Já está disponível em Lisboa o serviço de scooter sharing da Acciona

A cidade de Lisboa passa a contar com um novo serviço de mobilidade urbana. As scooters elétricas da Acciona já estão a circular desde o final da semana passada, e fomos conhecer mais detalhes deste serviço de scooter sharing no evento de apresentação da Acciona que decorreu hoje bem no centro da capital portuguesa.

andardemoto.pt @ 28-5-2019 17:57:35

O crescimento do número de veículos nos grandes meios urbanos tem vindo a aumentar significativamente nos últimos anos, e os Governos de vários países têm vindo a tomar medidas para que as nossas cidades se tornem mais amigas do ambiente.

Uma das soluções que temos vindo a poder utilizar é a partilha de veículos (de duas ou de quatro rodas). Em Portugal já há algumas opções à nossa disposição, nomeadamente nas maiores cidades, e é precisamente na capital Lisboa que a partir de agora passamos a poder contar com um serviço de scooter sharing da Acciona.

A Acciona é uma das 35 maiores empresas de Espanha, e tem presença em Portugal desde 1948. Em solo nacional emprega nada menos do que 1800 pessoas, estando ligada à indústria da energia, passando agora a estar também presente em Portugal através do seu serviço de mobilidade com scooters elétricas.

As scooters elétricas da Acciona já se encontram em circulação desde o final da semana passada, e até ao próximo dia 2 de junho basta descarregar a App para o telemóvel e poderá utilizar o serviço de scooter sharing de forma gratuita. Depois desta data, ou seja a partir de 3 de junho, quem descarregar a App terá 30 minutos de utilização gratuita das scooters, sendo que depois o serviço passa a ser pago.

O custo de utilizar o serviço de scooters partilhadas Acciona varia dos 0,26€ / minuto aos 0,28€/ minuto. Esta variação de valor depende do modo de condução selecionado pelo utilizador: a scooter permite conduzir em modo “S”, com velocidade limitada a 50 km/h, ou em modo “C” com a velocidade máxima a subir até aos 80 km/h para poder circular nas vias rápidas. A App automaticamente regista o tempo de utilização em cada modo, e o valor final cobrado será adaptado a essa utilização.

De referir que a App da Acciona permite que a scooter seja colocada em modo “Pausa”, durante alguns minutos. Se, por exemplo, o utilizador necessita de parar de conduzir para fazer alguma coisa, pode utilizar este modo para que a “sua” scooter não seja ocupada por outra pessoa. Neste caso o custo de utilização por minuto baixa consideravelmente para os 0,05€.


Todas as scooters da Acciona são elétricas e têm uma autonomia de até 110 km, disponibilizando prestações equivalentes a motores de 125 cc. Os serviços de apoio da empresa irão substituir as baterias de cada scooter conforme a necessidade, durante o horário noturno, sem recolher as scooters.

Com dois lugares, top-case, e dois capacetes, sem esquecer a manta de proteção que estará disponível nos meses de inverno, este serviço de scooter partilhada revela-se uma excelente opção para todos os que pretendem deslocar-se dentro da cidade de Lisboa, uma cidade que, de acordo com o vereador da Câmara Municipal de Lisboa para a Mobilidade e Segurança, Miguel Gaspar, aposta cada vez mais neste tipo de serviços no sentido de reduzir a poluição e melhorar a mobilidade urbana.

O mesmo representante da CML fez questão de frisar durante o evento de apresentação da Acciona, realizado hoje bem no centro de Lisboa, no Saldanha, que a cidade não consegue suportar a quantidade de veículos privados que atualmente circulam diariamente na capital portuguesa.

A escolha de serviços de mobilidade partilhada permitirá criar um ecossistema verdadeiramente eficiente, amigo do ambiente, e que ajudará a diminuir consideravelmente os cerca de 500 carros / mil habitantes lisboetas. Nesse sentido, e de acordo com a Acciona, por cada scooter que coloquem em circulação, estimam que seja possível evitar a circulação de dois carros privados na cidade.

Se tivermos em conta que, de acordo com os números recolhidos pela Câmara Municipal de Lisboa, cerca de 20 mil pessoas utilizam um serviço de mobilidade partilhada diariamente, ficamos com uma boa ideia da quantidade de veículos que potencialmente podem deixar  de circular em Lisboa. Com consequências positivas na redução da poluição.

Miguel Gaspar anunciou também que a CML está atenta aos problemas associados ao aparecimento de maior número de veículos partilhados, como é o caso das scooters elétricas da Acciona, entre outros operadores, nomeadamente os problemas de estacionamento. Nesse sentido, a Câmara Municipal de Lisboa reune todos os meses com os diversos protagonistas para encontrar soluções para melhorar a forma de utilização destes serviços.

No caso das scooters partilhadas, e visto que não se pode estacionar em cima dos passeios, apesar de ser “normal” isso acontecer, a CML irá adicionar em breve 800 lugares de estacionamento aos atuais 2500 lugares de estacionamento para motos em Lisboa.

E o alargamento do número de lugares de estacionamento para motos em Lisboa vem em boa altura.


A Acciona começa agora com 300 scooters elétricas espalhadas por alguns dos bairros mais tradicionais e históricos de Lisboa, como Campo de Ourique, Bairro Alto, Alfama, Castelo, Mouraria, Belém ou Santos, mas também as novas zonas residenciais da cidade, como o Parque das Nações e Telheiras, para além de chegar ao Aeroporto Humberto Delgado.

É possível conduzir as scooters Acciona fora destas áreas, mas o utilizador terá sempre de regressar a estas áreas operacionais para estacionar a scooter.

Em breve, até julho, a empresa conta duplicar o número de scooters disponíveis para utilização através da App.

Com o aumento do número de scooters a Acciona conta também alargar a área operacional que mencionámos, não estando ainda definidas novas áreas operacionais devido à necessidade de negociações e parcerias com diversos concelhos da Grande Lisboa.

Esta opção, de acordo com Eduardo Pinheiro, City Manager da Acciona em Lisboa, insere-se numa estratégia da marca de garantir aos utilizadores do serviço que terão sempre uma scooter disponível “a poucos metros de distância, sem necessidade de terem de andar muito a pé para chegar a uma scooter disponível. De nada adianta ter uma área operacional alargada se depois não conseguimos ter scooters suficientes para responder às necessidades dos nossos clientes”.

E como é que podemos usar o serviço de scooter partilhada da Acciona?

O processo começa com o descarregar da App para o telemóvel, ou em alternativa utilizar a página web. Cada utilizador tem de se registar, e a Acciona irá pedir a confirmação de alguns dados (identificação e carta de condução) para garantir que o utilizador tem mesmo habilitação para conduzir as scooters elétricas.

Assim que está concluído o processo de registo e o utilizador é devidamente validado, passamos a ter acesso a todas as scooters da Acciona espalhadas por Lisboa. Apenas temos de encontrar, através de geolocalização, a scooter disponível que esteja mais perto de nós, desbloquear a mesma, colocar o capacete fornecido (caso não tenhamos o nosso), e começar a conduzir.

A Acciona permite ao utilizador conduzir até um máximo de 6 horas consecutivas, sendo que o horário de funcionamento é das 6h da manhã até às 2h da manhã.

Paralelamente, o serviço conta com um centro de apoio ao utilizador gratuito durante 24 horas, que poderá ajudar a responder a algumas questões e resolver algum tipo de incidências.

andardemoto.pt @ 28-5-2019 17:57:35