MotoGP 2025 - Catalunha - Marquez sim, mas o outro…
É até uma injustiça não citar o nome de Alex no título deste artigo. O - quase sempre citado como - irmão de Marc Marquez venceu o GP da Catalunha com classe e determinação, à frente do atual maior fenómeno do motociclismo desportivo.
andardemoto.pt @ 9-9-2025 12:57:53 - Vitor Sousa
Sim, é verdade, na Sprint Alex podia ter vencido e não o fez. Caíu quando estava tranquilamente no comando (terá descontraído em demasia?...) e não conseguiu, dessa forma, ser o único piloto nesta temporada a fazer a “dobradinha” num fim de semana para além de… Marc Marquez.
Uma coisa é certa, tendo ainda conquistado a pole-position, Alex recordou-nos a todos o excelente piloto que é, o forte candidato ao vice-campeonato que se assume e que, apesar do discurso mais simplista, a versão GP24 da Ducati é, ainda, uma excelente moto, capaz de vencer corridas, sejam elas curtas ou longas. Foi, aliás, uma moto bem mais à vontade com o versátil traçado da Catalunha do que a GP25… e isso apesar da vitória de Marc na Sprint (8ª consecutiva, 14 num total de 15…), do seu segundo lugar no GP e do pódio de Fabio Di Giannantonio na tarde de sábado.
No final, a festa fez-se em família, com os dois irmãos a celebrarem não como adversários, rivais, ou até colegas de marca, apenas só - e que bonito foi - como irmãos.
Mais uma vez, Francesco Bagnaia passou pelas chamas do inferno. Uma qualificação miserável (P21), uma Sprint difícil (P14) e algum tipo de redenção apenas na corrida de domingo (P7 após grande recuperação desde os fundos da grelha de partida)... isto após ter garantido no final da jornada de Balaton Park que tinha, finalmente, encontrado algo que o voltaria a tornar competitivo…
Um caso de estudo neste Campeonato do Mundo que terá explicações técnicas, motivacionais e outras… Dificilmente, ao permanecer nesta incerteza e irregularidade, ‘Pecco’ Bagnaia poderá acalentar alguma esperanças na conquista do segundo lugar do Campeonato. Pelo contrário, terá mesmo de se preocupar com a manutenção do terceiro que atualmente ocupa.
Se o fim de semana fechou (aliás, logo no sábado…) com a conquista do sexto título mundial de construtores consecutivo para a Ducati, a sete (!!!) provas do fim da temporada, será justo sublinhar o bom desempenho conseguido pelo conjunto das três KTM em prova (a de Viñales, por motivos de dificuldade física do piloto teria que ser, logicamente, excluída).
As motos austríacas parecem ter encontrado terreno propício ao revelar das suas qualidades. Com as mais recentes alterações aerodinâmicas e algum consenso entre os pilotos das duas estruturas (oficial e Tech3), fizeram em Barcelona uma das melhores corridas da época, num circuito que pedia versatilidade e equilíbrio por parte das motos.
Na Sprint falharam o pódio, mas acabaram P4 (Acosta), P5 (Bastianini) e P6 (Binder). No GP, Enea Bastianini conseguiu o seu primeiro pódio com a marca, concluindo uma corrida onde repetiu a luta da véspera com Acosta (vítima da escolha arrojada de um pneu macio para a roda traseira), tendo ficado Binder pelo caminho.
Vítimas de fogosidades alheias, os pilotos da equipa oficial da Aprilia pouco tiveram para oferecer, mas a marca italiana voltou a ter em Ai Ougura, da equipa Trackhouse, o seu melhor homem (P9 na Sprint, P6 no GP), confirmando um desempenho que poderá valer algo mais na próxima etapa do campeonato, em Misano.
Melhor Oliveira… de saída
É quase sempre assim, o destino encontra estranhas formas de equilibrar os acontecimentos. O destino, a casualidade ou as circunstâncias fizeram com que no fim de semana em que a Yamaha oficializou a dispensa de Miguel Oliveira no final do ano, ao confirmar a assinatura de Jack Miller como companheiro de Toprak Razgatioglu para 2026.
O piloto português assinou a sua melhor exibição aos comandos da pouco promissora Yamaha M1. è certo que voltou a qualificar mal (P16), mas na logo na Sprint ficou à porta dos pontos, depois de ceder o P9 a Ogura já perto da bandeira de xadrez, enquanto no Grande Prémio terminou P9 e foi, nas duas ocasiões o segundo melhor piloto da Yamaha.
Nem Miller, nem especialmente Rins, tiveram argumentos para o português, o que ainda mais sublinha a injustiça da decisão. Quartararo, esse, é um caso à parte e conseguiu um belo resultado de conjunto depois de uma série de provas para esquecer: P2 na qualificação, atrás do intratável Alex, P2 na Sprint atrás do ‘alien’ Marc e P5 no Grande Prémio. Será para continuar, ou irá de novo desaparecer?
Respostas a partir da próxima semana no circuito Marco Simoncelli, em Misano.
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andardemoto.pt @ 9-9-2025 12:57:53 - Vitor Sousa
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