MotoGP Japão – Marquez soma e segue num dia que Miguel Oliveira termina em 12º

O recém coroado campeão de MotoGP voltou a demonstrar estar num nível aparte dos rivais e somou nova vitória. Em Twin Ring Motegi, Marc Marquez igualou o número de vitórias de Mick Doohan na categoria rainha e ofereceu o título de construtores à Honda no seu próprio circuito. Miguel Oliveira arrancou de 16º e terminou em 12º com uma corrida em crescendo.

andardemoto.pt @ 20-10-2019 19:52:13

Foi um dia de marcos significativos que vão ficar nos registos históricos do Mundial de Velocidade: Marc Marquez igualou o número de vitórias (54) de Mick Doohan na categoria rainha, a Honda assegurou o seu 25º título de construtores também na categoria rainha, Fabio Quartararo festejou o título de “Rookie do Ano 2019”, e Andrea Dovizioso celebrou o seu 100º pódio em Grandes Prémios.

Com o circuito Twin Ring Motegi a revelar um asfalto seco, os pilotos de MotoGP enfrentaram um total de 24 voltas ao circuito que é detido pela Honda. Com escolhas de pneus bastante diferentes, ficou claro que havia várias estratégias para a longa corrida, e essas escolhas acabaram por ter a sua importância nos resultados finais deste que foi o 16º Grande Prémio da temporada.

Partindo da “pole position”, Marc Marquez (Repsol Honda) já não tem muita coisa para ganhar esta temporada, pelo menos a nível pessoal. Ainda assim o campeão de 2019 de MotoGP voltou a demonstrar estar num nível muito acima dos seus rivais diretos, e em Motegi deu novo recital de pilotagem.

Embora tenha perdido a liderança nos primeiros momentos da corrida para Fabio Quartararo, Marquez respondeu de imediato, e em menos de uma volta alcançou uma vantagem de 8 décimas para os perseguidores, um grupo liderado pelo “rookie” francês, que levava também Jack Miller (Pramac Ducati), Franco Morbidelli (Petronas Yamaha SRT) e ainda Andrea Dovizioso (Mission Winnow Ducati).

Miller rapidamente atacou a segunda posição de Quartararo, e enquanto os perseguidores se ocupavam em trocas de posição constantes entre si, Marc Marquez tratou de aproveitar para ir amealhando uma vantagem que chegou aos 2,5 segundos a dada altura.

No entanto o piloto da Repsol Honda teve de conter o seu andamento. Sabia que Motegi é um dos piores circuitos para a sua RC213V em termos de consumo de combustível, pelo que Marquez teve de ocupar parte da sua atenção a mudar diferentes parâmetros da eletrónica para conseguir chegar ao fim da corrida com combustível suficiente.

Mesmo sem conseguir alargar muito a vantagem para os perseguidores, Marquez mostrou sempre estar no controlo da situação, e a vitória do espanhol, mais uma esta temporada, nunca esteve em causa.

Depois de passar a linha de meta Marquez ficou mesmo sem gasolina, e teve de contar com a boleia de Hafizh Syahrin (Red Bull KTM Tech3) para chegar ao parque fechado.


Mais atrás, Miller, que começou muito bem, rapidamente perdeu “gás”. O australiano começou a descer na classificação. Enquanto isso Quartararo rapidamente partia na perseguição a Marquez, mas ora ganhava algumas décimas, ora perdia essas décimas. Pior que isso para o jovem francês, a sua escolha por pneus macios revelou-se quase catastrófica.

Nas voltas finais Andrea Dovizioso, que se tinha desembaraçado de Morbidelli, estava num ritmo infernal e os pneus de composto médio estavam a revelar-se uma excelente opção para o italiano que estava cerca de meio segundo mais rápido por volta que o segundo classificado. Infelizmente para as aspirações do piloto da Ducati, o seu esforço já veio tarde demais, e Quartararo conseguiu manter o segundo lugar até passar a linha de meta, com Dovizioso logo atrás.

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Com este resultado Marc Marquez continua num registo impressionante em 2019! O espanhol para além do título de pilotos, assegurou, praticamente “sozinho”, o título de construtores para a Honda. Mais do que isso, o título de equipas ainda está em discussão, com a Mission Winnow Ducati à frente da Repsol Honda, mas a diferença é bastante reduzida.

Fabio Quartararo terminou também com a discussão – se é que havia realmente discussão – sobre quem seria o “Rookie do Ano”. Com mais um pódio o francês da Petronas Yamaha SRT continua a mostrar-se às equipas de fábrica como um dos principais pilotos a ter em conta nos próximos anos.

Já o terceiro classificado em Motegi, Andrea Dovizioso, também celebrou o seu terceiro lugar de forma especial, pois este foi o seu 100º pódio em Grandes Prémios.


Quanto ao português Miguel Oliveira, e depois de uns primeiros momentos menos positivos onde não conseguiu encontrar forma de pelo menos manter a 16ª posição com que arrancou para as 24 voltas ao Twin Ring Motegi, e onde inclusivamente chegou a rodar em 18º, o piloto de Almada recuperou o ritmo e ao longo da corrida conseguiu recuperar bastantes posições.

Com excelentes batalhas por posições, Miguel Oliveira foi deixando os seus principais adversários para trás, e eventualmente cruzou a linha de meta na 12ª posição, um resultado que lhe permite somar mais pontos para a sua conta pessoal no campeonato, e inclusivamente subir uma posição para 16º por troca com Andrea Iannone (Gresini Aprilia) que caiu e abandonou, tal como Valentino Rossi (Monster Energy Yamaha).

“Foi uma corrida em crescendo. Depois de um bom arranque não consegui ficar bem posicionado nas primeiras curvas e foi passado por alguns pilotos no início. Após algumas voltas consegui começar a impôr o meu ritmo e a criar um pouco mais de espaço para poder ultrapassar e fiz a minha corrida em crescendo, terminei bastante forte nas últimas voltas. Terminei nos pontos que era o objectivo depois de ter andado muito bem na Tailândia mas não ter terminado a corrida dentro dos pontos. Voltámos aos pontos e estamos no bom caminho para conseguir estar cada vez mais perto do ´top-ten´e do melhor piloto da KTM. A equipa está contente com o resultado mas obviamente que queremos mais mas sabíamos que aqui iriamos sofrer um pouco pois todas as Ducati são muito competitivas aqui. Fisicamente o meu corpo respondeu melhor do que esperava e vamos trabalhar para melhorar ainda mais o resultado na Austrália”, afirmou o piloto português depois da corrida japonesa.

O Mundial de Velocidade viaja agora para a Austrália, onde já no próximo fim-de-semana se disputa o 17º Grande Prémio de 2019, no circuito de Phillip Island.

andardemoto.pt @ 20-10-2019 19:52:13


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