Conversas à Beira da Estrada T1 Ep7 - Entrevista Miguel Sá Monteiro

O convidado deste episódio de Conversas à Beira da Estrada é o conhecido actor Miguel Sá Monteiro. Motociclista compulsivo, que anda de moto diariamente, tem na sua garagem alguns exemplares conceituados de motos que faz questão de usar regularmente conforme a situação ou disposição.

andardemoto.pt @ 23-2-2021 09:10:00 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Luis Duarte

Apreciador de motos de alta cilindrada, preparámos para o Miguel Sá Monteiro uma experiência aos comandos da versão actual da Suzuki Katana, uma moto de linhas inspiradas no design da Katana original, que apresenta um misto de modernidade e futurismo, com traços clássicos imediatamente reconhecíveis, resumidos na farol quadrado e na traseira elevada, com um resultado final que dificilmente passa despercebido. Uma moto simples, descomplicada, capaz de inspirar muita confiança logo a partir do momento que se dá ao motor de arranque, e que revela uma performance verdadeiramente acutilante, como o fio da lâmina da espada japonesa que lhe dá o nome e a inspiração.

Para o acompanhar o nosso jornalista Rogério Carmo aproveitou para ficar a conhecer a Brixton Crossfire 500, uma atraente moto naked de imagem “retro”, com inspiração cafe racer e toques de modernidade como a ótica com luzes diurnas em LED, que revelou um desempenho dinâmico muito interessante graças a componentes de qualidade como as suspensões Kayaba ajustáveis, os travões J.Juan, o sistema de ABS assinado pela Bosch, e ainda os pneus Pirelli Angel ST como equipamento de fábrica. 

Contou-nos o Miguel Sá Monteiro que começou a andar de moto aos catorze anos e que a sua primeira moto foi uma Piaggio Zip de 50cc, apesar de ter preferido uma DT LC. Aos dezoito anos tirou a carta de condução de carro e moto e passou para as altas cilindradas.

Confessa que não teve nenhum incentivo especial para entrar no mundo das duas rodas, mas sempre teve um gosto especial por motores e mecânica. O pai chegou a ser motociclista, e oferecia-lhe miniaturas de automóveis e motos, mas a sua mãe ainda hoje lhe recomenda mil cuidados quando ele anda de moto.

Apesar disso nunca sofreu um acidente, e apenas teve uma pequena queda, já há muitos anos. Em cidade desloca-se normalmente de scooter, por achar que as motos são mais racionais para uma utilização urbana, tanto pela capacidade de carga como pela facilidade de utilização e condução.


Considera-se um apreciador de motos e não lhes resiste, e admite que já chegou a ter seis motos na garagem, mas diz que entretanto já lhe foi receitado tratamento e actualmente apenas tem 3.

Não fez grandes viagens para o estrangeiro, nem tem experiência em aventuras offroad, mas é algo que quer vir a experimentar. Até porque não tem dúvidas de que vai continuar a andar de moto mesmo depois da idade da reforma.
Admite que, no dia que alguma das suas filhas quiser começar a andar de moto por si própria, vai ter de engolir em seco, e reconhece que, por não ter moral para dizer que não, se vai empenhar em prepará-la e destacar todos os perigos e a necessidade de uma progressão lenta, começando com modelos de baixa cilindrada e subindo progressivamente em termos de potência. Considera que a formação é essencial para aumentar a segurança, sobretudo em ambiente urbano, onde as armadilhas são muitas e as situações de risco são frequentes.

Como muitos amantes de motos, admite que dá bastante atenção às suas, mimando-as com pequenas atenções para que se mantenham com um aspeto impecável.

Relativamente ao equipamento confessa que, apesar de ter diverso material, em cidade e sobretudo no verão, quando anda de scooter, abdica frequentemente do blusão, apesar de demonstrar arrependimento e admitir que é algo que está a tentar mudar. 

Relembrou-nos uma viagem solitária de quatro dias, que recentemente fez à Serra da Estrela, uma das memórias gratificantes que tem sobre duas rodas.

Reconheceu que andar de moto é muito mais interessante do que andar de carro, ele que até é também um apaixonado pelos automóveis, mas as limitações causadas pelo trânsito colocam a moto indiscutivelmente em vantagem. Ganhar tempo e não ter que se preocupar com o estacionamento nem com os engarrafamentos pode não mudar uma pessoa, mas muda a sua qualidade de vida.


A sua viagem de sonho seria ir a Marrocos, fazer fora de estrada, mas não é apreciador de grandes grupos nem ajuntamentos, pelo que andar a solo ou no máximo com dois ou três amigos, é a sua praia. Tem a sorte de já ter a sua moto de sonho, e não há actualmente (e por enquanto) nenhuma outra que o tentasse.

O Miguel aconselha a quem quiser começar a andar de moto que, primeiro, deve treinar andar de bicicleta, e depois então mudar para uma pequena scooter, até ganhar alguma experiência antes de passar para modelos de maior cilindrada.

Não é fanático do desporto e não é assíduo espetador de nenhum campeonato em particular, mas reconhece que as corridas de motos, particularmente no MotoGP, são muito mais interessantes do que as corridas de Fórmula 1, onde não há muita emoção, e o grande interesse reside sobretudo nos tempos de paragem nas boxes. 
Veja abaixo a entrevista na integra, no nosso canal de Youtube.

andardemoto.pt @ 23-2-2021 09:10:00 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Luis Duarte


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