Revmonkee - uma Kawasaki Ninja H2 de estilo retro
A REV’IT e a Wrenchmonkees criaram, em parceria, esta imponente moto cheia de classe e força bruta!
andardemoto.pt @ 31-5-2017 16:30:38
A Revmonkee é uma moto exclusiva, criada pela marca holandesa da REV’IT, e construída em parceria com os construtores dinamarqueses Wrenchmonkees.
Não é a primeira vez que a REV’IT embarca nestas aventuras da customização, pois já ohavia feito anteriormente com uma KTM 950 Super Enduro com tracção integral (clique aqui para saber mais).
Mas desta vez, a fasquia foi muito elevada!
Não só em termos de potência, como de parceria, já que os Wrenchmonkees são, atualmente, considerados uns dos melhores construtores a nível mundial, com imensas criações premiadas e reconhecidas ao mais alto nível.
O conceito por detrás desta Revmonkee é o das motos desportivas de resistência, dos anos 80 e 90. Um estilo pesado e volumoso, que nos transporta para uma época em que as motos ainda eram bastante rudes e simples, no limiar do “boom” tecnológico que estava perto de acontecer.
Um conceito que os Wrenchmonkees levaram ao limite do espetacular, através deste trabalho que tem a particularidade de não ter usado, como base, uma moto antiga.
A moto e o esboço do projeto foram enviadas diretamente da sede da REV’IT na Holanda. A ideia era criar uma moto que acompanhasse a mesma filosofia (Tecnologia à Medida) que inspirou a gama Urban e casual da REV’IT, que se distingue pelo estilo retro exterior, mas altamente tecnológica no interior.
A REV’IT nutria um carinho especial pela H2, uma vez que foi a moto com que o seu piloto oficial, o Campeão do Mundo de Supersport, Kenan Sofuoglu, atingiu e ultrapassou a barreira dos 400km/h, em 2016 (clique para saber mais), aos comandos de uma super-exclusiva, exótica, potente e sobre-alimentada Kawasaki Ninja H2R.
E se a Rev’it não tinha dúvidas quanto à performance deste modelo, era o seu estilo futurista que não reflectia a filosofia da empresa.
No entanto, o estilo dos Wrenchmonkees está precisamente no extremo oposto, do conceito base da Kawasaki Ninja H2. Os dinamarqueses distinguem-se pelo traço cru e “underground”, com as suas motos a ostentarem uma presença forte e impactante. Por isso, ficaram responsáveis por injetar essa dose de carisma na Kawasaki H2.
Com uma moto completamente nova na sua bancada de trabalho em Copenhaga, Per Nielses e Nicholas Bech encetaram o trabalho árduo de transformar a moderna superbike, sem tocar no que quer que fosse, relativamente à performance.
Isso significou que todos os componentes funcionais que foram tocados, tivessem que ser, obrigatoriamente, substituídos ou reconstruídos.
A primeira fase foi retirar tudo o que a H2 tinha em excesso no que diz respeito a carenagens. Começando na frente, os Wrenchmonkees optaram por montar uma carenagem dianteira da Kawasaki ZX-7R, mas devidamente alterada.
Um olhar mais próximo, permite ver que há uma secção de alumínio fabricada à mão, por detrás da carenagem, de forma quase oculta em ambos os lados, mas com um propósito muito claro: a da esquerda é efectivamente uma conduta de ar que alimenta o compressor volumétrico, enquanto que a da direita permite esconder a um pequeno reservatório de refrigeração e “uma tonelada” de cabos.
Atrás da carenagem, encontramos também uma cobertura de depósito englobada num “monocoque” que inclui também a secção traseira, tudo fabricado à mão, em fibra de vidro.
Até porque, a H2 conta de origem com um depósito de combustível colocada em posição convencional, mas os dinamarqueses removeram-na e criaram dois depósitos em alumínio, um colocado na parte traseira e outro colocado por baixo do assento. O da traseira alimenta o da frente, que incorpora a bomba de combustível. Ambos podem ser removidos como uma unidade só.
Os Wrenchmonkees fabricaram igualmente um novo sub-quadro em alumínio e as novas ancoragens para o amortecedor traseiro. O resto do quadro da H2 não sofreu, praticamente, nenhumas alterações. Apenas recolocaram o amortecedor de direção e limparam todos os elementos que eram desnecessários.
Uma bateria de iões de lítio anti-gravidade surge no topo do pseudo “depósito de combustível”, com um sistema de remoção rápida.
A carenagem está presa com apenas cinco parafusos e o monocoque com apenas dois, permitindo assim uma rápida e fácil desmontagem. E a moto continua funcional mesmo se removermos estes elementos!
O motor mantém-se inalterado, mas recebeu um escape completo da SC-Project e um filtro de ar da Sprintfilter, que contribuem para um aspeto mais musculado e deixam o motor respirar melhor.
A suspensão dianteira foi reconstruida com material da Hyperpro, tornando-a 15 mm mais baixa e totalmente ajustável. O braço oscilante, em tubos de alumínio, foi desenvolvido pela GIA Engineering e monta um amortecedor totalmente ajustável da Hyperpro. O par de jantes de magnésio destacam-se, vestidas com pneus slick Dunlop GP Sportmax.
A Beringer foi o fornecedor dos novos discos de travagem, das pinças dianteiras e traseiras e das manetes, com tubos de malha de aço. A corrente de transmissão é da RK, a cremalheira é da Talon, e as mesas de direção e pousa-pés são da Uhrewerk.
Tudo o resto mantém-se de origem, incluindo o painel de instrumentos e a parte da eletrónica.
Com linhas retro, o quadro e jantes brancas e uma pintura que roça o agressivo e em simultâneo o “negligé”, esta “Revmonkee” é uma moto extremamente sedutora e apaixonante.
E mantém-se rápida, muito rápida, e potente. Muito potente: a debitar 198 cv de potência com um peso de apenas 219 kg. Factos que a colocam no limiar das “hyper-bikes”, com uma relação de peso-potência muito perto do 1:1.
andardemoto.pt @ 31-5-2017 16:30:38
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