Mercado em baixa no final do primeiro trimestre
O mercado de motociclos registou uma queda de -8,5% no primeiro trimestre de 2025 face aoperíodo homólogo do ano anterior. Entre as 20 marcas mais vendidas, as maiores quedasregistaram-se na Husqvarna (-59,99%), Triumph (-41,3%) e Piaggio (-34,7%). A que mais cresceé a CF Moto (199,4%). Se juntarmos ciclomotores e triciclos, a descida é de 8,8%.
andardemoto.pt @ 4-4-2025 18:08:55 - Texto: Vitor Sousa
O fecho do primeiro trimestre de 2025 confirmou a tendência de ligeira queda que se vinharegistando no mercado nacional de motociclos desde o início do ano.
Com uma queda de -8,5% nas matriculações gerais de motociclos, os “alarmes” podem soar e, nos tempos difíceis que vivemos, não será de esperar uma recuperação mágica no segundo trimestre do ano. Só os elétricos terminaram acima da linha de água, com 9% de crescimento.
Os dados são ainda mais preocupantes se juntarmos à análise os restantes segmentos: os ciclomotores caem -18,8% e os triciclos -2%, o que faz com que o sector das duas e três rodas, no seu cômputo,apresente uma descida de -8,8% por comparação com o mesmo período do ano passado. Mas vejamos em detalhe, o comportamento de cada um dos segmentos.
Ciclomotores: pouco mais que residual
Outrora bastante pujante, o segmento dos ciclomotores consegue hoje pouco mais que vendas residuais.
Em março matricularam-se 280 unidades, uma queda de -40,8% em relação a 2024,sendo que apenas a Sym obteve números acima da dezena (33). Deste modo, o total de matrículas confirmadas entre o início de janeiro e o final de março é de 345, os tais -18,8%referidos anteriormente.
A Sym lidera o segmento, com 88 unidades matriculadas, seguida da Kymco com 29 e a Sherco com 16.
Motociclos: Honda domina!
A Honda é clara líder do mercado de motociclos, com significativa vantagem sobre a concorrência, inclusivamente tendo dilatado essa diferença quando comparamos com os números do final do primeiro trimestre do ano passado.
A marca da asa dourada, apesar de uma ligeira queda em março (998 unidades/ - 2,2%), tem um total de 2746 unidades nos três primeiros meses, o que representa uma descida de -9,1%,mas mantém a superioridade na tabela.
A Yamaha, que caíu -3,3% em março (550 motos)ocupa a segunda posição, com um total de 1342 matrículas, numa queda de -18,1% em relação ao ano passado. A BMW é a terceira marca com maior número de matrículas, 652, caíu -11%em março, e tem um atraso acumulado de -4,3%.
Neste ranking destacam-se pela positiva: a CF Moto (+254,7% em março, um acumulado de+199,4%) para um total de 506 unidades, mas aqui há que contar com uma base pouco significativa em 2024, a Voge (+0,7%), a QJMotor (+32,1%) e a Ducati (+31,1%, com 118unidades).
Em sentido contrário, pela negativa, afundam-se a Piaggio (-34,7%), a Triumph (-41,3%) e a Husqvarna (-59,9%, total de 57 unidades), considerando apenas, num caso e noutro, as 20 marcas mais vendidas.
De referir que outras marcas do ‘grupo da frente’, e fora do top 20, estão igualmente em dificuldades neste início de ano, como a Harley-Davidson (-21,7%), Aprilia (-38,7%) ou Indian (-40,7%).
Forte queda abaixo de 125cc
No campo dos motociclos, a maior queda verifica-se nas unidades com menos de 125cc. Emmarço matricularam-se 1263 motos, o que equivale a -10% que no ano passado e o total do trimestre foi de 3455 unidades, contra as 4224 de 2024, ou seja -18,2%.
Este segmento, muito marcado pelas vendas das scooters (e motociclos) para as tarefas de distribuição regista inesperada queda, com as marcas charneira da classe a marcarem quedas significativas.
Senão vejamos: a Honda, que lidera com um total de 1272 unidades, registou uma queda de -10,9% em março e apresenta um acumulado de -23,4%. A Yamaha ocupa asegunda posição deste ranking, com 686 matrículas, quase não caíu em março (-0,8%) e está apenas -3,9% atrás do seu resultado de 2024.
Segue-se a Keeway, com 231 unidades, a cair -26,4% no trimestre e a QJMotor que, com 153 unidades nos três meses, é a única que cresce(115,5%), mas é necessário ter em linha de conta que parte de uma base ‘curta’ de apenas 71 matrículas em 2024.Ainda no top 10, caem Zontes, Voge, Sym, Benelli e Piaggio e só a Kymco cresce (62,5%), mas já só com um total de 65 unidades em três meses.
Dados preocupantes, sobretudo tendo em conta a conjuntura mundial. Os próximos tempos dirão quais as marcas que conseguirão lidar com a crise e as que seguirão na navegação à vistas em destino ou propósito.
andardemoto.pt @ 4-4-2025 18:08:55 - Texto: Vitor Sousa
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