Do Porto a Ceuta, de moto pelas artérias da cultura

Hoje começámos o dia com o André e o João, que no Domingo saíram do Porto e, montados em Triumph’s Tiger 800, vão a caminho de Ceuta.

andardemoto.pt @ 18-8-2015 20:06:56

Tal como já tínhamos noticiado, esta iniciativa da Associação Cultural Quadrante celebra os 600 anos da partida dos portugueses para Ceuta, no dealbar da época dos descobrimentos portugueses. 

Mas quisemos saber: porquê de moto? Afinal, não é muito normal ver cultura e moto escritos no mesmo texto!

Foi o André Matias que nos respondeu, com a sua paixão pela história e a sua fluência verbal típica do professor de línguas que é. Começou por nos explicar que a moto era o meio ideal para cumprir este seu sonho de ligar o Porto a Ceuta. Diz ele que as estradas (não as auto-estradas) são artérias de cultura, e que para cumprir as oito etapas desta aventura que pretende ser uma revisitação cultural academicamente forte, mas simultaneamente viva e capaz de criar pontes, a empatia motard é uma das formas mais eficazes de quebrar barreiras e ajudar a estabelecer contactos.

Mas também aproveitou toda e qualquer mística que a situação lhe pudesse proporcionar: Se em tempos, de Ceuta recebemos a pimenta e a canela, eles agora devolvem a Ceuta uma imagem do Portugal moderno, consubstanciada na produção industrial nacional de vanguarda, como os derivados da cortiça, onde a mensagem vai escrita, e os Capacetes da Nexx que os protegem durante a viagem.


E até mesmo as motos não foram escolhidas ao acaso. Se no tempo do famoso Infante e de seu pai, D. João I, os Ingleses foram parceiros importantes dos portugueses que chegaram a Ceuta, também agora a marca britânica é uma parceira importante e desde a primeira hora, destes dois portugueses e desta aventura.

Mas foi o João Magalhães que nos deu conta de que os preparativos para esta viagem já duram há mais de um ano. E que conseguir cobrir as despesas deste feito foi uma guerra quase ganha em milhentas batalhas para tentar reduzir os custos através de patrocínios.

E que não sendo uma grande aventura, ainda assim conseguem levar com eles um autocarro com 60 pessoas, com idades compreendidas entre os catorze e os mais de setenta anos, o que considera ser uma oportunidade única de desmistificar a imagem do motociclista, e de mostrar que a andar de moto se pode também fazer cultura.

Pode ver aqui algumas imagens da partida destes "navegantes" do Porto, no passado Domingo

andardemoto.pt @ 18-8-2015 20:06:56