Cezeta 506 - a scooter que veio do frio

A equivalente soviética da Lambretta e da Vespa está de volta. A Cezeta renasce e tem um futuro literalmente electrizante!

andardemoto.pt @ 17-1-2016 18:23:26

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Seguramente reconhece as linhas extravagantes da scooter Checa que fez furor por toda a Europa do leste durante as décadas de 50 e 60 do século XX.

O primeiro modelo da marca, o Type 501, foi produzido entre 1957 e 1959, tendo sido então substituído pelo Type 502, que apresentava uma suspensão traseira convencional e, nos modelos mais tardios, arranque eléctrico.

Ambas as versões estavam dotadas de um motor monocilíndrico a dois tempos de 175cc capaz de atingir uma velocidade de 90 km/h, com um consumo médio de 3,2 l/100km. 

Mais raro foi o modelo 505, o “rickshaw”, que era um triciclo derivado do modelo 502, nascido em 1960. E mais raro ainda foi o modelo dotado de sidecar, do qual apenas foram fabricadas 900 unidades, baptizado de Druzeta, uma conjugação do nome Cezeta com o nome Drupol, a marca do fabricante do carro lateral.

Todos os modelos tinham como particularidade o grande guarda lamas frontal que ostentava o farol dianteiro mesmo na frente, dando o aspecto de um torpedo, e que acolhia no seu interior o depósito de combustível.


Agora surge o modelo 506! Uma versão eléctrica da carismática scooter, que começou a ser comercializada no final do ano de 2015. O seu aspecto vintage contrasta com o novo tipo de motorização que lhe confere melhores prestações dinâmicas, mas sem as nefastas emissões de gases causadores do efeito de estufa.

Todas as unidades produzidas são fabricadas à mão, e garantem uma utilização livre de manutenção. Os únicos consumíveis serão os pneus e os calços de travão que, precisamente por isso, estão excluídos da garantia total de fábrica com a duração de três anos.

As baterias instaladas são de última geração (LiFeYPO4 - Lithium Iron Yttrium Phosphate), as mesmas usada nos Tesla, perfeitamente seguras e amigas do ambiente já que são completamente recicláveis, e garantem autonomias superiores a 80 km a uma média de 60 km/h, valor que depende muito do tipo de itinerário escolhido. A sua recarga (quando completamente descarregadas) demora cerca de 4,5 horas.


A sua longevidade ultrapassa largamente os 2.000 ciclos de carga, e são completamente isentas de manutenção. Através de uma aplicação no smartphone, pode-se para além de controlar o desempenho do motor em função da autonomia pretendida, ouvir música (via buetooth) através dos altifalantes instalados no painel frontal, verificar o nível de carga das baterias, ou localizar os postos de abastecimento ao alcance da autonomia restante.

O preço anunciado desta scooter é de 9.900 euros, mas só vão ser fabricadas 100 unidades. Neil Eamon Smith foi o impulsionador deste projecto que iniciou em 2012. Smith criou uma nova empresa que licenciou o logo e o design da velha Cezeta e está sedeado na República Checa, nos arredores de Praga, onde originalmente os modelos 501 e 502 eram fabricados.


O fundador inglês faz-se acompanhar por Alex Monestier, um Uruguaio radicado em Praga, onde cursou administração de empresas e engenharia mecânica, e que ocupa o cargo de chefe de produção, e por Lutz Buennagel que desempenha as funções de director de vendas e marketing, apoiado pela sua enorme experiência na indústria automotiva, tendo anteriormente desempenhado cargos de topo no grupo VW e na BMW nas áreas de negócios, logística e consultadoria.

Não temos conhecimento de que haja algum importador ou representante em Portugal, mas para mais contactos ligue-se ao sítio oficial da marca.


andardemoto.pt @ 17-1-2016 18:23:26


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