MotoGP 2024 - Cryptodata processa a Dorna

Antiga equipa de Oliveira foi despedida

O proprietário da ex-equipe satélite Aprilia em MotoGP, a CryptoData, está prestes a iniciar uma ação legal contra o promotor do campeonato Dorna e a associação das equipas, a International Race Teams Association, alegando "graves violações das obrigações contratuais".

andardemoto.pt @ 1-3-2024 08:45:08 - Paulo Araújo

A empresa romena de cibersegurança, que integrou o paddock de MotoGP em 2022, afirma que ambas as mencionadas "se envolveram em práticas anticompetitivas" após a decisão de retirar a equipa da grelha no final de 2023.

A Cryptodata começou por patrocinar o Grande Prémio da Áustria, antes de expandir a sua presença para 2023, não só patrocinando a RNF Racing de Razlan Razali, mas também adquirindo parte da equipa sediada na Malásia, após o colapso do anterior patrocinador WithU ter deixado Razali numa situação financeira difícil.

A CryptoData acompanhou a transição da Yamaha para a Aprilia e manteve o patrocínio ao Red Bull Ring em 2023, mas o acordo chegou a um fim inesperado na última ronda do campeonato do ano passado, em Valência, quando a Dorna e a IRTA anunciaram que a Cryptodata RNF perderia as suas posições na grelha para 2024.

O Comité de Seleção de MotoGP alegou na altura ter “decidido não selecionar a equipa CryptoDATA RNF MotoGP para a época de 2024 devido a repetidas infrações e violações do Acordo de Participação.”

Isto pareceu, no mínimo, estranho, por nunca terem surgido antes quaisquer alegações das tais “repetidas violações”.


A RNF foi quase imediatamente substituída pela americana Trackhouse, que absorveu e continuou a empregar a maioria dos membros da antiga equipa RNF, nomeadamente os pilotos Miguel Oliveira e Raul Fernández e o coordenador Wilco Zeelemberg.

Na altura, parecia que a Dorna, a IRTA e a CryptoData tinham chegado a um acordo financeiro sobre a saída da CryptoData do MotoGP, mas segundo a posterior declaração da Cryptodata, num documento vindo da sua sede oficial de Inglaterra, parece não ser o caso, levando o diretor da CryptoData, Ovidiu Toma, (mais acima) a lançar este processo.

Nele, alega-se que “a Dorna e a IRTA têm falhado sistematicamente em cumprir os seus compromissos financeiros e têm-se envolvido em ações que constituem um abuso de poder e uma violação da lei da concorrência", lê-se no documento, acrescentando ainda: "Reunimos provas substanciais que demonstram a extensão do comportamento abusivo da Dorna e da IRTA e o seu desrespeito pelos acordos legais.”

Pelo nosso lado, já várias vezes salientámos o papel subserviente da IRTA à Dorna, tendo passado em anos recentes dum representante das equipas junto ao promotor a, efetivamente, um representante do promotor junto das equipas.

Até agora, a Dorna não fez qualquer comentário sobre o assunto.


andardemoto.pt @ 1-3-2024 08:45:08 - Paulo Araújo


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