Inscrições esgotadas para o 23º Portugal de Lés-A-Lés!
A Comissão de Mototurismo da Federação de Motociclismo de Portugal anunciou que esgotaram as inscrições para a próxima edição da maior aventura de mototurismo da Europa. O 23º Portugal de Lés-A-Lés começa em Chaves a 2 de junho e termina em Faro a 5 de junho.
andardemoto.pt @ 13-4-2021 08:56:44
Conforme
esperado, a Comissão de Mototurismo da Federação de Motociclismo de Portugal
foi obrigada a dar por terminada a fase de inscrições para o 23º Portugal de
Lés-A-Lés.
De acordo com a informação avançada pela referida comissão da FMP, organizadora
daquela que é, sem dúvida, a maior aventura de mototurismo da Europa,
rapidamente foi atingido o limite das 2000 inscrições.
A data limite inicialmente prevista para encerramento das inscrições estava
definida para dia 15 de maio, mas cerca de um mês antes do previsto, os
milhares de motociclistas que procuram conhecer Portugal através de caminhos menos
percorridos conseguiram esgotar o limite de inscrições.
E se as inscrições esgotaram rapidamente, em simultâneo a Comissão de Mototurismo
da FMP continua a preparar a 23ª edição do Portugal de Lés-A-Lés, ultimando os
detalhes que farão deste evento mais uma aventura inesquecível!
Com partida marcada para Chaves a 2 de junho e chegada ao palanque final em
Faro a 5 de junho, a enorme caravana de motociclistas aventureiros, incluíndo
bastantes estrangeiros que não resistem aos encantos de Portugal para viajar de
moto, vai ainda passar em São Pedro do Sul e também em Abrantes.
O percurso foi definido como homenagem à mítica Estrada Nacional 2, num
percurso com mais de 1000 km.
Quatro dias para descobrir património e história, gastronomia e tradições, numa
realização apoiada pela Associação de Municípios da Rota da Estrada Nacional 2,
e que começa em local emblemático e extremamente saudável.
Afinal as águas quentes da Termas de Chaves, únicas na Península Ibérica devido
à temperatura híper termal (73o C) prometem melhorias significativas no
tratamento dos mais diferentes tipos de problemas.
Ali mesmo, na margem do Rio Tâmega, será feita a receção aos participantes e
cumpridas as formalidades do check-in,
verificações técnicas e documentais bem como a entrega de todos os materiais.
E será, também ali, o ponto de partida para o Passeio de Abertura, atravessando
o ex-libris flaviense, a Ponte de
Trajano, rumo a miradouros e locais que permitem perceber a geografia da
região, a proximidade a Espanha e o isolamento de aldeias, lugares e povoados.
As fortes ligações com ‘nuestros hermanos’ estão bem patentes no sotaque
espanholado dos habitantes de aldeias como Vilarelho da Raia ou Cambedo, meio
portuguesas, meio galegas, que eram, até há poucos anos, literalmente cortadas
ao meio pela fronteira e que, durante os difíceis tempos da ‘outra senhora’,
eram pontos bem conhecidos da ‘Rota do Contrabando’.
Bem tentavam os guardas fronteiriços, dos dois lados da barricada, desfeitear os
contrabandistas, cujas estórias contam sucessos e insucessos neste verdadeiro
jogo do gato e do rato, onde até as crianças faziam parte do elenco.
Traços indeléveis na história da Aquae Flaviae que recebe os motociclistas com
o calor que só os transmontanos conseguem transmitir, com ruas abertas
exclusivamente para as duas rodas.
Momento de perceber o enorme potencial turístico daquele que foi um importante
centro urbano da província romana da Galécia com o olhar sobre a curiosa e bem
conservada zona do antigo bairro da Canelha das Longras ou o Forte de São
Neutel que, juntamente com o Forte de São Francisco, foram decisivos defesa, a
norte da cidade, da fronteira com a Galiza.
Mas há mais em Chaves, do Museu Nadir Afonso à antiga estação terminal
ferroviária da Linha do Corgo (concluída precisamente há um século, mas agora
desmontada...), atravessando ruas típicas onde as varandas de madeira oferecem
um colorido único no final dos 96,3 km deste Passeio de Abertura.
Com as motos estacionadas na Praça de Camões, mesmo diante dos Paços do
Concelho, altura para apreciar a Igreja Matriz, o pelourinho, o Museu
Municipal, o Castelo e até os... pastéis de Chaves!
Claro que a cidade transmontana tem mais, muito mais para oferecer, e, por isso
mesmo, a descoberta continuará na madrugada seguinte, no arranque para uma
aventura que será “Muito mais que a N2”.
Na descoberta de castelos e praias fluviais, campos de batalha e miradouros,
centros históricos e muitos monumentos ao longo da antiga espinha dorsal do sistema
rodoviário nacional. Rumo ao sul, rumo a Faro, sem esquecer as paragens
obrigatórias em São Pedro do Sul e Abrantes.
andardemoto.pt @ 13-4-2021 08:56:44
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