Mundial de MotoGP- Como vão as coisas na classe rainha
A época de Grand Prix de 2018 é a septuagésima edição do Mundial de Velocidade, mais conhecida ultimamente como MotoGP.
andardemoto.pt @ 9-7-2018 19:42:48 - Texto: Paulo Araújo
Marc Márquez da Honda Repsol chegou como o Campeão reinante, e a Honda como campeã de construtores. Após 8 provas, que é como quem diz, até Assen, ainda é Marquez que lidera, com quatro vitórias consecutivas entre a América, Espanha, França e Assen, uma corrida que vai ficar para a história com mais de 100 ultrapassagens e 5 líderes de prova.
Ultimamente, porém, uma nova força se levantou, na pessoa do espanhol Jorge Lorenzo, que de repente, e já depois de ter assinado pela Honda em 2019, parece ter resolvido os problemas de confiança na sua Ducati que lhe vinham afetando a confiança, e portanto, a capacidade de conseguir resultados na moto de Borgo Panigale, apesar de no campeonato ainda se menter num modesto sétimo lugar.
No entanto, em termos de campeonato, Valentino Rossi ainda é segundo, sobretudo devido à sua grande consistência, que o viu até agora pisar o pódio 4 vezes, três delas consecutivas, mais do que propriamente vitórias, que ainda lhe escapam até agora em 2018.
Os pódios recentes devem-se, aparentemente, a um aumento de competitividade da Yamaha da Movistar, leia-se uma melhor capacidade de colocar a potência no solo sem a moto sub-virar, que vinha afetando quer Rossi, quer o seu colega de equipa Maverick Viñales, que não coincidentalmente, está em terceiro na corrida pelo título, também ele com apenas um pódio (um segundo lugar no GP das Américas).
De certa forma, as dificuldades da Honda e Yamaha vêm-se traduzindo num melhor equilíbrio do Campeonato, também orquestrado pela Dorna através de controlos ao número de pneus e de motores e ao nível de eletrónica que disponíbiliza para cada equipa.
A seguir a estes três, aparece Johann Zarco, sem vitórias ainda em MotoGP, mas com dois pódios, ambos em segundo, apesar de uma ocasião em que não marcou pontos, por queda, em França, justamente quando já se antevia a vitória (que se vem anunciando mas parece nunca chegar) do GP Francês. Certamente o entusiasmo ou pressão de estar a correr em casa falaram mais forte nessa ocasião.
Outro dado como um sério candidato ao título este ano, Andrea Dovizioso, ganhou logo na estreia no Qatar, mas que não pontuou já em três ocasiões por não terminar a corrida, tendo subido apenas mais uma vez ao pódio, razão para o seu posicionamento atual, relativamente baixo, apenas em 5º lugar, a 61 pontos do líder Marquez.
Segue-se Cal Crutchlow, que apenas subiu ao pódio na Argentina, com o seu palmarés de resultados só a ser prejudicado por exibições menos conseguidas na América e Espanha, onde não pontuou.
E os outros? A Suzuki? A Aprilia? A KTM? Para estas marcas, está provado que até competir com as equipas satélites, da cauda do pelotão, pode ser, por vezes, difícil.
A Suzuki aproveitou toda a fogosidade de Andrea Ianonne para ocasionalmente aparecer à frente por umas voltas, com um melhor de dois pódios consecutivos na América e em Espanha.
Ianonne nem sempre é habilmente secundado por Alex Rins, que no entanto também conseguiu um pódio na Argentina e fez uma excelente exibição, no passado fim-de-semana em Assem, conseguindo outra meritória subida ao pódio, com um inesperado 2º lugar .
A gestão da equipa continua a ser um desafio assumido por Davide Brivio, que passa por atrair capital humano de qualidade, uma das especialidades do italiano ex-manager de Rossi, mais do que propriamente o desenvolvimento técnico das motos.
Finalmente, a marca mais recente em termos do regresso à classe rainha, a Aprilia, ressente-se disso mesmo, e de não ter sido capaz de atrair pilotos mais combativos.
Aleix Espargaró e Scott Redding (18º e 19º da tabela) estão a poucos pontos um do outro, ilustrando talvez bem demais as atuais capacidades da moto italiana. Já para não falar nos salários onde há uma grande disparidade, com Redding supostamente a ganhar o dobro do espanhol, que até tem mostrado melhores resultadosl…
Na generalidade os “rookies” subidos das Moto2 têm passado quase despercebidos, com Franco Morbidelli a ser, de longe, o melhor, classificando-se em 16º, com 19 pontos, e Nakagami a seguir, em 19º, com 10 pontos, já que Luthi nem sequer ainda marcou pontos.
Em resumo, e quanto ao título, é provável que o final da época se venha a reduzir a um solo de Márquez e da Honda, com o Catalão lutando mais contra a sua tendência para exagerar do que propriamente contra a capacidade de algum dos seus adversário em o bater…
Com 11 corridas por disputar, e portanto 275 pontos em jogo, Lorenzo até poderia chegar lá… mas os outros, e a menos que a Yamaha descubra, de repente, o Santo Graal, não vai ter muitas hipóteses.
Acompanhe os resultados do Mundial de Velocidade, clique aqui!
andardemoto.pt @ 9-7-2018 19:42:48 - Texto: Paulo Araújo
Clique aqui para ver mais sobre: MotoGP