Nova Honda Fireblade 2020 com aerodinâmica ativa?

Conjunto de patentes revela que a Honda está a estudar uma nova abordagem à aerodinâmica das superdesportivas. O novo sistema inclui aerodinâmica ativa! Será que a Honda vai usar isto na nova e muito aguardada Fireblade para 2020?

andardemoto.pt @ 7-9-2019 14:10:09

O aparecimento de uma nova Honda Fireblade é já quase um “mito urbano” da indústria do motociclismo. Há vários anos que se fala numa superdesportiva radical por parte do maior fabricante de motos do mundo, mas a verdade é que até ao momento tudo o que se sabe não passa de rumores ou de informações reveladas por pessoas supostamente ligadas à Honda.

No entanto a Honda continua a alimentar estes rumores e a forma como se fala da nova Fireblade, através de novas patentes que incluem esquemas técnicos bastante interessantes.

Num novo conjunto de patentes descoberto pelo website CycleWorld, a Honda mostra que apesar da nova Fireblade para 2020 aparentemente não usar o muito desejado motor V4, continuando assim com o quatro cilindros em linha, a nova geração da superdesportiva japonesa vai contar com novos truques bem interessantes!


Atualmente todos os fabricantes que participam em MotoGP procuram as milésimas de segundo que podem dar a vitória através de “packs” aerodinâmicos nos seus protótipos. Alguns desses fabricantes, como a Ducati e a Aprilia, já usam as asas aerdinâmicas nos modelos de estrada. Mas essas soluções aerodinâmicas são fixas. Ou seja, as asas não se mexem.

A Honda pretende então revolucionar a forma como se aproveita as asas aerodinâmicas numa moto desportiva de estrada.

Conforme se pode ver nos esquemas da patente, a Honda encontrou uma forma de usar aerodinâmica ativa. Mas o que é que significa aerodinâmica ativa?

Basicamente a Honda utiliza duas carenagens laterais que estão separadas e criam uma espécie de túnel. No interior encontramos um conjunto de asas que, em vez de estarem fixas numa determinada posição, podem mexer-se conforme as necessidades.


As asas são controladas por molas que estão fixas a um sistema de cabos, que por sua vez são controlados eletrónicamente.

Nos momentos de travagem as asas movem-se para uma posição em que aumenta a resistência ao ar, enquanto a velocidades elevadas as asas colocam-se de forma a criar a menor resistência à passagem do ar, diminuindo o coeficiente de arrasto, para uma maior velocidade máxima.

A moto que aparece nos esquemas da patente da aerodinâmica ativa da Honda é, claramente, uma superdesportiva. De certa forma parece uma versão alterada da MotoGP da Honda, a RC213V. Se será este o design da nova Fireblade não é possível ainda confirmar.

Mas olhando para os desenhos, vemos que a moto apresenta muitos dos elementos que são obrigatórios para a sua homologação enquanto moto de estrada.

E será que a Honda poderá utilizar este sistema de aerodinâmica ativa na sua Fireblade de competição no Mundial Superbike?

Já se sabe que a Honda vai apostar muito forte na próxima temporada do Mundial Superbike. Apesar de ainda não estar confirmado, Alvaro Bautista, atualmente a lutar pelo título com Jonathan Rea, terá aceite o convite da Honda e vai pilotar a nova Fireblade. O piloto espanhol até já afirmou publicamente que a Honda está a preparar uma “coisa especial”!

Em relação à aerodinâmica, os atuais regulamentos técnicos do Mundial Superbike permitem a utilização de asas, desde que sejam iguais às da moto de produção em série. Veja-se o caso da Ducati Panigale V4 R.

Se a Honda usar a aerodinâmica ativa na Fireblade de estrada, isso significa que a moto de competição também vai poder usar o mesmo sistema. Tal situação deverá conferir à Honda Fireblade uma notável vantagem sobre as motos dos fabricantes rivais, e possivelmente recolocar a marca japonesa como uma candidata às vitórias nas Superbike.

Qualquer que seja a surpresa que a Honda está a preparar para a nova Fireblade, de certo que a veremos no Salão de Milão EICMA, nos primeiros dias de novembro.

andardemoto.pt @ 7-9-2019 14:10:09