Baixista dos McFly e customizador britânico conquistam 2.º lugar em competição mundial da Triumph
A máquina, uma Triumph Bonneville T100 personalizada por Dougie Poynter (Mcfly) e o especialista Charlie Stockwell, ficou em segundo lugar no "Triumph Originals", o primeiro campeonato global de customização da marca britânica. O projeto, que celebra o estilo de vida "British" dos anos 50 e 60, perdeu apenas para uma construção brasileira com mais modificações radicais.
andardemoto.pt @ 2-9-2025 15:30:00
O primeiro ano da competição Triumph Originals já conheceu os seus vencedores. O desafio, lançado pela própria marca britânica, desafiou customizadores de todo o mundo a apresentar uma mota que representasse o seu país, baseada num modelo Bonneville e que exalasse um ar distintamente britânico.
A proposta do Reino Unido, que garantiu o segundo lugar do pódio, foi fruto de uma colaboração de luxo: Dougie Poynter, baixista da banda Mcfly, e Charlie Stockwell, um customizer experiente. Juntos, transformaram uma Triumph Bonneville T100 numa obra de arte sobre rodas, inspirada na era dourada dos anos 50 e 60.
Apesar de não ter vencido - o primeiro prémio foi para uma construção brasileira com uma customização mais radical e fabrico original -, a moto britânica recebeu uma "Marca de Excelência" do júri pela forma excecional como interpretou o briefing da marca.
Um projeto com alma, não para a competição
A dupla focou-se mais em criar uma moto de que se orgulhassem do que em agradar especificamente aos membros do júri. "Felizmente, a visão ou inspiração do Dougie encaixou no briefing que a Triumph nos deu", confessou Charlie Stockwell.
A inspiração veio de uma época específica: "A aviação tornou-se mais acessível após a guerra, com elegância, pessoas bem vestidas e guitarras vintage", explicou Poynter, que também citou as casas de Palm Springs e da Londres dos anos 60 como influências. "As antigas Bonnevilles simplesmente encaixam nesse estilo", acrescentou.
Detalhes que contam uma história
A personalização está repleta de pormenores meticulosos que contam uma história:
- A luz traseira é uma luz de ponta de asa de um avião dos anos 50, adaptada para funcionar com a eletrónica moderna da moto;
- As tampas do motor imitam os antigos covers de árvores de cames dos hot rods da mesma era, em alumínio bruto, altamente polido e com um design canelado;
- O guiador é de uma Harley Davidson XCX, escolhido para esconder a maioria dos cabos no interior e manter uma linha limpa.
A pintura em azul, finalmente escolhida após algum debate inicial, é coroada por uma gota de água gigante que cria uma "linha orgânica" da qual Stockwell se orgulha, ligando o guiador, o banco e o guarda-lamas traseiro.
"A Silhueta da Bonneville é tão icónica que não quisemos desvirtuá-la. Livrámo-nos de todo o "lixo" do motor para o deixar respirar. Vê-la toda junta é magnífico... simplesmente a moto flui", concluiu o customizer.
A moto acabou por ser uma mistura de peças de várias origens, desde o avião dos anos 50 a um silenciador deixado na "gaveta" de um projeto anterior. Uma verdadeira fusão de histórias que conquistou o segundo lugar no panorama mundial da customização.
andardemoto.pt @ 2-9-2025 15:30:00
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