MotoGP – Dall’Igna em casa mas a trabalhar na Ducati Desmosedici GP20
Responsável máximo da Ducati Corse concedeu uma entrevista à Sky Sport onde abordou a quarentena por que passa Itália, o que está a fazer em casa, e quem são os mais beneficiados pelo atraso no começo do Mundial de Velocidade.
andardemoto.pt @ 16-3-2020 11:06:17
O
adiamento forçado do começo do Mundial de Velocidade devido à pandemia do
covid-19 afetou todo o paddock, mas principalmente os elementos italianos com
residência em Itália, o país europeu mais afetado tanto em número de infetados
com o novo coronavírus como de mortes confirmadas.
A quarentena decretada pelo governo italiano obrigou os italianos a ficarem em
casa, mas isso não implica que se deixe de trabalhar sempre que possível.
É isso mesmo que Gigi Dall’Igna, engenheiro e diretor da Ducati Corse,
confirmou numa entrevista concedida ao canal italiano Sky Sport.
Dal’Igna confirma que tem estado fechado em casa e que isso torna o seu
trabalho mais difícil, mas “Trabalho a
partir de casa e naquilo que posso. Estamos a tentar solucionar algumas coisas
que não saíram bem no último teste no Qatar, ainda que a maioria dos técnicos
não estejam ativos. Estamos a centrar-nos naquilo que teremos de congelar a
partir da primeira corrida, estou a referir-me à aerodinâmica, onde ainda assim
podemos fazer alguma coisa”.
O
responsável máximo dos esforços da Ducati em MotoGP não esconde a tristeza por
não poderem ter competido no Qatar, conforme previsto, pois Dall’Igna viu que
Andrea Dovizioso e Danilo Petrucci estiveram muito bem nos testes realizados em
Losail, nomeadamente ao nível das simulações de corrida e com pneus usados.
A Ducati Desmosedici GP20 é uma das motos que mais sofreu com a introdução dos
novos pneus slick Michelin, que pela sua construção fez aparecer um novo
conjunto de problemas no protótipo italiano e que Gigi Dall’Igna terá de solucionar
quando puderem voltar às pistas.
E quando é que isso será? Será que o começo do Mundial de Velocidade e de
MotoGP deverá acontecer em Jerez à porta fechada?
“Nestas situações temos de escolher o
menor dos males, e as corridas à porta fechada são o menor mal, na minha
opinião. Os fãs poderão ver os Grandes Prémios a partir de casa. Não será o
mesmo e tem um sabor estranho e pouco natural. Mas estamos em estado de
emergência, por isso as corridas à porta fechada são bem-vindas. A situação
piora de dia para dia. É estúpido fazer planos hoje, porque amanhã teríamos de
mudar tudo. Estou seguro que as 13 corridas que são necessárias para acontecer
o mundial serão um êxito”, diz Gigi Dall’Igna.
Mas este período de paragem forçada e que atrasa o início da
temporada 2020 de MotoGP, onde ninguém, ou quase ninguém, consegue rodar em
pista, haverá alguém que seja beneficiado em termos desportivos?
Na opinião de Gigi Dall’Igna sim! “Penso
que Marquez vai beneficiar com isto, porque é aquele que mais tem de
recuperar-se a nível físico. Com estes meses de paragem adicional vai ter mais
tempo para estar preparado. Esta paragem vai dar tempo para algumas fábricas que
sentiram problemas de rendimento e fiabilidade. Estou a referir-me à Honda, mas
também à Aprilia, que melhorou bastante a moto, mas teve problemas de
fiabilidade e assim poderá estar melhor preparada desse ponto de vista”.
Em relação a qual será a primeira corrida da temporada para a categoria MotoGP –
as Moto2 e Moto3 estrearam-se no GP do Qatar – tudo aponta para que seja o
Grande Prémio de Espanha no circuito de Jerez, a 3 de maio.
No entanto, e com a situação de emergência a agravar-se em Espanha, a Dorna
poderá, novamente, ter de ser obrigada a rever a realização dessa prova e
reorganizar o calendário 2020 do Mundial de Velocidade.
andardemoto.pt @ 16-3-2020 11:06:17
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