A Triumph Rocket III Cafe Racer de Wenley Andrews
Não é todos os dias que se vê uma Triumph Rocket assim. É literalmente uma grande Cafe Racer.
andardemoto.pt @ 24-1-2017 23:58:19
Foto: Pete Cagnacci
Um customizador de Sidney, Wenley Andrews, criou uma Triumph Rocket III Cafe Racer.
Partiu de um modelo de 2006, a razão da sua escolha prendeu-se com o facto de ser uma moto potente, já que o motor original debita 146cv, com um impressionante binário de 221Nm, a partir de uma cilindrada recordista de 2.294cc,a maior de qualquer moto produzida em série.
Não é comum ver-se uma Triumph Rocket modificada, e muito menos a este nível.
Apesar de a Rocker ser a antítese daquilo que Wenley considera apelativo numa moto, em termos estéticos, fascinou-o o facto de ser charmosa sobretudo, e basicamente apenas por isso, ter instalado o motor tricilíndrico, “dono de uma brutalidade quase medieval, capaz de arrancar os braços a qualquer condutor distraído” (sic).
O seu grande desafio foi precisamente conseguir reproduzir essa brutalidade nas linhas finais do conjunto. Mas o trabalho não foi fácil…
Começou pelo depósito de combustível, que, segundo ele, se veio a revelar completamente imprestável para transmitir uma sensação de leveza.
Por isso imediatamente decidiu mandar fazer uma novo, à medida, metálico e com a bomba de gasolina de origem encastoada na parte inferior.
Antes ainda, foi encontrada a solução para o filtro de ar, de forma a que os dois cones K&N lhe pudessem ficar o mais encostados possível. A admissão foi fabricada em liga de alumínio e é um dos traços mais característicos da moto.
Passando à traseira, o trabalho também não foi simples. O assento proveio de uma Triumph Thruxton, e o remate redondo, bem ao estilo das Cafe Racer, suporta um farolim minimalista em LED que practicamente passa despercebido, deixando a traseira limpa e bem definida.
Mas não foi fácil “encaixar” o assento no sub-quadro original, pelo que Wenley nem hesitou: cortou o antigo e construiu um novo, à medida, que depois de pintado de negro mate, faz ressaltar a simplicidade do conjunto.
Entretanto o assento foi enviado para um especialista para o decorar com pespontos a vermelho.
Depois de montar o depósito, um novo guarda-lamas frontal e o assento, a tarefa passou a ser esculpir ainda mais as linhas brutas da Rocket original.
O radiador foi o primeiro alvo. Foi retirado e substituído por um de competição, fabricado à medida, e pintado de negro.
O escape foi o alvo seguinte: desenhado pelo próprio Wenley, de dimensões minimalistas, foi fabricado por um especialista, e depois mandado revestir a cerâmica.
Numa primeira escolha, o acabamento era preto, mas no fim de instalados não agradaram ao australiano, que os devolveu para que voltassem a ser revestidos, mas em prateado.
A decisão parece ter sido acertada, pois o escape agora ajuda a aligeirar esteticamente o conjunto e a definir melhor as linhas esguias que resultaram desta modificação radical. E pelo que se pode ver, deve emitir um ronco verdadeiramente impressionante!
Os amortecedores tiveram que ser alterados para garantir a linha de cintura horizontal, e os comandos dos pés também foram recolocados para proporcionarem uma posição de condução mais desportiva.
Um farol de 5,5 polegadas substituiu o original. Piscas de tamanho mini, espelhos retrovisores customizados, manómetros recondicionados e novos punhos, completaram o “tratamento” de beleza.
Já em jeito de “Grand Finale” as jantes originais, assim como o motor, as mesas de direcção e mais uma série de outras pequenas peças foram lacadas a negro, e receberam um pneus “gordos” que tornam as rodas mais proporcionais ao tamanho do conjunto, e a moto mais musculada, como se a Cafe Racer tivesse feito um tratamento de esteróides e assumido proporções descomunais.
“Consegui o aspecto agressivo que tinha imaginado para a Rocket. Uma máquina imponente que faz bombear tanta adrenalina nas veias de quem a conduz, que até assusta! É definitivamente a mais impressionante Cafe Racer que já vi! É uma lufada de ar fresco no meio das tradicionais mono e bicilíndicas. E é precisamente por isso que eu a adoro!” - disse Wenley Andrews
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andardemoto.pt @ 24-1-2017 23:58:19
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