Teste Triumph Bonneville Bobber Black- Aumentar a paixão
Uma estrela da constelação Bonneville que agora chega ao nosso mercado completamente revista. Mais eficaz, mas com o mesmo charme típico de uma clássica moderna que honra os pergaminhos da marca inglesa.
andardemoto.pt @ 15-4-2018 00:53:59 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: ToZé Canaveira
A Triumph, com a Bonneville Bobber, criou um “best seller” inesperado.
A coqueluche da marca inglesa, lançada há pouco mais de um ano, e que o andardemoto.pt teve a oportunidade de então testar (clique aqui para ver “A Razão da Paixão” ), foi o maior sucesso de vendas da Triumph desde que esta começou a produzir motos, em 1902.
Foi o modelo que mais motos vendeu imediatamente após o seu lançamento, batendo verdadeiros ícones da marca como a Daytona ou a Speed Triple. De tal forma a procura foi intensa que, para 2018, a Triumph vai duplicar a quantidade de unidades produzidas em 2017.
Talvez para que as vendas não percam a embalagem, ou porque ao querer desenvolver a nova Speedmaster a partir da mesma plataforma, a Triumph teve que “mexer” um pouco na sua configuração, em final de 2017 foi anunciada uma nova Bonneville Bobber: A Bobber Black.
O que nos traz de novo?
Pois é precisamente isso que que aqui vou tratar. Aproveitando um intervalo no mau tempo, vesti o blusão de cabedal e lá parti para um “pequeno” teste em redor da nossa bela e esburacada Capital.
E realço o “esburacada” para, desde já, fazer menção ao aspecto mais negativo que encontrei na Bobber: a suspensão traseira. Em certos tipos de piso, aquele amortecedor, aliado àquela posição de condução, é realmente uma ameaça para qualquer coluna cervical.
É o preço a pagar por viver em Portugal, onde as nossas taxas sobre a mobilidade vão para qualquer outro lado que não a reparação do piso das nossas redes viárias, e pela reduzida altura do assento, que torna a traseira da moto também ela muito baixa, super acessível a motociclistas de baixa estatura e visualmente muito atractiva.
Mas se a inerente reduzida dimensão do amortecedor, entalado entre o cantilever do braço oscilante e o quadro, por debaixo do assento, não contribui para um grande nível de conforto, faz maravilhas ao comportamento dinâmico, caso o asfalto seja bom.
No entanto há no mercado soluções (mais caras é claro) que permitem tornar menos dolorosa a experiência de condução, e a prová-lo está o facto de a marca vender um amortecedor opcional, a gás, fabricado pela Fox, que além de oferecer regulação, deverá melhorar substancialmente o conforto.
Pelo lado positivo há, no entanto, bastantes aspectos a realçar. O primeiro é a travagem. Se em andamentos mais vivos, permitidos pela excelente ciclística e pela disponibilidade do motor “High Torque” de 1200cc, a Bobber original acusava alguma dificuldade e fadiga, o novo duplo disco de travão na roda dianteira, com pinças Brembo em vez das Nissin da versão original, eleva a parada para níveis muito bons.
Para compensar a carga de uma travagem muito mais assertiva, a Bobber Black está dotada de uma forquilha mais robusta, com jarras de 47mm de diâmetro, facto que também oferece melhoria no comportamento dinâmico. A forquilha da Bobber original é a mesma que equipa a Bonneville T120 e tem um diâmetro de apenas 41 mm.
O “feeling” de condução, dominado pela suavidade de funcionamento e de entrega de potência do motor, foi ainda substancialmente melhorado com a instalação na roda da frente de uma jante de 16 polegadas, em vez de 19 polegadas, como na versão original, e calçada com um pneu mais “gordo”.
Outra novidade é o controlo automático de velocidade. O Cruise Control de botão único revelou-se extremamente fácil de utilizar, e é de uma simplicidade quase desconcertante já que basta apenas premi-lo a primeira vez para que fique activo, e depois premir outra vez para fixar a velocidade pretendida. Não há mais botões nem funções. E chega perfeitamente!
O farol em LED com luzes de alto brilho para circulação diurna (DRL), que causam um efeito bastante interessante, é outra novidade desta Bobber Black.
De resto fica tudo na mesma: controlo de tracção desligável, assento e painel de instrumentos ajustáveis, depósito com capacidade para pouco mais de 9 litros de combustível, assento “solo”, e uma excelente qualidade de construção com um nível de acabamentos acima da média.
Se está à procura de uma moto exclusiva, diferente e altamente personalizável, para as suas escapadelas terapêuticas ou mesmo para uma utilização urbana diária, então não pode deixar de se dirigir a um dos concessionários Triumph e fazer um “test-ride”.
É que a paixão tem, agora, ainda mais razões!
Veja a Triumph Bonneville Bobber Black em pormenor:
Equipamento:
Neste teste usámos equipamento de segurança composto por:
andardemoto.pt @ 15-4-2018 00:53:59 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: ToZé Canaveira
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