MotoGP – Alterações na Fórmula 1 alimentam o regresso dos motores a 2 tempos
Estarão os motores a dois tempos de volta à categoria rainha do motociclismo de velocidade? As ideias mais recentes de implementação de motores a dois tempos na Fórmula 1 estão a alimentar rumores do regresso deste tipo de motores ao MotoGP.
andardemoto.pt @ 14-1-2020 13:27:33
Quando
Pat Symonds, diretor técnico da Fórmula 1, deu uma entrevista ao website
Motorsportmagazine.com há alguns dias sobre a possibilidade da categoria rainha
do automobilismo passar a usar motores a dois tempos, as reações a esta
intenção não se fizeram esperar, e as redes sociais têm sido invadidas por fãs
que pedem para que isso aconteça.
No campeonato maior de automóveis o atual acordo tecnológico de desenvolvimento
de motores termina em 2025, pelo que as diversas partes envolvidas na F1 estão
já a trabalhar para encontrar um novo tipo de motores.
Pat Symonds afirma estar “Muito interessado
em que o futuro seja a dois tempos. São mais eficientes, têm uma sonoridade de
escape fantástica, e muitos dos problemas que os antigos motores a dois tempos
apresentavam já não são relevantes. A injeção direta e os novos sistemas de
ignição têm permitido que os novos motores a dois tempos sejam muito eficientes
e amigáveis em termos de emissões”.
A ideia seria utilizar motores a dois tempos e combinar com combustível
sintético.
Será possível aplicar a mesma teoria da Fórmula 1 ao MotoGP,
indo ao encontro do que muitos fãs desejam?
Quando em 2002 as motos a dois tempos e 500 cc deram lugar às motos a quatro
tempos e 990 cc, a mudança foi plenamente justificada pelo facto dos motores a
2 tempos terem deixado de ser usados nas motos de estrada, e por isso os
fabricantes tinham pouco interesse no seu desenvolvimento.
Isso, e também o facto de na altura procurarem motores menos poluentes.
Atualmente temos motos a 4 tempos bastante eficientes, mais rápidas do que
nunca. Os fabricantes estão satisfeitos com o que existe, até porque ao mesmo
tempo assistimos à introdução dos motores elétricos de zero emissões, com a
estreia da categoria MotoE.
Mas as motos elétricas estão longe de atingir o mesmo tipo de performances que
as motos a combustão de MotoGP. Aliás, os tempos por volta de uma MotoE são
semelhantes aos de uma Moto3. O peso das motos elétricas, a pouca autonomia das
baterias que impede realização de corridas com mais de 6 voltas, o que contrasta
com as 25 voltas de uma MotoGP a combustão, levam a acreditar que ainda vai
levar bastante tempo até vermos as motos elétricas a substituir as motos a
combustão.
Assim, e como opção para o médio prazo, uma nova geração de motores a dois
tempos poderia ser interessante em termos de competição para o MotoGP. E seria
particularmente entusiasmante para os fãs da categoria rainha, que assim poderiam
voltar a ouvir as 2 tempos a ecoar furiosamente pelos circuitos de todo o
mundo.
andardemoto.pt @ 14-1-2020 13:27:33
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