ACEM pede atenção para as motos no desenvolvimento dos sistemas de condução autónoma
Associação Europeia de Fabricantes de Motociclos pede que os fabricantes de automóveis tenham em conta as motos enquanto estão a desenvolver os sistemas de condução autónoma. Para a ACEM os sistemas de condução autónoma têm de conseguir reagir melhor na deteção das motos na estrada.
andardemoto.pt @ 9-9-2019 20:20:37
A
condução autónoma de automóveis já não é coisa que apenas vemos nos filmes
futuristas. Esta tecnologia já se encontra presente em diversos automóveis, com
diferentes níveis de capacidades, e no futuro a indústria das quatro rodas
pretende que a condução autónoma seja ainda mais generalizada.
Quem reagiu recentemente a esta invasão tecnológica foi a ACEM – Associação Europeia
de Fabricantes de Motociclos. Esta associação pediu aos fabricantes de
automóveis que colaborem no sentido de desenvolver sistemas de condução
autónoma que permitam uma deteção mais eficaz de motos na estrada.
Para a ACEM, estes sistemas não podem ser apenas para ajudar os condutores na
condução, ou melhor, de retirar aos condutores o “trabalho” de conduzirem os
seus veículos de quatro rodas. A associação europeia afirma que esta tecnologia
deve ter como função principal a melhoria na segurança rodoviária.
A ACEM afirma que os sensores dos automóveis estão ainda
bastante lentos na deteção eficaz das motos, e que de forma a melhorar esta
tecnologia, os fabricantes de motociclos estão dispostos a colaborar com os
fabricantes de automóveis no sentido de melhorar a condução autónoma, com o
objetivo final de reduzir os acidentes entre motos e carros.
Esta mesma associação acredita que no futuro a responsabilidade da função de
condução deixará de estar no condutor e passará para o veículo. Por isso os
sistemas de assistência automatizados devem ser compatíveis com as motos, nomeadamente
ao nível da deteção e também na atuação dos sistemas e forma como reagem às
dinâmicas específicas das motos.
“A indústria do motociclismo está aberta à discussão, e chama os fabricantes de
automóveis e os reguladores para que agarrem neste tema de forma séria e
comecem a dialogar com o setor das motos sobre como garantir que os automóveis
do futuro conseguirão reagir às motos de uma forma segura”, conclui a ACEM.
andardemoto.pt @ 9-9-2019 20:20:37
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