MotoGP 2021 – Confirma-se a rotação de Grandes Prémios na Península Ibérica
O Circuito de Jerez Ángel Nieto foi o mais recente traçado a chegar a acordo com a Dorna. O traçado andaluz garante um lugar no calendário até 2026, confirmando-se a rotação de Grandes Prémios na Península Ibérica.
andardemoto.pt @ 23-4-2021 10:50:07
Com a
Dorna e Carmelo Ezpeleta muito interessados no alargar do calendário do Mundial
de Velocidade para um total de 22 Grandes Prémios por ano a partir de 2022, os
diversos países e circuitos têm mantido com o promotor do mundial diversas
negociações, em que o intuito é de garantirem a sua posição nesta competição
que atrai milhões de espectadores e fãs.
O mais recente circuito a garantir a sua presença até 2026 no Mundial de
Velocidade é o traçado andaluz Jerez Ángel Nieto.
A responsável máxima pela autarquia de Jerez, Mamen Sánchez, acompanhada pelo
vicepresidente da junta da Andaluzia, Juan Marín, reuniram-se com a Dorna esta
semana e alcançaram um acordo que permite que o circuito continue a receber as
três categorias do Mundial de Velocidade.
Mamen Sánchez coloca assim um ponto final nas especulações que apontavam para o
risco do circuito Jerez Ángel Nieto ficar fora do calendário de MotoGP em
breve. Porém, o acordo agora alcançado, confirma aquilo que Ezpeleta há muito
tinha anunciado: a rotação de Grandes Prémios na Península Ibérica.
Espanha e Portugal acolhem um total de cinco rondas do Mundial de Velocidade. É
um número exagerado, de acordo com os objetivos da Dorna de levar esta
competição a novos países e mantendo o limite de 22 Grandes Prémios por ano.
A solução encontrada pelas partes envolvidas foi realizar uma rotação das
rondas ibéricas. O que é que isto significa? Por exemplo, e de acordo com o
anunciado pela responsável da autarquia da Jerez, isso significa que o circuito
local acolhe nos próximos cinco anos um Grande Prémio em 2022, 2023 e 2025.
Nos anos em que não tem lugar no calendário, 2024 e 2026, em vez de Jerez Ángel
Nieto, Espanha terá outro circuito no seu lugar. Nesta rotação espanhola entram
os circuitos de Montmeló em Barcelona, Motorland Aragón em Aragão, e ainda o
Ricardo Tormo em Valência. Este último tem o seu lugar garantido em 2022, mas
até 2026 apenas será palco de uma corrida de MotoGP por duas ocasiões, e sempre
a fechar a temporada.
Nesta equação de rotação de Grandes Prémios na Península Ibérica entra também o
Autódromo Internacional do Algarve.
Considerado o melhor Grande Prémio de 2020, distinção que foi entregue a Paulo
Pinheiro, responsável pelo circuito português, durante a recente ronda lusa do Mundial de Velocidade, o GP de
Portugal já estava na “calha” para integrar o calendário do mundial. Mas com a
Dorna a querer levar o espetáculo da categoria rainha a novos países, Portugal
também poderá receber de forma alternada esta competição.
Há no entanto que ter em conta que a Dorna poderá apenas querer a rotação dos Grandes Prémios em Espanha. Isso significaria que o Autódromo Internacional do Algarve estaria sempre presente no calendário, e dos atuais quatro circuitos espanhóis, apenas dois seriam incluídos em cada temporada do Mundial de Velocidade.
O objetivo final da Dorna é que na Península Ibérica se realizem no máximo três
Grandes Prémios por ano. Com cinco circuitos – quatro em Espanha e um em Portugal
– prontos a acolher estas provas, haverá sempre dois circuitos que numa
determinada temporada ficam fora do calendário.
Este é um momento de grandes mudanças em termos de calendário do Mundial de
Velocidade.
O plano delineado por Carmelo Ezpeleta e a sua equipa da Dorna está finalmente
a concretizar-se. A Finlândia estreia-se já em 2021 com o seu Grande Prémio a
11 de julho. Depois, em 2022, será a vez da Indonésia e também do regresso ao
Brasil. E a Hungria também já chegou a acordo com a Dorna para receber uma
ronda do calendário, neste caso a partir de 2023.
andardemoto.pt @ 23-4-2021 10:50:07
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