Mercado: primeiro semestre fecha com queda de -9,5%

O mercado de motociclos, ciclomotores e triciclos registou uma quebra de quase -10% face ao período homólogo do ano anterior. 

andardemoto.pt @ 18-7-2025 10:14:33

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O mercado de motociclos, ciclomotores e triciclos registou uma quebra de quase -10% face ao período homólogo do ano anterior. 

Com uma queda de -5,3% (4.670 unidades) no mês de junho apenas, o acumulado de matriculações do primeiro semestre revela uma preocupante tendência de descida no mercado das duas e três rodas em Portugal. Entre janeiro e junho deste ano matricularam-se 21.648 veículos, o que corresponde a uma quebra de -9,5%. 

Num quadro geral onde os triciclos têm um peso residual, com 89 veículos matriculados e uma queda de -28,8%, o panorama dos ciclomotores não é animador, com 655 matrículas, o que representa uma queda de 27,3% face ao período homólogo.É, no entanto, na categoria de motociclos que as atenções se centram e neste campo a queda é de -8,7%, correspondentes a 20.904 matriculações entre janeiro e junho de 2025. Só neste campo, os elétricos marcam -10% (total de 225 unidades), as motos até 125cc caem -14,7% (9.281 motos no total) e acima de 125cc a queda é de -3,2% (11.398).

Honda domina tabelas

Neste panorama pouco animador onde dificilmente se encontra um número positivo, a Honda lidera a tabela de motociclos, impondo-se à concorrência tanto nas ‘quarto-de-litro’ como acima.

A marca japonesa matriculou um total de 6.366 unidades (Jan-Jun), o que representa uma variação negativa de -6,3%. Apesar de tudo a Honda matriculou quase o dobro de unidades da Yamaha (3.333), com a marca dos diapasões a cair 13,5% em relação ao primeiro semestre de 2024. 


A BMW é terceira marca no ranking (não dispondo de motos 125cc), com 1.440 unidades, uma descida de 4,8%. Sem surpresa, a marca que surge na quarta posição do ranking é a primeira da tabela com números positivos: a CF Moto, regista 1.176 matrículas e cresce 83,2%.

Subida acentuada, embora seja necessário considerar que no ano passado estava a entrar no mercado com números ainda pouco significativos, sem que isso belisque minimamente o desempenho da marca e do seu representante em Portugal.Mas vejamos em detalhe nos dois segmentos, quem mais sobe e quem mais desce neste ranking, entre as marcas do ‘grupo da frente’.

Acima de 125cc aumentam significativamente:

Zontes +72,0%
CF Moto +70,6%
Voge +45,8%
Ducati +19,3%
Piaggio +18,4%
Honda +10,9%

Um desempenho comercial muito forte por parte das marcas de origem chinesa que, entrando com preços muito competitivos nas cilindradas maiores, estão a provocar uma autêntica mudança de paradigma no mercado motociclístico nacional (e não só, como se sabe…). De realçar, apesar dessa tendência, e de um quadro geral bastante negro, a ‘resistência’ oferecida por Ducati, Piaggio e Honda.

Acima de 125cc caem significativamente:

Husqvarna -62,1%
Benelli -52,5%
Triumph -46,1%
KTM -38,5%
Moto Guzzi -37,9%
Indian -28,8%
Yamaha -27,1%


As restantes marcas europeias em dificuldades (Husqvarna e KTM, com problemas a montante, sobejamente conhecidos), a ‘chinesa’ Benelli deixada cair para outras ‘irmãs’ crescerem e a Yamaha, entre as primeiras, aquela que mais terreno perde.

Até 125cc sobem significativamente: 

QJ Motor +51,9%
Kymco +17,6%

Até 125cc descem significativamente:

Aprilia -50%
Suzuki -43,6%
Piaggio -43,5%
Benelli -29%
Zontes -24,6%
Keeway -21,6%
Honda -19,4%

No campo das ‘quarto-de-litro’ também não se registam grandes surpresas. Apenas a confirmação da subida em flecha das marcas chinesas e a queda acentuada de algumas marcas ‘tradicionais’.

Como será o segundo semestre?

Tendo em conta o primeiro semestre e a tendência geral do mercado com o hábito de consumir mais motos nos primeiros seis meses do que nos seis últimos, não será de esperar grandes novidades. Bem pelo contrário, deverá acentuar-se a atual tendência do mercado: queda geral, subida das marcas chinesas e os restantes, a quem já nem os créditos milagrosos parecem salvar, em dificuldades.


andardemoto.pt @ 18-7-2025 10:14:33


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