Tomás Alonso termina “wildcard” nas Supersport300 com um 22º lugar em Portimão
O piloto português marcou presença nas corridas do Mundial Supersport 300 que fizeram parte do programa do Mundial Superbike em Portimão. Tomás Alonso mostrou andamento para discutir as melhores posições numa participação como “wildcard” em que obteve o 22º lugar na segunda corrida.
andardemoto.pt @ 10-8-2020 18:21:21
Já
tendo alguma experiência em competir no Mundial Supersport 300, o português
Tomás Alonso, agora a competir a tempo inteiro na mesma categoria mas no
Campeonato Nacional de Velocidade, onde é um dos candidatos ao título,
aproveitou a passagem deste mundial pelo Autódromo Internacional do Algarve
para mostrar o seu talento.
Com cerca de 60 pilotos inscritos e com motos que garantem uma enorme
competitividade em todas as corridas, esta participação enquanto “wildcard” de
Tomás Alonso fechou de forma bastante positiva.
Conforme já aqui tínhamos referido,
o piloto português, aos comandos de uma Kawasaki Ninja 400, esteve quase
perfeito na sua sessão de qualificação do grupo B. Realizou o terceiro melhor
registo, o que lhe permitiu então poder tentar uma boa posição na grelha de
partida para as corridas das SSP300.
Não apenas teve de se adaptar aos pneus slick usados nesta categoria, como teve
também de afinar a Kawasaki que lhe foi cedida por David Salom. Infelizmente o
piloto português errou na escolha da transmissão, tendo arrancado na parte
final da grelha de partida.
Logo na primeira volta da Corrida 1, Tomás Alonso exagerou na trajetória
escolhida e acabou por se ver envolvido num incidente com mais pilotos, tendo
dado por terminada a sua corrida.
No “warm up” para a segunda corrida, Tomás Alonso e a sua equipa conseguiram
encontrar uma melhor escolha ao nível da relação de transmissão para maximizar
a velocidade na longa reta do Autódromo Internacional do Algarve. O 9º melhor
tempo nessa sessão de aquecimento era um bom indicador.
No entanto, o vento, tão característico na zona onde se localiza o circuito
algarvio, acabou por inutilizar a escolha de uma transmissão mais longa. Assim,
com o vento de frente a impedir a Kawasaki Ninja 400 de chegar ao seu limite,
Tomás Alonso teve de batalhar com rivais experientes e com outros argumentos
técnicos aos comandos de uma moto que de repente ficou com uma transmissão
demasiado longa.
Mostrou um bom ritmo de corrida, e o piloto português cruzou a linha de meta na
22ª posição, a poucas milésimas dos pilotos que seguiam à sua frente.
Depois de ter voltado, ainda que temporariamente, ao Mundial Supersport 300,
Tomás Alonso está agora novamente focado na sua participação no CNV Moto.
Fotos: HP Motores
andardemoto.pt @ 10-8-2020 18:21:21
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