MotoGP 2024 - Antevisão GP França

Le Mans aguarda

A MotoGP chega ao tradicionalmente chuvoso GP de França em Le Mans com muitas interrogações em cima da mesa, algumas a ver com a competição, mas outras nem tanto.

andardemoto.pt @ 8-5-2024 10:33:00 - Paulo Araújo

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No ano passado, o MotoGP de França registou um recorde de 278.805 espectadores, incluindo 116.692 no dia da corrida, pelo que, chuva ou não, é um dos eventos clássicos da época.

No topo do Campeonato, Jorge Martin ainda mantém a liderança, por 17 pontos sobre Bagnaia, mas após alguns resultados menos espetaculares, o atual Campeão parece ter recuperado com um golpe de mestre ao vencer em Jerez contra a queda de Martin, que no entanto ganhou no Sprint.

Mais relevante, atrás deste dois perfilam-se uma série de pilotos em grande forma, com um mais discreto Bastianini ainda terceiro, mas a ser apanhado pela sensação Pedro Acosta, pelo renovado Viñales e por um Marc Márquez que parece rejuvenescido.


O estreante Pedro Acosta chega ao que é a ronda de casa da Tech3, única equipa de MotoGP sediada em França, ansioso por corrigir a difícil corrida de Jerez, enquanto Augusto Fernández regressa ao palco da sua melhor corrida na categoria rainha.

Depois dos pódios dos Grandes Prémios em Portimão e no COTA, e depois de um segundo lugar no Sprint, o ímpeto de Acosta foi interrompido com um grande acidente no warm-up de domingo de manhã em Jerez.

Seguindo a ordem, Binder, agora em sétimo, parece ter perdido algum do ímpeto inicial que o viu perto do tipo da tabela antes, e rumores de uma possível troca com Acosta para a equipa oficial podem não estar a ajudar.

Bezzecchi e DiGiannantonio ora brilham ora se afundam e precisam de começar a mostrar consistência.


Aleix Espargaró, a uns dias de fazer 35 anos possivelmente na sua última época de MotoGP, não tem tirado o rendimento de outras épocas da sua Aprilia e o prospeto da adoção de um americano na satélite Trackside poder trazer Oliveira à formação oficial deve parecer muito real, menos aos mal-dizentes que já dão Miguel como acabado por ainda não ter ganho numa moto nova, com uma equipa nova e inexperiente num ano de grandes mudanças.

Um bom resultado em Le Mans, onde sempre foi forte salvo azares, poderia catapultar Oliveira para o Top 10 do Campeonato, e com uma série de corridas na calha a seguir em circuitos onde é muito forte, como Barcelona, Assen ou Misano, pode bem ser o começo da sua ascensão.

Porém, há outros a querer mostrar serviço, como Quartararo, recém-tornado no piloto mais bem pago da grelha além de correr em frente dos seus fans de casa, ou Miller e ainda Rins, ambos com resultados medíocres recentes a tentar provar que merecem um lugar numa formação oficial, especialmente se a Yamaha e Honda, neste momento as vassouras do pelotão, voltarem à competitividade.




andardemoto.pt @ 8-5-2024 10:33:00 - Paulo Araújo


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