MotoGP 2021 – Suzuki finalmente utilizará o “holeshot” traseiro na GSX-RR

Os pilotos Joan Mir e Alex Rins têm muito boas notícias. Será já na primeira corrida após a pausa de verão que os dois pilotos da Suzuki Ecstar vão poder passar a usar o sistema de “holeshot” traseiro na GSX-RR.

andardemoto.pt @ 4-8-2021 15:54:37

Num desporto tão técnico e com uma performance tão elevada como é MotoGP, qualquer alteração nos protótipos da categoria rainha pode significar uma vitória. Mesmo que um novo componente apenas permita ganhar algumas décimas por volta, quando olhamos para o tempo total de corrida, ou mesmo nas qualificações muito renhidas, essas décimas serão vitais.

E se é verdade que nestes últimos anos temos visto os fabricantes igualarem-se bastante em termos técnicos, a verdade também nos mostrou que alguns departamentos de competição têm demorado um pouco mais de tempo a disponibilizar aos seus pilotos os elementos para ficarem a par dos rivais.

Um dos casos mais conhecidos é o da equipa Suzuki Ectstar e o seu sistema “holeshot”.



A Suzuki GSX-RR é reconhecida como sendo uma moto bastante equilibrada. Foi esse equilíbrio que permitiu a Joan Mir tornar-se campeão de MotoGP em 2020, oferecendo à Suzuki um título que há muito lhe escapava. Alex Rins também registou bons resultados em 2020. Mas ambos os pilotos sempre fizeram questão de referir, a espaços, que o protótipo japonês não estava no mesmo nível técnico dos rivais.

A introdução de um sistema de “holeshot” dianteiro foi apenas um primeiro passo para elevar o nível da GSX-RR. Porém, os rivais como a Ducati, Yamaha, Aprilia, KTM e mais recentemente a Honda conseguiram aplicar o sistema “holeshot” também no amortecedor traseiro das suas motos.

Este sistema permite alterar a altura da traseira em aceleração à saída de uma curva, maximizando a velocidade máxima atingida pela moto. Sem este sistema de amortecedor traseiro dinâmico seria impossível assistirmos a pilotos como Johann Zarco ou Brad Binder atingirem novos recordes de velocidade em MotoGP.




A Suzuki manteve-se um pouco atrás das rivais a este nível. Mas esta “falha” acaba de ser colmatada durante a pausa de verão.

Numa entrevista concedida ao magazine da Suzuki Racing, Ken Kawauchi, diretor técnico da Suzuki Racing, confirmou que as GSX-RR de Joan Mir e Alex Rins passam a estar equipadas já a partir do Grande Prémio da Estíria, com o sistema “holeshot” traseiro que permitirá, de acordo com estimativas da equipa, reduzir o tempo por volta em 0,2 a 0,3 décimas.

Num desporto onde o nível tecnológico é tão elevado, muitos estranhavam o porquê dos campeões em título demorarem tanto tempo a utilizar um sistema que, por exemplo, rivais com menos resultados como é o caso da Aprilia Racing, já utilizam desde a primeira corrida de 2021.


Ken Kawauchi refere que “De uma forma geral temos uma moto equilibrada, é algo que procurámos de forma deliberada durante o desenvolvimento da GSX-RR. Sabemos que se melhoramos uma área podemos perder noutra área, por isso tentámos sempre fazer uma moto que fosse bastante equilibrada e que funcione bem em todos os circuitos. Apesar de estarmos satisfeitos com a nossa moto de 2021, há sempre há sempre melhorias a fazer, e acreditamos que a introdução deste dispositivo vai ajudar os nossos pilotos a progredir”.

Assim, será já a partir do primeiro treino livre de MotoGP do Grande Prémio da Estíria que veremos Joan Mir e Alex Rins a darem uso ao “holeshot” traseiro nas suas GSX-RR. Será que isso fará com que os pilotos Suzuki Ecstar consigam obter resultados de maior destaque esta temporada?

andardemoto.pt @ 4-8-2021 15:54:37


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