um frontal que apresenta passagens de ar dissimuladas nas carenagens, posicionadas nos seus extremos. De acordo com a marca japonesa, a melhoria da aerodinâmica e força descendente da nova Ninja ZX-10R e ZX-10RR atinge os 17% quando comparada com a anterior geração.

Na traseira, que mantém uma luz de travão igual à atual geração da superdesportiva de Akashi, encontramos na versão 2021 duas passagens de ar que permitem criar menor turbulência aerodinâmica nas costas do condutor, e com isso aumentam a estabilidade e também a velocidade.

O condutor por sua vez vai encontrar uma posição de condução totalmente diferente e mais radical. As novas Ninja ZX-10R e ZX-10RR, graças ao “input” do campeão Jonathan Rea, apresentam avanços posicionados 10 mm mais à frente. Se tivermos em conta os poisa-pés 5 mm mais elevados e um subquadro traseiro elevado, isso permite que o condutor se esconda atrás do novo vidro dianteiro (40 mm mais alto) mais facilmente, beneficiando da nova aerodinâmica quando procura atingir velocidade máxima em reta.

De referir que o posicionamento dos avanços é igual ao escolhido por Jonathan Rea na sua moto de competição.


 A ciclística também foi alvo de algumas modificações interessantes que visam melhorar a estabilidade.

O pivot do braço oscilante está 1 mm mais baixo do que anteriormente, e no caso da Ninja ZX-10RR o proprietário pode ajustar o pivot. O próprio braço oscilante cresce em comprimento uns generosos 8 mm, o que combinado com o aumento do “offset” da forquilha em 2 mm, significa que as novas Kawasaki Ninja ZX-10R e ZX-10RR beneficiam de uma distância entre eixos de 1450 mm, 10 mm a mais do que a anterior geração. Os benefícios desta opção são óbvios: melhor tração mecânica e também mais estabilidade em reta.

Se na travagem não encontramos grandes novidades, exceção às novas pastilhas traseiras, com as Ninja a contarem com pinças Brembo M50 e discos de 330 mm à frente, sendo que no caso da ZX-10RR as pinças são “alimentadas” por tubos em malha de aço, o mesmo não se pode dizer das suspensões.



O “hardware” continua a ser basicamente o mesmo. Na frente está instalada uma forquilha Showa BFF – Balance Free Front Fork, enquanto na traseira encontramos o bem conhecido amortecedor em posição horizontal Showa BFRC lite – Balance Free Rear Cushion. As novidades são a utilização de uma frente mais “mole” e uma traseira mais rija.

Isso foi conseguido com a aplicação de molas mais suaves na dianteira, com 21 N/mm em vez de 21,5 N/mm, enquanto na traseira a mola passa de 90 N/mm para 95 N/mm, com o amortecedor a apresentar afinações de compressão e extensão mais suaves. Estas alterações foram feitas a pensar numa utilização em circuito, e são complementadas pela ligeira redistribuição do peso para a frente da Ninja ZX-10R e ZX-10RR.

De referir ainda que a mesa de direção inferior é nova, com rigidez otimizada, garantindo que o condutor obtém uma informação mais direta da direção.


No motor quatro cilindros em linha de 998 cc a Kawasaki realizou modificações subtis para atualizar o motor das Ninja ZX-10R e ZX-10RR de acordo com as normas Euro5. No caso da versão base Ninja ZX-10R, a potência de 203 cv aparece às 13.200 rpm, enquanto na ZX-10RR a potência é de 204 cv às 14.000 rpm, sendo que o limite máximo de rotações da RR é agora de 14.700 rpm.

Novidade para 2021 é também o novo radiador a óleo. Este novo radiador é arrefecido a ar e inclui um sistema de refrigeração independente. Em vez de usar o líquido de refrigeração que vem do radiador principal para o radiador a óleo e depois de volta para o motor, este novo sistema vai buscar óleo ao lado esquerdo do cárter, puxa-o para o radiador, onde arrefece, e depois é devolvido ao cárter mas pelo lado direito. Isso garante uma performance de refrigeração maior, o que por sua vez garante estabilidade de potência e binário a todas as rotações.


Exclusivo da versão Ninja ZX-10RR encontramos ainda alterações na caixa de ar. A Kawasaki removeu as trompetas de admissão que tinham comprimento de 10-30-30-10 (milímetros) e com isso criou novas entradas de admissão com apenas 5 mm cada. Isso contribuiu para a performance forte nos regimes mais elevados de rotação.

O motor da RR ganha também novas árvores de cames a pensar na utilização em circuito onde o motor passa mais tempo nos regimes mais elevados, as válvulas são em titânio para maior resistência e leveza, sem esquecer que pistões e bielas são fornecidas pela Pankl, mais leves, sendo que no caso das bielas o material usado é titânio.

Os pistões da Ninja ZX-10RR usam um segmento a menos do que os pistões colocados no interior do motor tetracilíndrico da versão base, são 20 gramas mais leves e garantem à Kawasaki que o motor sofre menos perdas mecânicas de potência.



Como seria de esperar nesta geração Euro5, o sistema de escape das novas Ninja ZX-10R e ZX-10RR foi também alterado. O catalisador foi reposicionado para ficar mais perto do motor de forma a aquecer mais rapidamente, os coletores são desenhados de outra forma (1-2 e 3-4 em vez de 1-4 e 2-3 anteriormente), enquanto a pré-câmara reduz de dimensão e a ponteira aumenta.

A caixa de seis velocidades conta agora com as três primeiras relações mais curtas, enquanto as novidades na transmissão ficam completas com a instalação de uma cremalheira de 41 dentes em vez dos 39 da geração anterior. Estas modificações permitem às novas Ninja apresentar melhores acelerações.


O pacote eletrónico instalado nestas novidades da Kawasaki para 2021 mantém os mesmas ajudas à condução. Aqui o destaque vai para as modificações nos parâmetros de controlo do sofisticado sistema de controlo de tração.

A Kawasaki pretende que o condutor da Ninja ZX-10R e ZX-10RR se sinta mais confiante para “abrir” acelerador a meio da curva em preparação para a saída da curva. O S-KTRC, que graças à plataforma inercial de seis eixos permite sensibilidade diferente de acordo com o ângulo da moto, conta agora com modos 4 e 5 (o mais interventivo) de funcionamento suavizado.

O pacote eletrónico disponível nas novas Ninja inclui ainda:

- Kawasaki Launch Control, para arranques perfeitos;
- Kawasaki Intelligent anti-lock System, um sistema ABS com parâmetros de funcionamento otimizados para uso em pista, incluíndo a função em curva;
- Kawasaki Engine Brake Control, para ajustar o efeito travão-motor;
- Power Modes: Full, Medium ou Low;
- Quatro modos de condução: Sport, Road, Rain e Rider. Este último modo permite ajustar de forma independente o controlo de tração e potência;
- Quickshift para subir e descer de caixa;
- Cruise Control eletrónico.


A tecnologia não se fica por aqui! As novas Kawasaki Ninja ZX-10R e ZX-10RR beneficiam ainda de amortecedor de direção Öhlins de controlo eletrónico, um novo painel de instrumentos TFT a cores e de 4,3 polegadas, e ligação ao smartphone por protocolo Bluetooth, que oferece ao proprietário informações detalhadas sobre a moto e ainda outras funcionalidades como registo de dados.

Quanto a cores, a Kawasaki disponibiliza a Ninja ZX-10R nas opções Lime Green / Ebony / Pearl Blizzard White ou então em Flat Ebony. Já a Ninja ZX-10RR está disponível exclusivamente em Lime Green.

andardemoto.pt @ 23-11-2020 18:57:19

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