Dakar 2024 - Patrão em regresso triunfal

Venceu classe Veteranos

Mário Patrão regressou do Dakar em apoteose, depois de vencer a classe de Veteranos a caminho de um 29º final, e falou do seu Dakar na sede do Crédito Agrícola em Lisboa

andardemoto.pt @ 26-1-2024 10:17:29 - Paulo Araújo

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O piloto recebeu a comunicação social e apoiantes na sede central do seu patrocinador tradicional, Caixa Agrícola, cujo administrador, Engº Licínio Pina, salientou a aposta estratégica num piloto, que, afinal, sendo natural de Seia, tipifica o interior de Portugal, e cujos sucessos continuados têm ajudado a pôr o banco português no mapa.

O próprio Patrão caracterizou este Dakar como “...muito duro, muita areia, muito pedra... muito de tudo!” e tentou explicar o seu domínio da classe para pilotos com mais de 45 anos, em que deixou o 2º de 28 concorrentes a quase 6 horas, quando afirmou:

“Talvez os meus rivais tenham começado a correr aos 5 anos, e têm agora 40 anos de mazelas acumuladas... o Mário Patrão (referindo-se a si próprio com humor na 3ª pessoa) começou tarde e portanto estou talvez em melhor condição física!”


Falando mais a sério, referiu a estratégia de prudência seguida:

“Ainda dei umas valentes quedas, que me apanharam de surpresa, mas estive sempre à defesa... podia andar mais rápido, arriscando mais, mas no final, qual é a diferença entre terminar em 20º ou 21º?”

Nesse aspeto, justificou a aposta na Honda, quando disse:

“A moto, que desconhecia totalmente, (foi como ir fazer um Dakar freestyle, sem ter ensaiado a  moto) é baseada numa CRF e muito curta, o que me permitiu por vezes evitar pedras a alta velocidade graças à maneabilidade e capacidade de desviar a frente... Uma moto construída para Rali é mais longa, mais estável a alta velocidade, mas mais difícil de desviar... à velocidade que vamos, nem sempre temos tempo!”


Para mais, Patrão está convencido que acabou por ser um desenvolvedor de luxo para a Honda, com a moto usada agora no Japão para observação:

“Penso que a ideia da Honda será fazer uma moto cliente, ou para venda, ou aluguer a equipas, não é como uma moto de fábrica, que não se pode adquirir seja com que dinheiro for”

“Já lhes dei muito feedback, como por exemplo, eles adicionaram uma 6ª à caixa, mas deixaram a 1ª, 2ª e 3ª muito juntas, pelo que nunca usei a primeira, que portanto, não estava lá a fazer nada!”

“Ao aceitar a proposta da Honda, e a assistência, acabei por não ir na categoria Malle Moto, que me permitiu ir mais descansado, mas expliquei à Honda que isso nunca podia sair dos meus bolsos porque inviabilizaria a participação! A moto só levou culassa e pistão depois da etapa das 48 horas, de resto foi espetacular!”


andardemoto.pt @ 26-1-2024 10:17:29 - Paulo Araújo


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