Mundial Moto3, Retrospetiva - O tortuoso caminho para o topo

Masia 274, Sasaki 268

A campanha vitoriosa do título de Moto3 de Jaume Masia foi feita, com tantas vezes acontece em Moto2, de muitos pequenos sucessos, mais que de um domínio avassalador do Campeonato, com os rivais principais muito perto toda a época.

andardemoto.pt @ 30-11-2023 09:53:00 - Paulo Araújo

Jaume Masia conquistou o título com as mesmas 4 vitórias do terceiro classificado David Alonso, e apenas uma mais do que Denis Oncu ou Daniel Holgado, que acabaram em 4º e 5º respetivamente, mas, facto relevante, 3 mais que o segundo classificado Ayumu Sasaki.

A controvérsia a uma corrida do fim quando Masia passou Sasaki com uma manobra algo agressiva marcou o tom de um Campeonato cheio de peripécias, em que o domínio de mais foi mais posto em evidência pelo seu número de 6 poles sem igual.

Em corrida em si, Holgado liderou muito mais voltas que Masia, 92 contra 70, e foi a regularidade a fazer os pontos contarem para o título, pese embora um par de erros memoráveis, que levaram a zero pontos, como na Argentina, Reino Unido ou Áustria.


Aparte estes pontos baixos e o 12º em Valência com o título já garantido e portanto sem nada a provas, Masia raramente esteve fora do pódio, marcando, além das 4 vitórias nos Países Baixos, India, Japão e Qatar, pódios no Texas, Espanha e França, na primeira fase do Campeonato, e Catalunha, San Marino e Malásia na segunda metade.
Contra isto, que lhe deu um total de 274 pontos, mais 6 do que Sasaki, Daniel Holgado foi o outro com mais visitas ao pódio, destacando-se o começo de época de Diogo Moreira, que começou com um 3º em Portugal e 2º na Argentina, antes de perder embalagem e só voltar numa estreia vitoriosa na Indonésia, muito pouco muito tarde, a caminho do 8º final no Campeonato, mesmo assim inédito para um brasileiro nos últimos tempos.  


Outros que brilharam durante o ano foram David Alonso, que muitos teriam indicado como o vencedor a meio da época, e que como vimos acabou com o mesmo número de vitórias de Masia, Ivan Ortola, eficaz com 2 vitórias seguidas nas Américas mas irregular o resto do tempo, a caminho de um 6º final, e flashes de brilho ocasionais de David Muñoz e Tatsuki Suzuki, que conquistou mesmo a vitória na Argentina.


Os nomes podem parecer ainda estranhos ou desconhecidos na sua maioria, com 3 ou 4 a transitar para as Moto2 em 2024, mas poucos são os que não reconhecem que as corridas de Moto3 são as mais espetaculares e imprevisíveis de bandeira a bandeira… 
E com as séries que lhes fornecem talentos como a Red Bull ou GP Juniores em pleno, vão permanecer assim no futuro previsível.

andardemoto.pt @ 30-11-2023 09:53:00 - Paulo Araújo


Clique aqui para ver mais sobre: MotoGP