MotoGP 2021 – A reação de Miguel Oliveira ao Grande Prémio de São Marino

Mais um Grande Prémio abaixo das expectativas deixa o português longe dos objetivos para esta temporada 2021 de MotoGP. Miguel Oliveira explicou o que aconteceu no Grande Prémio de São Marino.

andardemoto.pt @ 20-9-2021 11:01:12

A vida na competição não está fácil para o Miguel Oliveira. No Grande Prémio de São Marino as expectativas do piloto da Red Bull KTM Factory eram boas, mas desde a primeira sessão de treinos livres que o português percebeu que este seria mais um fim de semana complicado para obter bons resultados.

Apenas quando choveu é que conseguimos ver Miguel Oliveira a subir na tabela de tempos. Mas sempre que o asfalto do circuito Misano World Circuit Marco Simoncelli esteve seco, a sua KTM RC16 manteve-se sempre em posições muito discretas.

Miguel Oliveira, mas também os restantes pilotos que competem pela KTM, parecem estar “perdidos” em pista. As suas declarações não deixam espaço para muitas dúvidas, e apontam para uma falta de soluções para os diversos problemas que a moto austríaca apresenta. Miguel Oliveira chegou mesmo a afirmar, no sábado depois das qualificações, que a RC16 está em dificuldades em todos os aspetos.



Na corrida de domingo, o português esperava conseguir um bom arranque a partir da 21ª posição na grelha de partida. Mas, como tantas vezes acontece, partir no meio da confusão costuma resultar em problemas (quedas, toques, etc). Quem assistiu à prova em Misano rapidamente percebeu que alguma coisa estava errada. A perder muito tempo por volta para os pilotos à sua frente, Miguel Oliveira não conseguiu ir além do 20º lugar na corrida.

O que se passou? O próprio Miguel explica:

“Depois do warm up senti que tinha condições para poder lutar por um lugar sólido nos pontos, eventualmente mesmo aproximar-me dos dez primeiros. Mas na terceira curva fui tocado pelo Iker, o corpo dele ficou preso na minha mota e arrancou a asa. A partir daí perdi a carga aerodinâmica, deixei de ter total estabilidade na moto e tornou-se complicado avançar na classificação. Daí em diante foi tentar chegar ao fim. A mota ficou muito instável. Só tinha downforce de um lado. Não desisti porque não me fazia sentido tendo em conta que dentro de algumas semanas estaremos aqui de novo e teremos mais dados com que trabalhar”.



Descendo na classificação de MotoGP para o 10º lugar, e somando já cinco corridas em seis realizadas sem pontuar depois da paragem de verão, Miguel Oliveira mostra-se ainda assim algo otimista:

“Há momentos em que mostrámos velocidade, capacidade de conseguir outro tipo de resultados. Mas pequenos detalhes técnicos não nos permitiram ir mais longe. É a brutalidade do desporto. Não nos permite estar em forma todos os fins de semana. Ainda não encontrei um ‘set up’ que me permita estar ao meu melhor. Quando o encontrar, vou ser muito competitivo”.

andardemoto.pt @ 20-9-2021 11:01:12


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