Alternativa de sucesso
O aumento crescente do preço dos combustíveis, dos impostos, a falta de estacionamento nas grandes cidades e as horas perdidas no trânsito têm sido elementos determinantes para que cada vez mais automobilistas deixem o automóvel em casa e passem a deslocar-se sobre duas rodas.
andardemoto.pt @ 28-9-2012 17:22:33
O aumento crescente do preço dos combustíveis, dos impostos, a falta de estacionamento nas grandes cidades e as horas perdidas no trânsito têm sido elementos determinantes para que cada vez mais automobilistas deixem o automóvel em casa e passem a deslocar-se sobre duas rodas. É pelo menos esta a convicção de João Fernandes, relações públicas da marca Honda em Portugal. “Noutros países da Europa existe uma cultura social da utilização da moto e uma preocupação ambiental muito mais antiga do que a nossa. Por cá, o uso do motociclo tem sido uma forma eficaz que as pessoas encontram de conseguir poupar algum dinheiro.”
Se há alguns anos, era comum existirem dois automóveis por família, esta tendência mudou. Nas gerações mais novas, a moto tornou-se numa alternativa ao segundo automóvel: “O homem abdicou de ter o segundo automóvel. Comprou uma pequena moto, uma scooter de 125 cc, cuja carta B o habilita a conduzir, e passou a deslocar-se, preferencialmente, de moto, enquanto a mulher continuou a usar o automóvel para se deslocar e ir levar as crianças à escola. É esse o dia a dia”, constata João Fernandes.
Se por um lado as vendas das motos até 125 cc continuam em ascensão, o mercado automóvel está a viver a maior crise de que há memória, com quebras de vendas na ordem dos 40 por cento. Para o responsável de comunicação, esta contração no mercado automóvel não implica a expansão no mercado das motos, pois sempre existiram duas culturas diferentes por parte do automobilista e do motociclista. Contudo, também este é um mercado em transformação e João Fernandes afirma que a realidade atual é a de que cada vez mais utilizadores de carro optam por comprar uma moto, ao invés de um automóvel novo.
Em todos os segmentos de motos, a Honda revelou subidas nas vendas e uma quota de mercado respeitável aos olhos da concorrência. “Gosto de pensar que tivemos a estratégia adequada. Todas as marcas estão, efectivamente, em queda e nós conseguimos mês após mês surpreender-nos”, revela João Fernandes.
Compreender as necessidades do consumidor é meio caminho para o sucesso e o mercado das motos não é excepção. O lançamento dos 3 modelos NC no mercado de mais de 125cc foi uma aposta ganha. “Segundo os estudos que fizemos, apresentámos aquilo que o português precisa”, constata. O baixo consumo, o preço e a manutenção são factores decisivos no momento da compra. Se a tudo isso se juntar a notoriedade da marca, consegue-se o produto que o consumidor procura. Uma fórmula de sucesso, que é garantida com base no posicionamento global da marca e nas sinergias geradas pelas fábricas em todo o mundo.
PCX é a scooter mais vendida da Europa
Quando falamos na Honda, é incontornável falarmos no fenómeno PCX, uma moto de 125 cc que tem batido recordes de vendas por toda a Europa. Ao ser questionado sobre se era este o retorno esperado, não hesita em admitir que suplantou todas as expectativas. “Em maio deste ano fizemos dois anos de comercialização do modelo e, nesse momento, já tínhamos atingido 4000 matrículas.” É um produto apelativo aos olhos do cliente, pois tem um design leve, jovem e é a primeira moto a apresentar o sistema Start & Stop. Além da inovação, tem espaço de bagagem debaixo do banco e carrega consigo um lema: “Conhece as pessoas mais simpáticas do mundo!”.
Sempre atenta às necessidades do cliente, a Honda tem apostado numa mensagem dirigida a um público muito específico: os automobilistas. Para isso, investiu na promoção das inúmeras vantagens existentes nesta escolha, trabalhou a imagem da escola de pilotagem (única em Portugal) e mantém uma forte aposta na importância da segurança passiva e da utilização do equipamento adequado. “Não é por acaso que todas as nossas publicidades têm pessoas equipadas com luvas e blusões. Não queremos associar a imagem da Honda a uma utilização despreocupada e irresponsável”, explica João Fernandes. Esta responsabilização é aplicada até quando existe cedência de veículos para gravações de novelas ou filmes. São analisadas todas as situações em que vai surgir a imagem da moto ou do carro, se vão estar envolvidos em perseguições, acidentes, ou maus comportamentos ao volante ou guiador. Tudo isto são preocupações que a marca tem, para não negligenciar nem tornar marginal o utilizador de moto.
“A Família NC é o que o português precisa e não o que gostaria de ter.”
João Fernandes explica que o mercado Honda divide-se essencialmente entre as motos grandes e as 125cc. No núcleo das 125cc contam-se as scooters e as motos com caixa tradicional. Acima dessa cilindrada existe a “Família NC” (700 cc). “O produto que tem sido o tal que o português precisa e não aquilo que gostaria de ter”, revela.
Estes três modelos foram produzido após uma cuidada análise do mercado das 125 cc. Depois do “boom” neste segmento, os responsáveis da marca perceberam que rapidamente estas pessoas que adquiriam as 125 cc iriam ambicionar chegar a outro lado.“Apercebemo-nos de que iriam tomar-lhe o gosto e perceber as vantagens do uso das motos. Iriam querer fazer deslocações maiores, mais rápidas. Então apresentámos este produto que é de cilindrada alta, mas que não assusta. É uma moto de utilização muito fácil. Nós chamamos-lhe a Família NC.”
De acordo com o responsável de comunicação, é cada vez mais frequente assistir-se ao cliente que vem das 125 cc, que não tem prática na utilização de uma caixa de velocidades, nem em cálculos de distâncias de travagem, de redução, de embraiagem. Para este perfil de cliente é apresentado um produto que é fácil: “A pessoa rapidamente percebe do que se trata. Todos os modelos têm a opção de ter embraiagem automática com caixa de seis velocidades, o que retira logo o peso de perceber como se utiliza uma caixa”, afirma.
A filosofia da Honda é apresentar o melhor produto ao cliente com um preço razoável. Assim prometem novidades e uma aposta contínua nos novos clientes: “Os antigos já sabem o que a marca vale, os novos é que têm de ser conquistados de uma forma racional. Já não há o motociclista emotivo, que compra motos por paixão. Os motociclistas novos querem andar confortavelmente, dentro de uma velocidade razoável gastando pouco dinheiro.” Para os mais cépticos, foi realizado um estudo que compara o que gasta um utilizador de uma scooter Vision 110 e um utilizador de um passe social L123. “Posso dizer-lhe que a diferença é assustadora. O L123 custa 66,40 euros por mês e a utilização de uma Vision 110 é de 20 euros”, revela João Fernandes.
A geografia de Portugal não ajuda à utilização de motos elétricas
A preocupação ambiental está na ordem do dia e tem havido novidades a esse nível. Este ano, a Honda apresentou a scooter EV-NEO, um veículo eléctrico, inteligente e ideal para as deslocações casa-trabalho-casa. No entanto, este produto ainda não é uma escolha acertada para a nossa realidade. “A geografia de Portugal não ajuda à utilização de motos elétricas. Por exemplo, Lisboa é famosa pelas sete colinas e a moto elétrica rapidamente esgota a autonomia, limitando-nos a circulação. Além disso, ainda não há muitos pontos de recuperação de eletricidade, para recarregar a moto. Da mesma forma que os carros, que eu ainda acho que não são uma alternativa viável. Não temos postos de recuperação de energia, não temos estacionamento dedicado, não temos ruas planas.”
“Deixou de existir a ideia de que o motociclista é feio, porco e mau”
Se ainda há automobilistas receosos em conduzir uma moto de 125cc, essa é uma preocupação cada vez menos fundamentada. Existe uma escola de pilotagem, a única no país, cujo curso se baseia na transmissão de pequenos truques e dicas úteis na área da segurança. Contudo, é visível para quem circula nas estradas que existe uma maior atenção por parte do automobilista em relação ao motociclista: “Já lhes dão espaço. Deixou de existir a ideia de que o motociclista é feio, porco e mau. Pode ser um tipo perfeitamente normal!”
Se por um lado, o preconceito em relação aos motociclistas tem tendência a desaparecer, por outro ainda existem muitas medidas que deviam ser aplicadas em Portugal. Na opinião de João Fernandes, deveriam existir mais zonas de estacionamento e postos de abastecimento exclusivos para motos, os impostos deveriam ser reduzidos e o preço da gasolina mais barato para quem anda em duas rodas.
Para mais informações:
Telefone: 219 155 300
Ou em concessionário: http://www.andardemoto.com/honda/concessionarios
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