Rali Dakar 2026: Dia de descanso

Hoje, dia 10 de janeiro, a 48.ª edição do Rali Dakar faz uma mais que merecida pausa, pelo menos em termos competitivos. Na prática, em termos de definição de estratégias para a segunda metade da prova ou manutenção e reparação das máquinas houve muito para fazer neste dia.

andardemoto.pt @ 10-1-2026 18:32:25

Ricky Brabec

Ricky Brabec

Foram, até hoje, cumpridas seis duras etapas, antecedidas do prólogo e estamos ainda muito longe de poder anunciar vencedores. Uma das caraterísticas que sempre marcou o Rali Mais Duro do Mundo é a sua imprevisibilidade e este ano não será diferente, embora se assista a algumas tendências.

Depois da paragem hoje na capital de Arábia Saudita, Riyadh, a prova ruma definitivamente ao Sul do país. Vão ser ainda mais 7 etapas no total, sendo que amanhã, domingo, espera os pilotos uma jornada de 872 km, dos quais 462 km serão da Especial. Vão encontrar pistas rápidas e mais rolantes, mas a distância total a percorrer vai exigir grande resistência física e mental.

Nas duas rodas continua tudo perfeitamente em aberto e os cinco primeiros classificados distam entre si cerca de 30 minutos: Sanders (#1) com um tempo total de 24 horas e 41 minutos, Brabec (#9) com mais 45 segundos, Benavides (#77) com mais 10 minutos e 15 segundos, Schareina (#68) a 11 minutos e 56 segundos e "Nacho" Cornejo (#11) a 29 minutos e 50 segundos.

Nesta primeira metade da prova já conhecemos três líderes: o espanhol Canet (#73), o australiano Sanders (#1) e o também espanhol Schareina (#68). Por enquanto, o que tem aguentado mais tempo a liderança tem sido o australiano, mas o “rei da regularidade” tem sido Brabec (#9) que continua a rondar a liderança, etapa após etapa.


Martim Ventura

Martim Ventura

Desempenho dos corredores lusos em duas rodas

Tal como noticiámos logo no início da prova, a armada de portugueses nas diferentes categorias é muito vasta e com diferentes aspirações, incluindo até à luta pela vitória, caso da categoria SSV, mas naturalmente que continuamos particularmente focados nas duas rodas.

Este ano os pilotos lusos a participar em duas rodas no Dakar são 4, menos 1 que no ano passado, sendo que apenas Bruno Santos (#35) é repetente. Todos os seus outros 3 colegas estão a realizar o sonho de participar na prova e estão, para já, a deixa muito boas indicações. Só o facto de continuarem todos em prova já é uma vitória.

Martim Ventura (#84), aos comandos da sua Honda, continua a ser uma agradável surpresa. Se não tem sido o infortúnio mecânico no primeiro dia da etapa maratona certamente que estaria no top 10, a lutar pela liderança na categoria Rally 2. Está num sólido 17.º, logo à frente de Bruno Santos, a 3 horas, 10 minutos e 06 segundos da liderança. Tudo fará para subir mais alguns lugares na tabela.

Bruno Santos (#35), fruto da sua maior experiência e da aprendizagem obtida nas edições anteriores está a fazer uma prova inteligente e calculista. Arrisca quando pode arriscar e resguardar-se mais nos outros momentos. Sabe que ainda há muita prova pela frente e ocupa o 18.º lugar, atrás de Ventura. Tem agora mais 3 horas, 25 minutos e 12 segundos que Sanders.

Tal como Ventura, Pedro Pinheiro (#116) também é um estreante. Tem tido algumas dificuldades, nomeadamente no dia de ontem, mas continua a dar o seu melhor e aprender mais a cada dia que passa. Um objetivo realista deve ser chegar ao final dentro do top 50, sendo que ocupa agora a 49.ª posição, com mais 9 horas, 25 minutos e 57 segundos que o líder.

Também a participar pela primeira vez Nuno Silva (#74), continua a não baixar os braços, mesmo nos dias mais difíceis, como foi caso de ontem. Desfrutar da prova e chegar ao fim está certamente nos seus planos.  Um objetivo ao seu alcance é terminar no top 80, sendo que ocupa agora a 79.ª posição à Geral, a 14 horas, 30 minutos e 49 segundos do líder.


Espera-se que todos os pilotos, de todas as categorias, arranquem amanhã frescos, com as suas máquinas devidamente afinadas, rumo a Wadi Ad Dawasir, mesmo os que estiveram hoje a cuidar das suas máquinas, ou seja, os pilotos da Categoria Original by Motul. Será uma longa etapa e em que qualquer descuido ou falha pode ditar o tão indesejado abandono.

Até ontem abandonaram 16 motos, mas no computo geral e nas diferentes categorias esse valor duplica! Isto diz muito da dureza da prova, em especial para as duas rodas. Além disso, como se costuma dizer, “o pior ainda está para vir”, seja pelas exigências da prova, a fadiga das máquinas ou o desgaste físico e mental dos pilotos!

 Fonte: Dakar.com

Consulte também: Rali Dakar 2026: Etapa 6, Sanders conserva tangencialmente a liderança e ventura volta a ser o português melhor classificado


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