SBK, 2023 - As SBK aterram em Philip Island
Factos chave para a Primeira Ronda
A pré-época está oficialmente terminada e agora, há pontos a
ganhar - quais são as maiores manchetes no começo do ano?
andardemoto.pt @ 22-2-2023 11:08:41 - Paulo Araújo
O trio titânico: juntos novamente em 2023, ainda mais feroz do que nunca
As conversas pararam, está na altura de passar à ação; o Campeonato Mundial de Superbike Motul 2023 está pronto para uma nova luta pelo título, com a ronda Grand Ridge Brewery Australia a dar início à época a sério.
No Circuito de Grande Prémio de Phillip Island já assistimos a batalhas sem tréguas até à bandeira xadrez, e o alinhamento deste ano é um dos mais fortes alguma vez vistos.
A lista de potenciais vencedores e candidatos ao pódio estende-se a dois dígitos.
Três Campeões do Mundo diferentes (acima, Rea) de três países diferentes (Espanha, Turquia e Reino Unido), representando três fabricantes diferentes (Ducati, Yamaha, Kawasaki) e com três configurações de motores diferentes (V4, 4 em linha, 4 em linha com cambota desfasada)...
O atual Campeão do Mundo Álvaro Bautista (acima, Ducati Aruba) começa 2023 como favorito, com o número 1 na frente da sua Ducati.
No entanto, terá réplica do Campeão de 2021 Toprak Razgatlioğlu (Pata Yamaha Prometeon) e do seis-vezes Campeão Jonathan Rea (Kawasaki Racing).
Uma das mais ferozes rivalidades a três do motociclismo continua em 2023 e, tendo os três vencido em Phillip Island nas duas últimas visitas ao circuito, qualquer palpite é válido sobre quem irá brilhar de novo.
A forma do teste aponta para Bautista, com os seus rivais de 2022 a precisarem de um passo mais, mas pode sempre mudar.
Quando a Corrida 1 começar, Rea tornar-se-á o piloto das SBK com o maior número de partidas, e continuará a bater recordes.
Uma especificação atualizada do motor pode ajudar também.
Os testes sugerem que o trio titânico podem ser quatro... ou mais
Um top três constante ao longo dos testes e mesmo das sessões fizeram o colega de equipa de Bautista, Michael Ruben Rinaldi (acima, Ducati Aruba) uma espécie de revelação na pré-época.
Com uma nova abordagem de treino, ele parece ter misturado o ritmo eléctrico de 2021 com a consistência de 2022 para se tornar num pacote muito mais completo.
A equipa da fábrica da Ducati tem estado a conquistar tudo ao longo dos testes, mas será que vai continuar? Também não há que contar apenas com Rinaldi, Andrea Locatelli (Pata Yamaha Prometeon) está logo a seguir.
Um teste muito forte de Portimão precedeu o de Phillip Island, onde o Campeão das SSP de 2020 foi consistentemente a Yamaha de topo.
Haverá uma nova ordem no horizonte? Além da dupla italiana, o teste de Phillip Island também nos mostrou que Philipp Oettl (Team GoEleven) continua a crescer em estatura e pode ter uma palavra a dizer nos seis primeiros ao longo do fim-de-semana.
Bem-vindos às SBK para Gardner, Aegerter e Petrucci
No que é uma época de estreantes rápidos nas SBK, nenhum é muito mais credenciado do que o Campeão Mundial de Moto2 de 2021 Remy Gardner (acima, GYTR Yamaha GRT), ou o seu companheiro de equipa, duplo Campeão Mundial de SSP Dominique Aegerter, ou ainda o múltiplo Vencedor de Grande Prémio em MotoGP, Danilo Petrucci (Barni Spark Racing).
Começando com Gardner, o filho do primeiro Australiano Campeão Mundial de 500 hasteia a bandeira em casa e vai sentir o peso de uma nação, no centro das atenções para a sua estreia nas SBK.
Aegerter tem sido rápido nos testes, terminando 2º no segundo dia em Phillip Island e foi um vencedor nas SSP no circuito em 2022.
Petrucci também tem experiência passada, mas precisa de encontrar algum desempenho para acompanhar os seus rivais.
O italiano Lorenzo Baldassarri (Yamaha GMT94) e o brasileiro Eric Granado (MIE Honda Racing) também estreiam, com o objetivo de obter pontos sólidos.
Grandes nomes a jogar à apanhada
Apesar de uma variedade de atualizações, Iker Lecuona (acima, Team HRC) e a Honda lutaram para encontrar um ponto doce no teste, com Lecuona a aclimatar-se também à Superbike no circuito pela primeira vez depois de ter falhado a ronda com lesões no ano passado.
O colega de equipa Xavi Vierge também ficou atrás e fora dos dez primeiros, enquanto Lecuona terminou em oitavo lugar.
Contudo, não houve representação nos dez primeiros para a BMW, uma vez que o seu melhor piloto nos tempos de testes combinados foi Michael van der Mark (ROKiT BMW Motorrad) em 12º, e que o companheiro de equipa Scott Redding foi 14º.
Todos os quatro pilotos da BMW têm nova aerodinâmica e uma variedade de outras atualizações, e não esquecer que Loris Baz (Bonovo Action BMW) tem um novo colega de equipa em Garrett Gerloff para 2023, com o americano a segunda BMW mais rápida no teste final.
Um piloto de fábrica que talvez não se esperasse que estivesse tão abaixo dos tempos em Phillip Island foi Alex Lowes (Kawasaki Racing).
De facto, o seu companheiro de equipa Jonathan Rea foi a única Kawasaki dentro das 14 primeiras posições, com Lowes em 15º. Vencedor de uma corrida no verde Kawasaki na Austrália há três anos atrás, Lowes espera um passo em frente para retomar de onde parou no ano passado.
Os restantes: potencial enigmático
O piloto mais bem colocado após o Teste Oficial de Phillip Island ainda por mencionar é Axel Bassani (Motocorsa Racing). O simpático italiano terá a Ducati de 2023, mas teve uma pré-época tranquila quando voltou à pista, e uma queda com Petrucci no último dia de testes não terá ajudado.
Depois há Tom Sykes (acima, Kawasaki Puccetti Racing) que regressa numa Kawasaki ZX-10RR após um ano de distância.
O carismático britânico teve algumas quedas durante os testes e ainda não se apresentou muito acima da ordem...
Oliver Konig (Orelac Racing VerdNatura) tem muito potencial e obteve ganhos na época baixa, e parece começar o seu ano em alta, tal como o piloto malaio Hafizh Syahrin (MIE Honda), com ambos de volta para uma segunda temporada completa.
andardemoto.pt @ 22-2-2023 11:08:41 - Paulo Araújo
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