Conflito no Médio Oriente ameaça GP do Qatar: Ezpeleta admite "Plano B" para o MotoGP

A escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irão coloca em risco a quarta ronda do mundial. Carmelo Ezpeleta, CEO da Dorna, confirma contactos permanentes com as autoridades locais e não descarta o adiamento da prova.

andardemoto.pt @ 9-3-2026 17:00:00

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A realização do Grande Prémio do Qatar, agendado para o próximo dia 12 de abril, está sob forte incerteza. O agravamento do conflito militar na região, desencadeado pelos recentes ataques preventivos dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, gerou uma onda de instabilidade que já afeta diretamente a logística e a segurança dos grandes eventos desportivos internacionais.

O líder máximo do MotoGP, Carmelo Ezpeleta, quebrou o silêncio sobre a viabilidade da prova em Losail, admitindo que o cenário atual obriga a uma monitorização constante. "Temos de esperar. Não posso afirmar neste momento que não iremos, mas estamos em conversações com o Qatar desde domingo e tomaremos uma decisão em breve", afirmou o executivo à imprensa.

A crise ultrapassou as fronteiras diplomáticas com o disparo de mísseis e drones iranianos contra aliados dos Estados Unidos na região, incluindo a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o próprio Qatar. Além do risco direto de segurança, a modalidade enfrenta desafios logísticos sem precedentes:

- Espaço Aéreo e Marítimo: O encerramento do Estreito de Ormuz pela Marinha iraniana e as restrições no espaço aéreo regional dificultam o transporte de toneladas de equipamento das equipas;
- Infraestruturas Energéticas: O ataque a instalações da Saudi Aramco - parceiro estratégico da Liberty Media (proprietária do MotoGP e F1) - acentuou a gravidade da situação económica e operacional.


Apesar da pressão, Ezpeleta assegura que a organização está preparada para reagir. "Se há possibilidade de ocorrer noutra data? Não se preocupem, temos sempre um plano B", garantiu, afastando, no entanto, a hipótese de substituir o Qatar por outro circuito no imediato. O objetivo passa por tentar encaixar a prova num momento posterior da temporada, caso as condições de segurança melhorem.

Especialistas do setor alertam que, se o conflito evoluir de operações de ataque limitado para uma ocupação terrestre prolongada, a logística global do MotoGP poderá sofrer alterações profundas em todas as rondas fora da Europa, obrigando as equipas a um esforço suplementar para garantir o abastecimento e a prontidão técnica.

Para já, a caravana do mundial aguarda por desenvolvimentos diplomáticos, com a data de 12 de abril sob o mais rigoroso escrutínio.

andardemoto.pt @ 9-3-2026 17:00:00


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