Ducati Ghost - a Racer Híbrida
Um protótipo que entrega as emoções de uma Hyperbike Ducati, mas com menos emissões.
andardemoto.pt @ 30-3-2022 07:45:00
No início de 2021 o CEO da Ducati, Claudio Domenicali, fez uma declaração pública dizendo que o futuro da empresa era elétrico.
Mas em Março de 2021, o vice-presidente de vendas globais da Ducati e membro do conselho diretivo da empresa, Francesco Milicia, mencionou que uma desportiva elétrica da Ducati não era viável, considerando o fato de que “uma moto elétrica não pode garantir o prazer, a autonomia, o peso, etc., que os pilotos da Ducati esperam”.
No entanto, em Dezembro, a Ducati deu a conhecer ao mundo uma antevisão da V21L, o seu primeiro protótipo de competição elétrico que vai substituir as Energica Ego em Moto-E. A sua tecnologia, no entanto, permanece cuidadosamente em segredo.
Enquanto isso, surge a Ducati Ghost, um conceito de hiperbike elétrica, trabalho do designer automotivo dinamarquês Daniel Kemnitz, que tem um conceito muito particular de como uma máquina de nova geração da Ducati deve se comportar.
“Vivemos num mundo em que o motociclismo está no limiar entre a combustão interna e a mobilidade elétrica”, diz Daniel Kemnitz, também ele um motociclista apaixonado. “Isso é motivo de muita controvérsia entre os motociclistas, pois alguns têm a mente aberta para o futuro eletrificado, enquanto outros estão menos dispostos a separarem-se da sua amada paixão fumarenta e barulhenta”.
A Ducati Ghost seria equipada com um motor híbrido,e com uma unidade de tração única, dotada de uma embraigem deslizante que pode acoplar e desacoplar a tração elétrica conforme necessário, permitindo assim usar o motor a gasolina em conjunto com o motor elétrico ou usá-lo como um gerador para carregar as baterias.
O uso de um motor elétrico leve e de alto desempenho permitiu a Kemnitz empregar neste projeto um pequeno motor bicilíndrico horizontal, mas de alta rotação, com uma alta potência de pico. “Normalmente o ponto fraco desses motores é que eles não têm têm binário em baixas/médias rotações, mas é aí que o motor elétrico auxilia”, afirma Kemnitz.
Além disso, devido ao tamanho do motor pequeno, também é mais fácil otimizar a eficiência de combustível, usando válvulas elétricas modernas, sem cames, para obter um equilíbrio saudável e sem compromissos entre desempenho e eficiência energética.
Esse sistema híbrido também confere uma volumetria inferior e respetivos tamanhos inferiores de componentes, economizando peso e recursos no processo de fabrico e permitindo que a Ghost tenha uma silhueta mais estreita.
Graças à presença de uma bateria localizada mais perto do solo, a Ducati Ghost pode equipar-se com um depósito de combustível menor, uma vantagem que permitiu a Kemnitz simplificar a sua forma incorporando-a diretamente no assento do piloto, melhorando a solidez do conjunto.
O benefício final de ter um sistema de energia híbrido é que existe sempre um plano B, não importando o que possa acontecer. No caso da Ducati Ghost, as baterias não são o sistema central de fornecimento de energia, o que lhes permite atuar como uma espécie de depósito de reserva para uma entrega de energia extra.
"Para isso, a Ghost vem equipada com baterias destacáveis que até podem vir a ser trocadas nos concessionários Ducati para um reabastecimento fácil e rápido entre ou durante os passeios, facto que também funcionaria a favor de uma maior interação entre a Ducati e os seus clientes”, diz Kemnitz.
andardemoto.pt @ 30-3-2022 07:45:00
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