Kawasaki H2 SX - Uma turbo-turística para quem gosta de viajar muito... depressa!
O conceito "Sport-Tourer" acaba de subir vários patamares no que respeita a tecnologia! Afinal de contas, esta é a única moto de "Grand Turismo" com motor turbo-comprimido!
andardemoto.pt @ 18-11-2017 16:59:28
A Kawasaki lançou várias novidades em Milão na EICMA 2017, e uma delas foi a novíssima H2 SX, uma expansão de gama da espantosa H2 sobrealimentada...
Como o comunicado da marca diz, uma turística para quem gosta de andar muito... depressa!
Como seria de esperar de uma turística, a marca de Akashi trabalhou para dar ao motor de 998cc mais força em médios regimes. A redefinição total interior que incluiu admissões, pistões, cilindros, culassa, cambota, cames, injectores e escape modificados, conseguiu um débito máximo de 200 cavalos, (que chegam aos 210 a alta velocidade com o efeito ram-air).
Mas, mais importante do que tudo numa turística, 14 Kgf de binário a apenas 9500rpm. Incrivelmente, conseguiu também uma eficiência de combustível de 25% que, aliada ao depósito de 19 litros, promete autonomias muito interessantes para uma turística.
A redução de consumo foi conseguida estreitando ligeiramente as condutas de admissão, que na H2 eram abertas para atingir a potência máxima, mas que também produziam muito calor que o conjunto era depois obrigado a dissipar.
O estreitamento das condutas de admissão, acelera a mistura a certos regimes, dando a tal melhoria de binário já referida, e traduz-se numa operação do motor com menos libertação de calor, que por sua vez permitiu usar uma carenagem completa, como convém numa turística.
A sobrealimentação está a cargo de um dispositivo que não é bem um turbo, com a diferença residindo no facto de a turbina ser movida mecanicamente por engrenagens a partir da cambota, enquanto um verdadeiro turbo é movido pela pressão do escape.
Mas o efeito embriagante de aceleração quando o sistema entra em acção, único deste tipo de motores, está lá e faz-se notar.
Por outro lado, pode-se dizer que a adaptação a turística não fez a H2 SX prescindir de nada do que fazia da H2 original uma moto espantosa, pelo contrário, o conjunto pesa 256 Kg, apenas mais 18 que a H2 de origem, e mantém a estética agressiva e as mesmas capacidades desportivas, a que se juntam uma nova leveza e segurança de condução graças a uma série de ajudas electrónicas, dignas das mais modernas superdesportivas.
Estas incluem de origem 3 modos de potência, “full”, médio e baixo, para adaptar a condução às condições, cruise control electrónico, controle de tracção KTRC, KIBs, que é uma espécie de ABS mais sofisticado, pois leva outros parâmetros em conta além da pressão aplicada na manete, KEBC, que permite variar o efeito de travão motor e, na versão SE, KLMC que é o modo de arranque, ou launch control, da Kawasaki, acompanhado de quick-shifter e consola TFT a cores, esta a adoptar o conceito “Thin Film Technology” que permite um nível de exibição de informação inédito, com multifunções seleccionáveis por deslizamento, em dois modos, e tudo controlável pelos dedos sem necessidade de mover as mãos do guiador.
Há também um novo sistema KCMF (Cornering Management Function) que optimiza todos estes parâmetros em curva, controlando o efeito do ABS e modulando as reacções ao acelerador à entrada e saída de curvas, para suavizar a transição de forças em inclinação, e ajudar a traçar a trajectória mais suave possível. Isto é conseguido, em parte, graças ao uso de uma unidade Bosch de medição de inércia, o IMU ou Inertial Measurement Unit, que mede forças inerciais em três eixos, longitudinal, transversal e vertical, ângulo de inclinação e optimiza a acção conjunta das assistências electrónicas.
Subtis modificações à ciclística ajudam a função de turística, como o maior ângulo de viragem (30º em vez de 27º na H2) através do veio de direcção colocado 15mm mais diante, ou mais baixo centro de gravidade, pelo facto de que o motor ter sido inclinado para diante mais 2 graus.
O sub-quadro traseiro foi reforçado para lidar com as cargas suplementares de passageiro e bagagem, e a suspensão ajustada de acordo, também, com um novo amortecedor Unitrak a gás na traseira, montado mais atrás devido ao alongamento de 15 mm operado no monobraço.
Claro que isto também alonga a distância entre-eixos, ajudando à estabilidade desejável numa turística.
As malas GIVI, de 28 litros, que são um acessório específico para o modelo, foram especialmente compactadas graças ao sistema de montagem que dispensa os tubos inestéticos na traseira quando as malas não estão montadas, para as integrar muito bem na moto, eliminando um dos problemas de muitas turísticas, a largura da traseira em trânsito.
Leveza, controle, potência, conforto e autonomia, são os grandes argumentos desta nova Kawaski H2 SX, que vem substituir a descontinuada GTR 1400, e ao que tudo indica, vai haver uma nova referência entre as super-turísticas!
O que ainda não sabemos, é quando vai estar disponível em Portugal, nem qual irá ser o seu preço. Aguardamos a todo o momento, informações do importador oficial da Kawasaki para Portugal, a Multimoto.
Veja todos os pormenores da Kawasaki H2 SX
Veja aqui o vídeo de apresentação da Kawasaki H2 SX
andardemoto.pt @ 18-11-2017 16:59:28
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