Entrevista Alexandre Silva - Motociclista Diário
Fomos à conversa com o bem conhecido actor e modelo, para sabermos mais sobre o seu dia-a-dia e sobre os truques que utiliza para sobreviver diariamente na selva rodoviária, a andar de moto com estilo e segurança.
andardemoto.pt @ 2-11-2019 20:00:00 - Texto: Rogério Carmo
Alexandre Silva é actor, modelo e empresário. É também um homem preocupado com a sua condição física. Cuidadoso com a alimentação, dá igualmente muita atenção à preparação física.
Aos 44 anos anda diariamente de moto, o seu principal e quase exclusivo meio de transporte. Fomos à conversa com ele para sabermos mais sobre o seu dia-a-dia, e os truques que utiliza para sobreviver na selva rodoviária, com estilo e segurança.
AdM: A moto faz parte da tua vida. Qual é a importância dela no teu dia-a-dia?
A.S.: A moto é o meu meio de transporte diário preferido, mas evito andar à chuva, sobretudo pelo risco acrescido causado pela maior confusão que se gera no trânsito.
AdM: Com que idade é que começaste a andar de moto? Qual foi o incentivo?
A.S.: Comecei a andar de moto aos 18 anos,quando tirei a carta de moto e de carro. Mas o verdadeiro gosto e a paixão vieram apenas alguns mais tarde, e curiosamente por necessidade profissional. Tive de usar uma moto numa produção televisiva e, a partir daí, comecei a andar diariamente de duas rodas, precisamente fruto da parceria que ainda hoje mantenho com a Yamaha.
AdM: Já havia motociclistas na tua família?
A.S.: Não. Na verdade eles nem sequer gostavam muito da ideia, daí ter começado a andar regularmente de moto mais tarde.
AdM: Qual foi a tua primeira moto?
A.S.: Foi uma Yamaha XT660Z Teneré.
AdM: Qual o tipo de moto que mais gostas?
Gosto de todo o tipo de motos, mas como favoritas as motos de turismo e trail/adventure, sobretudo porque gosto de viajar em motos confortáveis. No dia-a-dia, na cidade, gosto muito de andar em motos naked.
AdM: Qual a maior viagem de moto que já fizeste? E a viagem de sonho?
A minha disponibilidade profissional não dá para grandes aventuras. Por isso viajo de moto sobretudo por Portugal. Temos estradas e paisagens lindíssimas, que chegam perfeitamente para desfrutar de bons momentos de condução. Por isso as minhas maiores viagens foram os Lés-a-Lés em que já participei, e a N2. Quanto à viagem de sonho, essa ainda não está definida.
AdM: Sozinho ou acompanhado?
A.S.: Vai depender da moto. Gosto sobretudo de viajar com conforto. Mas se a moto permitir uma viagem confortável para dois, claro que prefiro viajar acompanhado.
AdM: Tens a vantagem de poderes usar motos diferentes quase todos os dias, mas se tivesses de escolher apenas uma, qual seria?
A.S.: Sem dúvida que seria uma Grand Tourer, provavelmente uma Yamaha FJR1200, porque é rápida, tem boa proteção aerodinâmica e é muito confortável também para uma pendura.
AdM: Qual é a tua modalidade desportiva de motociclismo favorita? Tens algum ídolo?
A.S.: A minha modalidade favorita é o Trial. Em miúdo gostava muito de ver toda a destreza que aqueles pilotos têm! Conseguirem dominar o equilíbrio, manterem-se em pé em cima da moto parada, aqueles saltos que eles conseguem dar.. Lembro-me perfeitamente de, em miúdo, ver o Jordi Torrens e ficar impressionado. Esse seria o meu ídolo.
AdM: Quais são as tuas principais preocupações quando andas de moto?
A.S.: A minha primeira preocupação é andar devidamente equipado e fazer uma condução defensiva, sempre atento! Quando andamos de moto temos de estar sempre “três passos à frente”, principalmente quando vemos tantos condutores distraídos com a demência digital.
AdM: E relativamente ao equipamento?
A.S.: Uso sempre capacetes integrais. Ou modulares! Mas nunca ando com a queixeira aberta. Só a abro quando saio da moto e não subo para a moto antes de a fechar. Quanto ao vestuário, tento adequar o estilo ao meu dia-a-dia. Há equipamento fabuloso, não só no que respeita à segurança, mas também à estética.
Tenho equipamentos muito diversos. Em cidade gosto de andar de calças de ganga (obviamente específicas para motociclismo, com protecções (e até tenho calças de ganga à prova de água) e com casacos com um visual mais “cool”, mas sempre com proteções homologadas. Relativamente ao calçado também ando sempre com botas técnicas.
Tenho alguns modelos fantásticos que as outras pessoas nem percebem que são botas altamente tecnológicas com proteção adequada para motociclistas.
Para viajar, tal como acontece com as motos, escolho vestuário mais técnico e confortável. Nessa gama os equipamentos também evoluíram imenso, e há fatos de aventura que apesar de extremamente leves e ventilados, ou quentes e impermeáveis, em termos de protecção em caso de acidente são também muito avançados.Seja como for ando sempre bem equipado.
AdM: Qual é, para ti, aquele equipamento que nunca dispensas, nem que seja para ir ao fim da rua e voltar?
Eu não arrisco! Eu não me sinto bem a andar mal equipado. Nem sequer me sinto confortável a andar sem luvas, muito menos sem capacete ou blusão! Não vale a pena arriscar!
AdM: Sabemos que tens uma marca de vestuário favorita...
Sim, apesar de, devido à minha profissão, ter acesso a várias marcas de equipamento de proteção e segurança, escolhi ser embaixador da REV’IT! Sobretudo porque me identifico com o design, a qualidade e o elevado nível de proteçao de todos os produtos da marca.
AdM: Já tiveste algum acidente? Qual foi a lição que tiraste dele?
A.S.: Sim, já tive alguns episódios, felizmente sem consequências graves, apesar de já ter literalmente voado por cima de um carro. Por isso posso garantir que praticar desporto é essencial, porque andar de moto é exigente fisicamente e em caso de acidente a flexibilidade e os reflexos podem fazer toda a diferença. E claro, um bom equipamento evita muitas lesões.
AdM: Qual a tua recomendação ou conselho para aqueles que estão agora a iniciar-se no motociclismo?
Acho que, sobretudo, precisam ter noção de que andar de moto implica: primeiro, uma condução defensiva e cívica. Depois, andar devidamente equipado. Vemos muita gente a andar de t-shirt, sem calças ou calçado que os proteja, e muitos também sem luvas, o que em caso mesmo de uma pequena queda, pode ter consequências graves e longos períodos de imobilização.
Há pouco tempo tive conhecimento de alguns estudos feitos sobre a sinistralidade, e os números referentes às motos são impressionantes: A cada dois acidentes há um pé partido, e por cada segundo a raspar no alcatrão perdemos 2,5 cm de tecidos (leia-se pele e carne), se não andarmos devidamente equipados, por isso o meu conselho é: Vistam-se – “Don’t get naked” (nas motos).
andardemoto.pt @ 2-11-2019 20:00:00 - Texto: Rogério Carmo
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