Ducati Panigale V4 R 2023

Puro design italiano com 240,5 cv em configuração de pista.

andardemoto.pt @ 14-10-2022 17:55:41

Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp

À primeira vista, nesta nova Ducati Panigale V4 R 2023 destaca-se o depósito de combustível em alumínio escovado, cuja capacidade foi aumentada para 17 litros, que incorpora um perfil que oferece um maior apoio para os braços e pernas do piloto em travagem e em curva. 

Às alterações ao depósito juntam-se um assento mais plano, com uma reduzida quantidade de espuma e uma cobertura diferente, que, por um lado, garante uma maior liberdade de movimento longitudinal e, por outro, ajuda o piloto a tornar-se mais estável quando necessário.

A aerodinâmica também foi revista para proporcionar uma maior eficácia: as novas asas de dois elementos (principal + flap) garantem a mesma carga aerodinâmica, mas são agora 40% mais compactas e 50% mais finas.

Para melhorar o arrefecimento do motor, potenciando a sua performance num uso extremo em circuito, a carenagem foi modificada no desenho dos extratores situados na zona inferior, cumprindo com as regras do Campeonato do Mundo de Superbike. Também na parte inferior, do lado esquerdo, existe uma entrada de ar para refrigerar o sensor do Ducati Quick Shift.


O coração da Panigale V4 R é o novo Desmosedici Stradale R de 998 cc, um motor capaz de atingir uma rotação máxima de 16.500 rpm em sexta velocidade (16.000 nas outras relações de caixa) e entregar uma potência máxima de 218 cv às 15.500 rpm (homologação Euro 5*), valores extraordinários para o segmento. O potencial pleno deste motor, no entanto, expressa-se em pista, ao instalar o escape de competição, que permite atingir os 237 cv.

O escape é fornecido com mapas dedicados, com os quais todos os parâmetros do DTC, DWC, DPL e DSC são ajustados para a nova performance da moto.Um maior aligeiramento é possível instalando as jantes em magnésio, que garantem uma redução de 0,7 kg (-10%) em comparação com as, já de si leves, jantes forjadas do equipamento original, melhorando todos os aspetos dinâmicos e, sobretudo, a leveza na entrada em curva e nas mudanças de direção.

O desenvolvimento do motor da nova Panigale V4 R também envolveu a criação de um óleo especial desenvolvido pela Shell em colaboração com a Ducati Corse**. O novo óleo de performance garante uma redução de 10% na fricção mecânica e leva a um aumento na potência máxima de outros 3,5 cv, que sobrem para +4,5 cv no limitador.

A formulação deste óleo é baseada no uso de aditivos de competição, específicos para motores de elevadas rotações com embraiagem a seco. É, de facto, a embraiagem a seco, tal como nos motores de MotoGP e SBK, que permite a utilização de aditivos, que tornariam a transmissão de binário problemática numa embraiagem em banho de óleo.

Estes elementos químicos são adicionados ao óleo base em quantidades e percentagens específicas para assegurar o equilíbrio ideal entre performance e proteção do motor.

Com a combinação do escape de competição e óleo dedicado, a potência máxima entregue pela Panigale V4 R pode assim atingir uns extraordinários 240,5 cv.


Estes valores são possíveis graças à adoção de soluções técnicas sofisticadas, derivadas do mundo da competição.

Pela primeira vez numa moto de estrada, são utilizadas bielas em titânio “gun drilled”, que são perfuradas longitudinalmente ao longo da biela (furos de 1,6 mm de diâmetro). Esta solução, que permite a passagem de óleo desde a cabeça ao extremo menor, melhora a lubrificação e fiabilidade em condições extremas.

Os pistões do Desmosedici Stradale R têm saias caracterizadas por um tratamento DLC (Diamond Like Carbon) na superfície, uma solução usada na competição em MotoGP e na Fórmula 1, que reduz a fricção entre o pistão e a camisa do cilindro e é aplicada pela primeira vez num motor de estrada. Os pistões também têm uma nova geometria que os torna 5 gramas mais leves (igual a 2% do seu peso), reduzindo assim as forças de inércia, em benefício da fiabilidade.

As outras alterações envolvem um perfil mais agressivo das árvores de cames da admissão, caracterizado nesta versão por uma maior elevação (1 mm) e conjugado com novas trombetas de comprimento variável, reduzidas em 5 mm na configuração curta. Esta modificação melhora o respirar do motor em altos regimes e aumenta assim a potência máxima na configuração com escape de competição.

Uma vez mais, tendo em vista uma melhoria da performance em circuito, a Panigale V4 R adota as mesmas relações de caixa das motos que competem no Campeonato Mundial de SBK, como já era o caso na Panigale V4 S 2022, com o alongamento da primeira (+11,6%), segunda (+5,6%) e sexta velocidades (+1,8%), em comparação com o modelo anterior.

A primeira velocidade torna-se assim mais utilizável em circuito, oferecendo os benefícios de uma maior gestão do motor quando em travagem e melhor aceleração à saída das curvas.

Para além disto, o menor salto entre a primeira e a segunda velocidades permite ao Ducati Quick Shift – objeto de uma importante evolução de estratégia que melhora a fluidez a cada grau da abertura do acelerador – trabalhar de forma mais produtiva, aumentando a eficácia deste novo padrão de competição.

O Desmosedici Stradale R na sua versão 2023 está também equipado com uma nova embraiagem a seco que deriva do desenvolvimento da versão usada em WorldSBK pela equipa Ducati oficial. O diâmetro e comprimento axial foram reduzidos (-24 mm) e, acima de tudo, o peso foi reduzido em cerca de 800 gramas.

A maior eficácia da nova Panigale V4 R na utilização em circuito é também obtida graças à adoção de todas as evoluções eletrónicas já introduzidas na Panigale V4 ’22 e ’23, com a expansão e evolução dos Power Modes, o novo display “Track Evo” no painel de instrumentos, mapas de motor com calibragem dedicada para cada uma das mudanças, refinamentos ao Ducati Traction Control e ao sistema Ride by Wire, mas também à adoção da estratégia Engine Brake Control EVO 2, à nova estratégia para o DQS e à atualização do comando da ventoinha de arrefecimento.


Para tornar a Panigale V4 R ainda mais rápida e utilizável no uso em competição, foi adotada a lógica dos Power Modes já implementada com sucesso na Panigale V4 e Panigale V4 S, naturalmente com uma calibragem específica para o motor Desmosedici Stradale R.

Existem quatro modos de motor: Full, High, Medium e Low. Full e Low têm um novo desenho, enquanto as configurações High e Medium foram revistas.

O Power Mode Full permite que o motor expresse todo o seu potencial, com curvas de binário sem filtros eletrónicos, exceto na primeira mudança. Para os Power Modes Medium e High, foi desenvolvido um novo sistema de gestão do mapa Ride by Wire, com uma calibragem dedicada para cada uma das seis velocidades, assegurando que o utilizador conta sempre com a tração ideal de cada vez que abre o acelerador.

O Power Mode Low, por outro lado, foi desenhado para condução em estrada ou em superfícies de baixa aderência, limitando a potência máxima a 160 cv e disponibilizando uma resposta do motor particularmente controlável.

Os parâmetros de operação da moto podem ser visualizados de forma mais eficaz graças aos novos grafismos do painel de instrumentos, que diferem graças a uma distribuição revista das funções das luzes de aviso fora do ecrã.

Nesta área, a mais importante alteração na Panigale V4 R, já introduzida na V4 S, diz respeito à interface, que evolui com a inclusão de um novo Info Mode, desenvolvido pelos pilotos de MotoGP e designado “Track Evo”, que é adicionado aos já existentes “Road” e “Track”.

Para melhorar a estabilidade, precisão e direcionalidade nas fases de travagem e entrada em curva, e permitir ao piloto definir de forma mais precisa a melhor configuração eletrónica do motor em cada circuito, a Panigale V4 R também adota o Engine Brake Control (EBC) EVO 2. Este sistema de gestão eletrónica da travagem conta com uma diferente calibragem mudança-a-mudança em cada um dos três níveis selecionáveis. A estratégia foi desenvolvida para otimizar a intensidade do travão-motor em função da carga no eixo traseiro.

A Panigale V4 R adota uma nova estratégia para o Ducati Quick Shift (DQS) que melhora a fluidez das passagens de caixa a cada grau de abertura do acelerador, tanto quando este está parcialmente ou totalmente aberto, lidando com estas duas situações diversas de um modo diferente.


Ao passar de caixa com uma abertura parcial do acelerador, a estratégia age tanto por intermédio de um corte da injeção, como na estratégia anterior, como por uma redução no avanço, tornando a ação mais suave em estrada graças à ausência de cortes e arranques do motor.

Em passagens de caixa com o acelerador totalmente aberto, típicas do uso em pista, a estratégia do DQS é refinada com uma evolução da fase de restituição do binário que garante mais estabilidade à moto e uma tração mais homogénea e com reflexos no tempo por volta.

Para além destas alterações, há também uma atualização da estratégia de comando da ventoinha de refrigeração, agora capaz de gerir melhor as temperaturas de funcionamento enquanto reduz também a acumulação de calor, típica da conclusão das sessões em pista. Para além disto, esta estratégia garante maior conforto térmico ao condutor a velocidades típicas do uso em estrada.

Para aqueles que pretendam utilizar a Panigale V4 R apenas em pista, o fabricante de Bolonha desenvolveu um software específico Ducati Performance DTC EVO 3 desenhado para pneus slick e de pneus de chuva (vendido como acessório, e que torna a V4 R não aprovada para circular em estradas abertas ao trânsito), que agora permite ativar o piscar da luz de presença traseira, como é requerido pelos regulamentos de competição em caso de chuva, e substitui o Riding Mode Street por um Modo Rain especificamente desenhado para utilização em superfícies molhadas.

Para melhorar as sensações do piloto ao abrir e gerir o acelerador, foi adotado um novo controlo do acelerador que é 50% mais compacto e se caracteriza por ter tolerâncias radiais e axiais reduzidas ao mínimo, bem como por estar virtualmente livre de um curso morto inicial.

Finalmente, tal como nas motos de competição, existe um Pit Limiter para limitar a velocidade à saída e entrada do pit lane.

A Panigale V4 R continua com o seu desenho baseado no quadro ‘Front Frame’ e monobraço oscilante em alumínio da família Ducati Panigale. É possível ajustar a altura do pivot do braço oscilante em 4 posições com intervalos de 2 mm.

Para melhorar a leveza, sensações do piloto e aderência, a ciclística da Panigale V4 R segue o rumo evolutivo traçado pela Panigale V4/V4 S com o modelo de 2022, enquanto mantém o ajuste totalmente mecânico das suspensões. Na frente, a forquilha pressurizada Öhlins NPX25/30 aumenta o seu curso em 5 mm comparativamente à anterior “R”.

Esta solução técnica, combinada com o amortecedor Öhlins TTX36 cuja distância central passa de 312 a 316 mm e com um ajuste standard do pivot do braço oscilante para a posição +1, aumenta a altura da traseira em 20 mm. Desde modo, consegue-se um centro de gravidade mais alto e, assim, uma maior leveza na entrada em curva e em mudanças de direção.

A adoção de uma mola menos rígida para o amortecedor (de 105 N/mm para 80 N/mm) e uma menor carga na frente devido ao aumento do curso da forquilha, bem como a melhoria da capacidade de “copiar” o asfalto, acentua as transferências de carga explorando a maior curso negativo da suspensão, aumentando a aderência e o tato ao entrar em curva.

Em simultâneo, o maior curso da forquilha permite à roda dianteira manter o contacto com o asfalto mesmo quando confrontada com transferências de carga mais acentuadas sobre a traseira durante a aceleração, enquanto a posição do pivot do braço oscilante acentua o efeito de anti agachamento (anti-squat) melhorando a estabilidade, precisão e capacidade de manter a trajetória à saída das curvas.

Finalmente, para acelerar e simplificar a calibragem, a amortecedor traseiro está equipado com o ajuste hidráulico para a pré-carga.

O pacote de acessórios Pit Stop oferece mantas térmicas para os pneus e cavaletes de box para permitir a abordagem às sessões em pista nas melhores condições. Quem pretender utilizar pneus Slick ou de Chuva pode optar pelo software DTC EVO 3, que introduz calibragens específicas dos comandos eletrónicos.

Para embelezar ainda mais a Panigale V4 R, é também possível adotar um ou mais componentes em fibra de carbono para as superestruturas, desde guarda-lamas traseiro a proteções do quadro, braço oscilante, cremalheira e cárter, chegando-se mesmo a pormenores com as condutas para o arrefecimento dos travões dianteiros, que melhoram a performance em pista e tornam a travagem mais eficiente e consistente.

Veja o vídeo de apresentação:

andardemoto.pt @ 14-10-2022 17:55:41


Clique aqui para ver mais sobre: MotoNews


Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp