Teste duplo Honda CB 500F / CBR 500R - Lufada de ar fresco

Motos que dão as boas-vindas aos mais jovens motociclistas que pretendem evoluir na cilindrada. Uma versão mais desportiva e uma mais urbana, capazes de proporcionar bons momentos de condução.

andardemoto.pt @ 11-4-2016 03:34:22

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Honda CB500F | Moto | Naked
Honda CBR500R | Moto | Super Sport

Texto e foto: Rogério Carmo           Colaboração: Mafalda Cabral
                           
As bicilíndricas de 500cc da Honda foram renovadas. As versões que aqui lhe trazemos são as primeiras a chegar aos concessionários da marca. Partilham entre si a mesma base, quadro e motor, que praticamente não registam alterações relativamente aos das versões anteriores, excepção feita à caixa de velocidades, entretanto revista, e que oferece agora um trato mais suave e firme.

Também o depósito de combustível vê a sua capacidade aumentada, a forquilha passa a ter regulação da pré carga, as manetes passam a ser ajustáveis e a iluminação passa a ser por LED. A redesenhada ponteira de escape foi recolocada, contribuindo para uma maior centralização de massas, e emite agora uma sonoridade muito interessante.

Para já, analisemos estas duas versões, uma mais desportiva, carenada, a CBR 500R, e a outra mais urbana, “naked” a CB500F. Mas está para chegar também a renovada CB500X, a versão “crossover”, mais turística, que brevemente lhe iremos apresentar.

Todas elas são motos de entrada de gama, destinadas aos recém chegados ao mundo das motos, sobretudo aos titulares de carta A2.

Fazem parte de uma categoria de motos que se prevê sejam capazes de recrutar e encantar uma nova geração de motociclistas. São por isso uma lufada de ar fresco num mundo das motos cada vez mais potentes e dependentes de assistências electrónicas à condução, muitas vezes completamente desadequadas à utilização que lhes é dada.

O motor bicilíndrico destas motos que aqui lhe trazemos tem 471cc e debita a potência máxima permitida por essa categoria: 35 KW ou 48cv. O seu consumo de combustível é muito reduzido, registando-se facilmente valores inferiores a 4l/100km.

Mas a resposta ao acelerador é viva, com uma larga faixa de utilização, e permite andamentos bastante vigorosos que, aliados à sua enorme agilidade, proporcionam um grande prazer de condução até mesmo a condutores mais experientes.


Apesar da intenção de manter os custos de produção reduzidos, a qualidade de construção é tipicamente Honda, com bons acabamentos e pormenores cuidados. O único disco de travão frontal, que à semelhança do que acontece na gama NC, é recortado e provém da mesma peça que origina também o disco traseiro, garante uma muito boa capacidade de travagem dotada de ABS de série.

A iluminação por LED é muito boa, estando muito acima da média do segmento.

Honda CB500F

Começando pela versão “naked”, cujas linhas estão muito mais apelativas que as da série anterior, o facto que mais agrada logo desde o momento em que nos sentamos aos seus comandos, é a ergonomia quase perfeita.

A posição de condução elevada, sem forçar os pulsos, com os braços bem abertos e as pernas pouco flectidas, e o grande conforto proporcionado pelo assento bem desenhado e firme, e pelas suspensões de afinação bastante confortável, apesar de firmes, garantem um desempenho pró-activo tanto no trânsito como numa boa estrada de curvas.


A Honda CB500F mostra-se muito à vontade numa utilização urbana, com uma grande manobrabilidade, capaz de se desenvencilhar bastante bem no meio do trânsito, tanto pela sua posição de condução, como pela boa brecagem.

O seu assento estreito e baixo, a apenas 785mm do chão, permite uma boa colocação dos pés no chão, favorecendo as estaturas mais baixas, proporcionando uma grande confiança em qualquer situação.

Honda CBR500R

Passando à  versão mais desportiva desta família, ela tem as suas linhas inspiradas nas da CBR1000RR, e o resultado final é bastante agradável, não passando despercebida mesmo no meio de motos de maior cilindrada e gabarito.


É surpreendentemente confortável, com uma posição de condução pouco castigadora para os pulsos, mas ainda assim capaz de promover uma boa liberdade de movimentos para quem queira imprimir andamentos mais desportivos. A protecção aerodinâmica é razoável.

A Honda CBR500R mostra-se muito eficaz em qualquer estrada de curvas, com uma direcção muito leve e intuitiva, capaz de mudanças de direcção muito rápidas, favorecida pela afinação das suspensões que mostram uma firmeza suficiente para enfrentar andamentos muito vivos com travagens fortes e tardias. A sua grande autonomia permite bons passeios de fim-de-semana.


Ambas são uma opção muito válida para um motociclista menos experiente que queira progredir na cilindrada, ou mesmo até para quem queira uma moto descomprometida, prática e fácil de conduzir, para uma utilização diária. 

Numa perspectiva mais exigente, haveria que condenar a precária pega fornecida ao passageiro em ambos os modelos, a ausência de descanso central na CB500F, e o peso relativamente elevado da CBR500R.

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Honda CB500F | Moto | Naked
Honda CBR500R | Moto | Super Sport

andardemoto.pt @ 11-4-2016 03:34:22


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