Teste Indian Chieftain Limited / Classic - Ases de Trunfo
Duas motos que se revelaram impressionantes, tanto pela sua presença como pelo seu conforto e comportamento dinâmico.
andardemoto.pt @ 18-9-2017 17:00:59 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: ToZé Canaveira
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Indian Chieftain | Moto | BaggerIndian Chieftain Limited | Moto | Bagger
A Polaris, depois de ter descontinuado a Victory, está a apostar em força e com muito sucesso na conquista do mercado Custom através da mais antiga marca de motos da américa: a Indian.
Além de se esperar novos modelos para 2018, e da chegada a Portugal da tão desejada Scout Bobber (pode ficar a conhecê-la melhor se clicar aqui), a gama de 2017 foi fortemente reforçada com o aparecimento de diversas variações dos modelos Chief e Scout, adaptados a diversas realidades e gostos.
Apesar dos dois estilos diferentes, ambas servem o propósito de viajar a dois, com estilo, muito conforto e a ritmos muito interessantes.
Enquanto que a Classic, com a sua impactante pintura branca se distingue pelos acabamentos mais clássicos, como os guarda-lamas envolventes e os assentos mais elaborados, a Elite mostra-se mais prática e descomprometida, sendo ligeiramente mais estável devido à maior inclinação da forquilha, à boa maneira "bagger", proporcionada pela roda dianteira de 19 polegadas (16 polegadas na Classic), e sem que isso interfira na manobrabilidade.
Com base na mítica Chief, estas Chieftain são modelos de 2017 que já cumprem com as normas Euro4, e distinguem-se pelo fantástico desempenho Touring, conseguido tanto à custa da disponibilidade e elasticidade do motor Thunder Stroke 111 de 1811cc (cujos detalhes pode encontrar se clicar aqui), como pela posição de condução irrepreensível, o baixo centro de gravidade, a travagem combinada, potente e bastante doseável e o desempenho da suspensão, onde se destacam os referenciais amortecedores traseiros a ar, reguláveis, da conceituada marca Fox.
A caixa de velocidades também se apresenta bastante suave no accionamento, ajudada por uma embraiagem de comando bastante leve.
Ambas estas Indian estão equipadas com o novo sistema de Infotainment Ride Comand, cujos pormenores pode encontrar no artigo de apresentação da gama de 2017 da Indian que já tinhamos publicado anteriormente (clique aqui).
Na prática, e durante o escaldante princípio deste mês de Setembro, rolei mais de 1500 km com estas duas motos, tendo feito um périplo pelo Alentejo profundo, com passageiro e carga, em trajectos substanciais tanto em auto-estrada como nas ruelas medievais dos perdidos castelos que ia encontrando pelo caminho. Nem o traçado histórico da N2, entre Almodôvar e S. Brás de Alportel, intimidou a Chieftain.
E até fiz mesmo alguns trajectos por estradões de terra batida, alguns com bastante gravilha, e não pude deixar de ficar impressionado com a facilidade com que as Chieftain se deixam levar.
Claro que manobrar, a baixa velocidade ou à mão, requer algum cuidado, mas nada que qualquer condutor minimamente experiente não consiga fazer sem qualquer problema. A grande brecagem e a altura bastante baixa do assento são nisso uma preciosa ajuda.
Em estrada, as Chieftain cativam pela facilidade de condução, pela pronta resposta do acelerador e da direcção, e mesmo em trajectos mais sinuosos, a boa altura disponível ao solo em curva, e a firmeza da suspensão permitem ritmos bastante interessantes.
Também a travagem combinada dá um excelente contributo para a comodidade, já que basicamente apenas se necessita travar com o pedal, proporcionando também muito conforto ao passageiro por via de um afundamento da frente muito reduzido.
Em auto-estrada, o controlo automático de velocidade e o sistema de infotainment, geridos com comandos bastante acessíveis e bem colocados, são uma preciosa ajuda para combater o tédio dos quilómetros.
O som emitido pelas colunas de 100W instaladas no painel frontal é de uma qualidade realmente impressionante, e consegue ser ouvido com bastante qualidade a velocidades bastante superiores às permitidas por lei. Mas o sistema também permite emparelhar auriculares, além de fazer a gestão do atendimento de chamadas e das instruções do GPS.
Como ponto menos positivo destaco apenas a iluminação. Apesar dos dois faróis suplementares e da lâmpada de halogénio serem mais do que suficientes nas rectas, em curvas mais apertadas o foco de luz tende a desaparecer, deixando o interior das curvas completamente às escuras, obrigando a reduzir substancialmente o ritmo.
No entanto, há outros factores de destaque, como o sistema “sem chave” com alarme integrado, e o sistema de abertura remoto das malas de bagagem, que podem ser facilmente acedidas desde a posição de sentado. Um pequeno “porta-luvas” no centro do painel frontal, permite guardar e carregar o telemóvel e ainda sobra algum espaço, mas infelizmente não apresenta fechadura.
O ecrã, tem regulação eléctrica, e todos os cabos e cablagens eléctricas estão escondidos dentro do guiador, causando um acabamento cuidado, muito limpo, que contribui para o aspecto impressionante do conjunto a que nem sequer faltam os assentos estofados em pele verdadeira. Tudo com um grande nível de pormenor e muito bons acabamentos.
Em termos de consumos, as Chieftain contentam-se com uma media de 5,5 a 6,5 litros de combustível por cada 100km, mesmo carregada e com passageiro, se conduzirmos a velocidades legais, ou mesmo ligeiramente acima delas. Em auto-estrada, conseguem-se perfeitamente médias a rondar os 140/150 km/h, com autonomias na ordem dos 300km.
Por tudo isto, trata-se de uma moto para quem goste de viajar confortavelmente, com passageiro, e não queira prescindir do charme de uma verdadeira Cruiser.
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andardemoto.pt @ 18-9-2017 17:00:59 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: ToZé Canaveira
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