SBK – Bautista à procura de melhor “feeling” com a nova Honda
Começar uma temporada do Mundial Superbike numa equipa nova já não é tarefa fácil. Mas o espanhol Alvaro Bautista não só tem de o fazer, como ao mesmo tempo tem de trabalhar numa moto totalmente nova. E a verdade é que a Honda CBR1000RR-R Fireblade não está a revelar-se fácil para o vice-campeão de 2019.
andardemoto.pt @ 26-2-2020 11:44:44
Quando
estamos a apenas dois dias do começo da primeira ronda do Mundial Superbike, em
Phillip Island, o atual vice-campeão do mundo e único piloto que foi capaz de
nas últimas temporadas dar realmente luta ao cinco vezes campeão Jonathan Rea
(Kawasaki Racing Team) não está a sentir-se em condições de poder lutar pelas
vitórias e muito menos pelo título.
Alvaro Bautista tem esta temporada uma missão verdadeiramente complicada.
Por um lado regressou à Honda e está novamente sob a proteção da Honda Racing
Corporation, sendo a cara mais vísivel do projeto da marca japonesa no Mundial
Superbike. Uma equipa totalmente nova requer tempo para afinar o seu
funcionamento, e Bautista tem estado envolvido nos mais variados aspetos da
organização da equipa Team HRC WorldSBK.
Por outro lado, o piloto espanhol natural de Talavera de la Reina tem-se
esforçado por encontrar o melhor “feeling” com a Honda CBR1000RR-R Fireblade.
A nova
superdesportiva da Honda tem dado que falar pelo salto em frente que deu em
comparação com a geração anterior. O motor mais potente, a ciclística evoluída,
ou até mesmo o pacote aerodinâmico são trunfos desta novidade no Mundial
Superbike.
Mas isso tem sido um problema para Alvaro Bautista.
O piloto do Team HRC WorldSBK tem sofrido para conseguir ajustar todos os
diferentes parâmetros da moto japonesa. Nos últimos testes de pré-temporada que
se realizaram precisamente em Phillip Island, Bautista ficou a um segundo de
diferença do mais rápido, que foi Jonathan Rea.
Esta é uma situação totalmente oposta à que Bautista viveu quando se estreou no
ano passado neste campeonato com a Ducati Panigale V4 R.
Em declarações ao website Bikesportnews.com, Alvaro Bautista diz que “Está
claro que não estamos ao nosso nível máximo. O importante é que acumulámos
muita informação para dar um passo em frente. A eletrónica, o motor... o
chassis é demasiado reativo! Se o motor é demasiado reativo e o chassis também,
quando juntas os dois fica tudo muito difícil. Penso que este é o nosso maior
problema. Temos de suavizar as reações da moto. Não tenho qualquer expectativa
de resultados. Claro que gostaria de dar mais um passo em frente durante o
fim-de-semana. Mas neste momento estamos mais concentrados em nós do que em ver
os outros”.
De qualquer forma e apesar dos problemas em encontrar o “feeling”
com a sua nova moto, Alvaro Bautista terminou os testes no topo da tabela... da
velocidade máxima!
O espanhol atingiu nada menos do que os 317,6 km/h quase 3 km/h mais rápido do
que a segunda moto mais veloz que foi a Ducati Panigale V4 R de Chaz Davies
(314,9 km/h). Isto revela que o motor da nova Honda CBR1000RR-R Fireblade,
mesmo estando numa fase tão inicial de desenvolvimento, é um verdadeiro “missil”!
No entanto nota-se uma clara diferença entre a Fireblade oficial e a privada de
Takumi Takahashi da equipa MIE Althea Racing. O japonês foi inclusivamente o
mais lento na reta de Phillip Island, e os seus 290,3 km/h de velocidade máxima
são um contraste muito grande em comparação com as velocidades de Alvaro
Bautista e até de Leon Haslam (312,1 km/h).
De referir ainda que a Honda parte para esta temporada do Mundial de Velocidade
com um limite máximo de rotações fixado nas 15.600 rpm. A Kawasaki Ninja
ZX-10RR continuará limitada a 14.600 rpm, a Yamaha YZF-R1 chega às 14.950 rpm, a
BMW S 1000 RR está nas 14.900 rpm, enquanto a Ducati Panigale V4 R mantém-se
nas 16.100 rpm e será a moto mais “rotativa” de todas pelo menos neste início
de temporada.
andardemoto.pt @ 26-2-2020 11:44:44
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