MotoGP, 2022, Valência - Crutchlow já testou 4 motores para a Yamaha

Testa agora em jerez

O piloto britânico está em Jerez no intervalo antes do GP de Valência para continuar os testes de 2023, revelando que já testou 4 iterações de motor para a M1, mas confirma que não vai estar no Teste de Valência  

andardemoto.pt @ 25-10-2022 12:58:34 - Paulo Araújo

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Depois de garantir o seu melhor resultado desde o seu regresso para o final da temporada MotoGP com a equipa de MotoGP da Yamaha WithU RNF, Cal Crutchlow (acima) confirmou no GP da Malásia que não irá testar para a Yamaha no Teste de Valência.

Em vez disso, o piloto de testes da Yamaha, que agora pontuou em 1quatro de cinco corridas após um resultado de 12º em Sepang, estará no Circuito de Jerez-Angel Nieto esta semana, dando continuidade ao plano de testes da fábrica de Iwata antes de Fabio Quartararo e o companheiro de equipa da Yamaha Monster Energy Franco Morbidelli deitarem mãos ao protótipo de 2023 da YZR-M1 em Valência.

O grande ponto de discussão em 2022 tem sido a falta de disparo em linha reta da Yamaha.

O Teste de Misano deu uma indicação precoce de que tinham avançado, mas Crutchlow reconheceu que a Yamaha ainda não encontrou a direcção final em que quer ir.


Quatro estágios de desenvolvimento de motores foram testados até agora antes da campanha de 2023, sendo o seu teste privado em Jerez vital para tentar decidir qual a rota que a Yamaha quer seguir.

"Já passámos por quatro fases de motores. Portanto, depende de em qual delas pensamos", disse o piloto britânico. "A direção é, precisamos de mais potência e precisamos de mais velocidade máxima. Mas acho que não precisamos de... Precisamos de mudar algumas outras coisas. E isto não pode ser feito numa semana.”

"Por isso, temos o que temos por agora. Testamos com o que temos por agora e depois vamos ver para o próximo ano. Precisamos de ser capazes de construir uma moto que possa acompanhar os outros e lutar com outros pilotos porque, mais uma vez, como disse antes, só podemos andar sozinhos. Quer seja o motor, o chassis, a aderência da moto, e depois é lenta na reta. É difícil de gerir quando se está com outros pilotos, realmente difícil".

Este tem sido o calcanhar de Aquiles da Yamaha em 2022 - andar em grupos. Depois de um bom começo na Malásia, Quartararo conseguiu obter algum ar limpo à sua frente, uma vez que despachou Marc Márquez (Repsol Honda) e conseguiu um sensacional 3º. No entanto, em pistas onde é um pouco mais complicado ultrapassar e Quartararo tem estado no grupo, a progressão na ordem tem sido difícil de conseguir.


Isto é algo que Crutchlow também experimentou no GP da Malásia quando lutou num grande grupo.

“Quando o Frankie (Morbidelli) estava na frente do nosso grupo, passou para o próximo, mas o problema é se está preso atrás de pessoas. Só se pode andar sozinho. Fabio andou toda a corrida sozinho, aparentemente, e esteve bem. Grande ritmo. Quase a ganhar.”

"O Fabio, sempre que venceu este ano, esteve sozinho. Precisamos de poder andar com outras pessoas, mas na segunda volta da corrida, a pressão dos meus pneus dianteiros era tão alta que pensei: "esta vai ser uma corrida longa". E depois só tive de a gerir até ao fim".

Após o seu teste de Jerez, a última ronda em Valência chama e o companheiro de estábulo Quartararo (acima) ainda tem uma hipótese de manter a sua coroa da classe rainha.

Crutchlow acredita que toda a pressão estará sobre Francesco Bagnaia (Ducati Lenovo Team) no Circuito Ricardo Tormo, já que o italiano pretende reclamar o seu primeiro título de MotoGP com uma vantagem de 23 pontos sobre Quartararo.

"Fabio fez um excelente trabalho. Fez o que precisava de fazer, que era ficar na caça. Toda a pressão está em Bagnaia, não em Fabio, ele só tem de ir e tentar ganhar em Valência. É tudo o que ele pode fazer", comentou o triplo vencedor da categoria rainha.

andardemoto.pt @ 25-10-2022 12:58:34 - Paulo Araújo


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