Qual a verdadeira razão porque Quartararo não participou nas 8 Horas de Sepang?

O melhor “rookie” de MotoGP era um dos desejos de Razlan Razali para competir na equipa malaia que participou na primeira edição das 8 Horas de Sepang do Mundial de Resistência FIM. Fabio Quartararo não competiu e existem três versões para a sua não participação. Mas qual delas é a verdadeira?

andardemoto.pt @ 16-12-2019 11:10:28

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Razlan Razali, CEO do circuito de Sepang e diretor da equipa Petronas Yamaha SRT de MotoGP, é por estes dias um homem feliz. Não só a sua estrutura no Mundial de Velocidade mostrou que tem a capacidade para competir frente aos melhores no seu ano de estreia, o circuito que está sob a sua gerência passou a figurar também no Mundial de Resistência FIM, como também viu um dos seus pilotos, Fabio Quartararo, tornar-se num dos pilotos mais desejados de MotoGP.

E foi precisamente o piloto francês um dos grandes ausentes da primeira edição das 8 Horas de Sepang, apesar de Razlan Razali desejar que Quartararo estivesse presente nesta prova de final de ano e onde a equipa Sepang Yamaha Racing apostava forte.

Para surpresa de muitos, Fabio Quartararo não figurou na formação malaia. A primeira versão para a sua não participação veio do próprio diretor Razlan Razali: “Claro que teria sido melhor contar com os nossos dois pilotos de MotoGP da equipa Petronas. Mas assim teríamos três pilotos sem experiência na resistência. Por isso é que o Michael van der Mark se juntou à equipa”.


Do ponto de vista desportivo, ter o piloto holandês na Sepang Yamaha Racing faz todo o sentido. Van der Mark conhece bem a Yamaha YZF-R1 do Mundial Superbike, também já obteve muito sucesso com a moto em provas de resistência, e está habituado a competir nestas corridas em formato de longa distância e duração.

Juntar Michael van der Mark a Franco Morbidelli, e ainda contar com o piloto malaio Hafizh Syahrin, que competiu dois anos em MotoGP e é protegido de Razlan Razali, parecia ser uma opção perfeitamente válida.

Mas Fabio Quartararo não deixou o assunto “morrer”. O jovem piloto francês fez questão de refletir sobre a sua decisão de não participar nas 8 Horas de Sepang.

Mostrando-se totalmente focado na preparação para a temporada 2020 de MotoGP, onde será, sem dúvida, um dos pilotos sob enorme pressão depois da excelente temporada de 2019, Quartararo adiantou que recusou a participação na corrida malaia pois não pretende arriscar sofrer qualquer tipo de lesão que depois comprometa a sua pré-temporada de MotoGP e a preparação para a próxima temporada.

Uma explicação lógica e fácil de entender. Uma corrida de resistência, com uma duração tão grande, e em particular com condições climatéricas tão adversas, poderia ter resultado numa queda com consequências graves para Quartararo, e desse ponto de vista o jovem francês tem toda a razão em recusar correr esse risco.


Mas por outro ponto de vista, outros pilotos de MotoGP têm mantido o ritmo realizando diversas corridas ou participando em diversos eventos, seja em duas ou em quatro rodas. Por exemplo, o próprio companheiro de equipa de Quartararo em MotoGP, Franco Morbidelli, não recusou o convite do proprietário da Petronas Yamaha SRT e participou nas 8 Horas de Sepang.

E não deixa de ser um pouco estranho que Fabio Quartararo tenha dito “não” ao proprietário da Petronas Yamaha SRT, o homem que o levou para a categoria rainha do motociclismo e que lhe permitiu atingir o estrelato e reconhecimento que tem hoje em dia.

Porém, esta história tem mais uma versão.

De acordo com o website alemão Speedweek, a verdadeira razão para a não participação de Fabio Quartararo nas 8 Horas de Sepang não foi desportiva, nem uma decisão técnica. Foi uma questão de dinheiro!

O referido meio de comunicação refere que “O empresário do Fabio, Eric Mahé, pediu 200.000€, e assim o Michael van der Mark foi posto na moto”.

Fabio Quartararo é atualmente um dos pilotos mais desejados de MotoGP. É natural que depois da sua ascensão meteórica na categoria rainha, o piloto francês, através do seu empresário, tenha aumentado os valores que pede para participar nos mais variados eventos. É algo natural e que todos os pilotos habitualmente fazem. Ou seja, pedir esta quantia à equipa liderada por Razlan Razali não parece de todo descabido.


Sendo assim, qual das três versões é a verdadeira razão para Fabio Quartararo não participar nas 8 Horas de Sepang?

Depois de ficarmos a conhecer estas versões, do Razlan Razali, do próprio Fabio Quartararo, e também de alguma imprensa, provavelmente o que terá acontecido é que foi uma conjugação destas três versões e não apenas uma só que levou à não participação do piloto francês.

Para Razlan Razali seria de facto muito bom poder ter a sua equipa de MotoGP nesta prova do Mundial de Resistência FIM, ainda por cima no circuito de Sepang, em frente ao principal patrocinador Petronas. Mas de facto Michael van der Mark tem a experiência necessária com a R1 e na resistência.

Para Fabio Quartararo estar a competir numa corrida onde não iria ganhar nada a não ser o prestígio, correndo o risco de lesão, a decisão de não competir também está perfeitamente justificada.

E se a isto juntarmos o facto do piloto francês estar a pedir 200.000 euros, rapidamente percebemos que todas as partes encontraram uma forma “fácil” para justificar a ausência de Fabio Quartararo desta corrida de resistência.

andardemoto.pt @ 16-12-2019 11:10:28


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