Teste Ducati Monster 821 - Carga de água

Para levar a água ao seu moinho, a Ducati reformulou a Monster “pequena”. Não podendo deixar tudo em águas de bacalhau sob a ameaça da directiva Euro4, a decisão de meter água nesta icónica moto veio a revelar-se de fazer crescer água na boca! Quer saber porquê? Então, água vai!

andardemoto.pt @ 29-7-2016 13:07:14

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Ducati Monster 821 | Moto | Monster

Texto: Rogério Carmo     Foto ToZé Canaveira
                           
Miguel Galluzzi, o mago do design italiano, nos idos de 1992, definiu a sua primeira versão da Monster e disse que tudo o que realmente faz falta numa moto é um assento, um depósito, um motor, duas rodas e um guiador.

Claro que nesse tempo o motor não tinha refrigeração por líquido. Então, era um modesto “pompone” com 904cc refrigerado a ar e óleo, derivado dos propulsores da gama desportiva da casa de Bolonha.


Entretanto, os mercados cada vez mais sofisticados e as normas de emissões de poluentes, cada vez mais apertadas, obrigam recorrer a doses maciças de electrónica e a uma refrigeração por líquido para que os motores se mantenham apetecíveis em termos de prestações dinâmicas.

A Monster é um dos modelos icónicos da Ducati, e a versão “pequena” sempre se revelou uma moto polivalente, fácil de conduzir, esteticamente muito apelativa e capaz de proporcionar grandes momentos de condução.


Económica, ágil, potente, fácil de conduzir e muito segura, esta nova 821 dotada do motor Testastretta a 11º refrigerado por líquido é provavelmente a mais divertida e mais entusiasmante Monster alguma vez saída da fábrica de Borgo Panigale.

O mais importante de qualquer Ducati, e o seu grande argumento para além do carisma da marca, é o “feeling” de condução. A vibração e o som do motor, as prestações elevadas e a apurada ciclística são factores que as definem. E disso esta “pequena” Monster é um bom exemplo. Basta dar arranque e ouvir o pulsar do belo escape com ponteira "slip on" da Termignoni.


Os 112 cavalos debitados pelo motor “desmo” podem não parecer muitos pelos padrões actuais, mas são mais do que suficientes para garantirem uma experiência de condução de grande nível.

Responsável pela grande confiança que o conjunto incute logo deste os primeiros quilómetros, é o novo quadro. Em treliça de tubos de aço, como é característico da marca, a Monster exibe um novo conceito, estreado na Panigale de competição, em que o motor é um elemento estruturante mas em que o quadro está suportado directamente nas cabeças do motor, conferindo uma elevada rigidez e reduzindo substancialmente o peso.


As ajudas electrónicas à condução, todas elas a permitirem uma personalização ao gosto de cada motociclista, elevam os padrões de segurança muito para lá da média da sua classe, com o controlo de tracção regulável em 8 níveis, o ABS Bosch 9MP em 3 (ou 4 se considerarmos que também pode ser desligado) e o débito de potência do motor em mais 3 opções, sendo o “Sport” e o “Rain” os que verdadeiramente realçam as capacidades do conjunto.

O sistema de regulação é simples, e cada um dos 3 modos de condução altera os diversos parâmetros em simultâneo. A pré-definição de fábrica dos diversos parâmetros pode posteriormente ser alterada por cada um ao seu próprio gosto.

A embraiagem deslizante assistida, de accionamento muito leve, é outro dos grandes argumentos, sobretudo para quem pretende efectuar uma utilização mormente urbana. No entanto, é também um grande factor de segurança numa qualquer sessão terapêutica numa boa estrada de curvas.

Para estar ao nível das prestações do motor, a travagem socorre-se do que de melhor há no mercado, e as maxilas Brembo Monobloco M4-32 de aplicação radial a morderem discos de 320mm garantem prestações fora de série, favorecidas ainda pelo desempenho dos pneus Pirelli Diablo Rosso II.

A ergonomia é perfeita, e a posição de condução desportiva é bastante natural, revelando-se muito confortável. A suspensão, apesar da afinação desportiva, resolve bem as irregularidades do piso, mesmo as maiores. A forquilha Kayaba de 43mm de diâmetro é inabalável em curva e sob travagem e o amortecedor Sachs digere muito bem os excessos do punho direito.

Também a iluminação é de muita qualidade, apoiada por luzes diurnas de alto brilho em LED, à semelhança dos piscas e do farolim traseiro.

O painel de instrumentos, muito completo, é de fácil leitura e nem sequer lhe falta um cronómetro, com memória para 30 medições.

Conclusão:

Se gosta de andar muito depressa. Se quer uma moto polivalente mas sem fazer concessões ao estilo. Se design e o “feeling” de condução são algo que realmente aprecia. Se precisa de se deslocar diariamente em trajectos urbanos mas se também pretende fazer uns “track days”, já para não falar nuns alegres passeios ao fim-de-semana com os amigos das “R's”, então esta moto é uma das opções que deve ter em conta.

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andardemoto.pt @ 29-7-2016 13:07:14


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