MotoGP – Petrucci vence em Mugello após batalha fabulosa!
Foi uma das corridas mais intensas do ano com inúmeras trocas de posição entre os três primeiros. Danilo Petrucci foi o mais forte depois de uma batalha fabulosa e garantiu a primeira vitória da carreira em MotoGP vencendo em Mugello perante os seus fãs, com Marc Marquez a minimizar estragos perante Andrea Dovizioso.
andardemoto.pt @ 2-6-2019 14:56:49
O Grande Prémio de Itália 2019 teve todos os ingredientes para se tornar num dos GP que ficará na memória dos fãs da categoria rainha do Mundial de Velocidade por muitos anos. Ultrapassagens no limite, pilotos a darem tudo por tudo para garantir uma posição melhor, toques, quedas de alguns favoritos do público, e muita emoção até à linha de meta.
Com a temperatura ambiente em Mugello a subir para níveis bastante mais elevados do que tínhamos visto até à corrida de hoje, os pilotos de MotoGP tiveram uma árdua tarefa para conseguir fazer durar os seus pneus Michelin até ao fim da corrida.
No arranque, e partindo da “pole position”, Marc Marquez não teve grande problema em defender a sua liderança nos primeiros momentos da corrida. Atrás do campeão em título, Cal Crutchlow (LCR Honda) fazia um arranque perfeito e subia até segundo, mas prontamente os pilotos Ducati começaram a fazer valer a potência e velocidade das Demosedici GP19 para voltarem deixar Crutchlow mais atrás na classificação.
Com Marquez na frente, foi a dupla da Mission Winnow Ducati, Andrea Dovizioso e Danilo Petrucci a assumirem as despesas da perseguição, com Jack Miller logo atrás. De 13º na grelha de partida, Alex Rins (Ecstar Suzuki) estava muito rápido nas voltas iniciais e quase sem grande esforço o piloto espanhol estava já em quarto, com Miller a sucumbir à suavidade de Rins.
Marquez acabaria por perder para as Ducati e até para a Suzuki de Rins, mas o campeão manteve a calma e deixou-se ficar na cauda do grupo que liderava a corrida de MotoGP em Mugello. As trocas entre os quatro pilotos foram-se sucedendo quase a cada curva, com pequenos toques, com as motos a abanarem à procura de aderência, e com as Ducati, invariavelmente, a fazerem valer a sua maior velocidade máxima para na reta da meta deixarem Marc Marquez e Alex Rins em apuros.
Jack Miller, por sua vez, e apesar de ter também uma boa velocidade que lhe permitia manter-se colado ao grupo da frente, notava-se que estava sempre mais no limite. E quem está mais no limite durante tanto tempo numa corrida de MotoGP acaba por sofrer. E foi isso que aconteceu. Quando estava já a começar a perder o contacto com os quatro da frente, Jack Miller perdeu o controlo da sua Ducati da Pramac, que este fim de semana contou com uma decoração especial da Lamborghini em preto e amarelo, e foi obrigado a abandonar a corrida.Momentos antes já o seu companheiro de equipa Francesco Bagnaia também tinha abandonado fruto de uma queda na última curva quando também lutava por excelentes posições dentro do Top 10.
Lá na frente, e indiferentes à queda de Miller, os quatro mais rápidos em pista iam batalhando pela liderança. A partir de metade da corrida de MotoGP, Danilo Petrucci começou a fazer sentir a sua força. Petrucci, que afirmou estar fisicamente debilitado devido a uma gripe, não revelou problemas físicos durante a corrida, e apesar de ser constantemente atacado tanto por Marc Marquez como por Andrea Dovizioso, aguentou ao máximo a liderança.
A quatro voltas do fim Andrea Dovizioso finalmente parecia ter o ritmo para levar de vencida o Grande Prémio de Itália, saltou para a liderança. Uma volta depois Petrucci estava de regresso ao topo, com Marquez a assistir à luta entre as Ducati mesmo à sua frente. Um pouco mais atrás Alex Rins não tinha na Suzuki a arma perfeita para se intrometer nesta batalha épica, e contentou-se logo com o quarto lugar.E assim chegámos à última volta.
Depois da longa reta de Mugello, Petrucci, Marquez, e Dovizioso entram na primeira curva lado a lado depois de travarem a 350 km/h! Um momento fantástico, com as motos a protestarem pelos abusos que estavam a sofrer.
Nessa primeira curva Marquez falha a trajetória ideal, Dovizioso parecia ter então o primeiro lugar nas mãos, mas numa trajetória interior foi Danilo Petrucci que surpreendeu os rivais e assumiu a liderança, obrigando Dovizioso a levantar a sua moto para não arriscar uma queda. Uma manobra mais agressiva e que deixou os responsáveis da Ducati à beira de um ataque de coração!
Marquez, na trajetória exterior, apenas manteve a sua linha e evitou os toques com as Ducati. Marquez passou então o resto da última volta a estudar e preparar o ataque a Petrucci. Mas a sua Honda RC213V da Repsol Honda estava então a sofrer de um desgaste pronunciado no pneu traseiro, e quando Marquez acelerava mais forte a traseira da Honda abanava bastante, o que impedia o espanhol de se manter colado à traseira de Petrucci.
Com Dovizioso a não conseguir manter a pressão em Marquez e a preferir assegurar os pontos do terceiro lugar, tendo inclusivamente de defender-se de um último ataque de Alex Rins na entrada para a reta da meta, a discussão pela vitória ficou então entre Petrucci e Marquez.
Petrucci sabia que a Honda de Marquez está rápida, e por isso o piloto italiano evitou cometer excessos nas trajetórias. Por sua vez Marquez sabia que tinha de sair da última curva colado a Petrucci, e preparou a última curva de forma perfeita, aproximando-se do rival na travagem.
Mas com falta de aderência na aceleração, o espanhol da Honda foi impotente para impedir a primeira vitória da carreira em MotoGP para Danilo Petrucci, e o italiano venceu em casa, perante milhares de fãs, e deu à Ducati a terceira vitória consecutiva em Mugello.
Marc Marquez por sua vez conseguiu minimizar os estragos num circuito onde a Ducati era a favorita, e mantém a liderança do campeonato de MotoGP com 115 pontos, com Andrea Dovizioso a ter agora 103 pontos, e Alex Rins sobe a terceiro com um total de 88 pontos.
Mas neste GP de Itália, e apesar do destaque ser a intensa batalha pela vitória, assistimos a outras boas prestações.
Takaaki Nakagami (LCR Honda Idemitsu) obeteve um excelente quinto posto, a sua melhor classificação de sempre em MotoGP e o melhor dos pilotos satélite. Logo atrás do japonês terminou a melhor das Yamaha, neste caso da Monster Energy Yamaha, com Maverick Viñales a superar as dificuldades iniciais e a subir de rendimento nas voltas finais para chegar a sexto.
Em sentido contrário não podemos deixar de referir a prestação de Valentino Rossi (Monster Energy Yamaha). Depois da sua pior qualificação de sempre em Mugello, Rossi teve uma corrida para esquecer. Depois de um primeiro incidente com Joan Mir (Ecstar Suzuki) que levou os dois a passar por uma escapatória, Rossi regressou à pista muito atrasado e tentou recuperar o máximo de posições. Infelizmente para o italiano que queria dar aos fãs um motivo para festejar, perdeu a frente da sua Yamaha M1 num momento de exagero, e deu por terminada a sua corrida bastante mais cedo do que o previsto.
Este foi um fim de semana para esquecer para Rossi, e também para as Yamaha que nunca mostraram andamento para as Ducati, Honda, e até mesmo para a Suzuki de Alex Rins. Alguma coisa terá de ser feita pelos engenheiros de Iwata se realmente quiserem dar aos seus pilotos uma moto competitiva.
A próxima ronda do Mundial de Velocidade é daqui a duas semana com o Grande Prémio da Catalunha, no circuito de Montmeló em Barcelona.andardemoto.pt @ 2-6-2019 14:56:49
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