MotoGP 2024, Qatar - Pirelli estreia nas Moto2 e 3

Novo desafio

Durante o fim-de-semana, o Circuito Internacional de Lusail, no Qatar, irá acolher o primeiro Grande Prémio da 75ª temporada do Mundial de Velocidade, onde a Pirelli se estreia como fornecedor oficial e exclusivo de pneus para as classes Moto2 e Moto3, substituindo a Dunlop.

andardemoto.pt @ 5-3-2024 14:33:13 - Paulo Araújo

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A Pirelli disponibilizará a sua gama de pneus DIABLO Superbike slick e DIABLO Rain para ambas as classes, em linha com a sua filosofia "Vendemos aquilo com que corremos, corremos com o que vendemos", que prevê a utilização não de protótipos, mas de pneus standard que podem ser comprados por todos os motociclistas.

Lusail é um circuito que esconde vários desafios para os pneus, devido à presença de areia proveniente do deserto e às mudanças de temperatura, para além de uma nova superfície construída em 2023.

A Pirelli vai enfrentá-los contando com a alocação padrão planeada para 2024 para as duas classes, com a adição de uma solução de desenvolvimento traseiro dedicada apenas aos pilotos de Moto3.

A alocação de pneus padrão para a temporada de 2024 inclui os DIABLO Superbike slick, na frente nos compostos SC1 (macio) e SC2 (médio) para ambas as classes, na traseira nos compostos SC0 (macio) e SC1 (médio) para Moto2 e SC1 e SC2 para Moto3.


Depois há a solução DIABLO Rain para piso molhado no composto SCR1, tanto para a frente como para trás. Para o Grande Prémio do Qatar, os pilotos de Moto3 também terão um composto traseiro de desenvolvimento com a especificação C1096, uma solução mais dura do que as outras que poderá revelar-se valiosa se a severidade do asfalto afetar significativamente o desgaste, especialmente nas primeiras sessões.

Em termos de severidade para os pneus, Lusail é um circuito bastante exigente e o novo asfalto construído em 2023 revelou-se particularmente agressivo. Mesmo a presença de lancis com uma forma piramidal particular na parte mais exterior pode constituir um desafio para os pneus, ainda que este aspeto diga mais respeito aos automóveis porque as motos não percorrem trajetórias tão largas.

Apesar da presença de zonas verdes especialmente construídas à volta do circuito, a areia do deserto transportada pelo vento chega ao asfalto da pista, contribuindo para que as motos deslizem mais e, consequentemente, gerando desgaste e granulação nos pneus, sobretudo nas primeiras sessões.


No entanto, o circuito de Lusail apresenta uma boa evolução, que será ainda mais acentuada do que no passado pela presença do novo asfalto. Dado que a pista é pouco utilizada durante o ano, nas primeiras sessões de sexta-feira, os pneus deparam-se frequentemente com um asfalto com muita areia e que oferece pouca aderência.

À medida que mais borracha é colocada na pista, a situação melhora, mas há sempre a possibilidade de um retrocesso se, durante a noite, houver muito vento que traga areia de volta à pista ou, probabilidade mais remota, se chover.

Alterações térmicas são outro fator, pois ao longo dos três dias, os pilotos de Moto2 e Moto3 vão entrar em pista a horas diferentes ao longo do dia, aproximadamente entre as 12h e as 20h. Embora neste período do ano a variação de temperatura no Qatar seja menos evidente do que noutros meses do ano, a flutuação das temperaturas do asfalto pode mesmo ultrapassar os 10 graus Celsius entre as sessões do início da tarde e as do final do dia, influenciando a escolha e o desgaste dos pneus.


andardemoto.pt @ 5-3-2024 14:33:13 - Paulo Araújo


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